Tempo médio de recuperação de créditos excede os 4 anos na União Europeia

Autoridade Bancária Europeia alerta para grandes diferenças entre países a nível da recuperação de empréstimos em incumprimento.
Taxas e tempo de recuperação e custos judiciais
Fonte: EBA

O mais recente relatório da Autoridade Bancária Europeia (EBA sigla em inglês) volta a chamar a atenção para as grandes diferenças entre os países da União Europeia no que toca à recuperação de empréstimos em incumprimento. Segundo a análise, persistem disparidades significativas entre os 27 Estados-Membros, tanto na taxa de recuperação como nos custos e no tempo necessário para reaver o crédito.

A EBA publicou este segundo relatório em resposta a um pedido da Comissão Europeia, no âmbito da agenda da União para a Poupança e o Investimento. O estudo, que atualiza o primeiro exercício de avaliação realizado em 2020, analisou mais de 1,4 milhões de empréstimos em toda a UE, abrangendo três categorias de ativos – empresas, grandes corporações e pequenas e médias empresas (PME). Os resultados mostram que, apesar de alguma estabilidade nas taxas brutas de recuperação (42,2%), as taxas líquidas diminuíram (de 40,6% para 37,6%), enquanto o tempo médio de recuperação aumentou de três para 4,2 anos. Já os custos judiciais recuaram ligeiramente, de 4,3% para 3,5%.

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De acordo com a EBA, os sistemas legais nacionais têm um papel determinante nestes resultados. Países que dispõem de mecanismos de execução extrajudicial, comités de credores, opções de reestruturação da dívida para PME ou processos coletivos de insolvência mais ágeis tendem a apresentar melhores taxas de recuperação

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