O contexto residencial em Portugal continua marcado por uma forte procura (muito devido aos apoios aos jovens, como a isenção de IMT e a garantia pública) e uma escassa oferta, que só deverá aumentar a médio prazo depois de os novos incentivos do Governo entrarem em vigor (IVA a 6% na construção e simplificação dos licenciamentos, por exemplo). Para já, este desequilíbrio continua a refletir-se em alta nos preços das casas para comprar em Portugal, que subiram 10,8% em abril face ao mesmo mês de 2025, atingindo um novo recorde, revela o índice de preços do idealista.
Assim, comprar casa no país passou a ter um custo mediano de 3.121 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de abril, o que representa um novo máximo histórico, alcançado pelo sexto mês consecutivo. Em termos trimestrais, os preços da habitação aumentaram 2,4%.
Maioria das grandes cidades com preços das casas a subir a dois dígitos
Em abril de 2026, os preços das casas à venda subiram em 15 das 16 capitais de distrito ou de regiões autónomas analisadas, tendo-se mantido estáveis em Vila Real (-0,2%). O aumento do custo da habitação foi de dois dígitos em 11 grandes cidades.
As maiores subidas anuais do preço das casas para comprar registaram-se em Santarém (25,4%), Viseu (24,3%) e Beja (23%). Seguem-se a Faro (15,1%), Leiria (13,7%), Guarda (13,2%), Ponta Delgada (13,1%), Setúbal (12,5%), Viana do Castelo (12,3%), Braga (12,1%) e Aveiro (10,4%).
Com aumentos do custo de comprar casa abaixo de dois dígitos está o Funchal (9,6%), Lisboa (8,8%), Porto (8,1%) e Évora (7,5%), mostram os dados do idealista referentes ao último ano terminado em abril de 2026.
Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 6.109 euros/m2. Seguem-se o Porto (4.044 euros/m2) e o Funchal (3.939 euros/m2). No quarto e quinto lugares surgem Faro (3.656 euros/m2) e Setúbal (3.091 euros/m2). Logo depois posicionam-se Aveiro (2.807 euros/m2), Évora (2.556 euros/m2), Ponta Delgada (2.381 euros/m2), Viana do Castelo (2.276 euros/m2) e Braga (2.223 euros/m2).
Com preços das casas inferiores a 2.000 euros/m2 surgem Viseu (1.961 euros/m2), Leiria (1.882 euros/m2), Santarém (1.804 euros/m2), Beja (1.439 euros/m2) e Vila Real (1.431 euros/m2). Abaixo dos 1.000 euros/m2, destaca-se a Guarda (997 euros/m2).
Casas à venda mais caras em todos os distritos e ilhas
Os dados mais recentes do idealista revelam ainda que o custo de comprar casa subiu em todos os 25 distritos e ilhas analisadas, não se registando qualquer descida no último ano. O maior aumento anual dos preços da habitação foi registado na ilha de Porto Santo (33,7%), destacando-se de forma muito expressiva. Seguem-se a ilha de São Jorge (29,5%), a ilha Terceira (26,5%), Castelo Branco (23,7%) e Santarém (22,3%).
Com variações dos preços das casas à venda igualmente relevantes surgem ainda Portalegre (18,2%), Setúbal (17,8%), ilha de São Miguel (16,2%), Viseu (15,8%) e Guarda (14,9%). Também a ilha do Pico (13,9%), Beja (13,7%), Coimbra (12,8%), Évora (12,6%), Braga (12,2%), Leiria (11,8%) e Viana do Castelo (11,8%) registaram subidas consistentes.
Já com aumentos mais moderados aparecem a ilha da Madeira (10,9%), Faro (10,9%), Aveiro (10,5%), Lisboa (9,1%) e Porto (8,3%). As variações mais contidas dos preços das casas para comprar observaram-se na Bragança (4,7%), ilha do Faial (4,5%) e Vila Real (2,7%).
No ranking dos preços por metro quadrado, Lisboa lidera como o distrito mais caro para comprar casa, com 4.695 euros/m2, seguido por Faro (4.009 euros/m2), ilha de Porto Santo (3.811 euros/m2), ilha da Madeira (3.722 euros/m2) e Setúbal (3.296 euros/m2). Logo a seguir surge o Porto (3.083 euros/m2) e a ilha de São Miguel (2.322 euros/m2).
Com custos intermédios das casas à venda posicionam-se Aveiro (2.070 euros/m2), Leiria (1.985 euros/m2), Braga (1.925 euros/m2), ilha Terceira (1.796 euros/m2), Coimbra (1.751 euros/m2), Viana do Castelo (1.729 euros/m2), ilha do Faial (1.684 euros/m2), ilha do Pico (1.673 euros/m2), Évora (1.662 euros/m2) e Santarém (1.607 euros/m2).
Na parte inferior da tabela surgem a ilha de São Jorge (1.498 euros/m2), Beja (1.416 euros/m2), Viseu (1.390 euros/m2), Vila Real (1.124 euros/m2), Castelo Branco (1.112 euros/m2), Portalegre (970 euros/m2), Bragança (961 euros/m2) e, por fim, a Guarda (838 euros/m2).
Alentejo tem maior subida dos preços das casas entre regiões
Nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda subiram em todas as regiões do país. A maior subida anual foi registada no Alentejo (21,3%), seguido da Região Autónoma dos Açores (19,3%), do Centro (12%), da Região Autónoma da Madeira (11,3%) e da Área Metropolitana de Lisboa (11,1%). O Algarve apresentou uma valorização anual de 10,9%, enquanto o Norte registou a subida mais moderada (8,6%).
A Área Metropolitana de Lisboa, com um preço mediano de 4.379 euros/m2, continua a ser a região mais cara para comprar casa. Seguem-se o Algarve (4.009 euros/m2) e a Região Autónoma da Madeira (3.725 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (2.551 euros/m2), o Alentejo (2.050 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (2.035 euros/m2). O Centro, com um preço mediano de 1.774 euros/m2, mantém-se como a região mais barata para adquirir habitação.
Índice de preços imobiliários do idealista
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.
O relatório completo encontra-se em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda/
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