Os preços das casas à venda em Portugal continuam a subir em força no início de 2026, num contexto de elevada procura (potenciada pelos apoios aos jovens) e escassa oferta residencial, que aguarda incentivos do Governo inseridos no pacote fiscal (como o IVA a 6% na construção, por exemplo).
Em março, comprar casa no país ficou 12% mais caro face ao mesmo mês de 2025. Com esta evolução, adquirir uma habitação em Portugal passou a ter o custo mediano de 3.107 euros por metro quadrado (euros/m2), o que representa um novo máximo histórico, alcançado pelo quinto mês consecutivo. Em termos trimestrais, os preços das casas aumentaram 2,9%, mostra o índice de preços do idealista.
Subida dos preços das casas sentida nas grandes cidades
Em março de 2026, os preços das casas à venda subiram em 19 das 20 capitais de distrito (ou de regiões autónomas) analisadas. Já em Vila Real os custos medianos da habitação mantiveram-se praticamente estáveis (-0,3%).
As maiores subidas anuais dos preços das casas à venda foram registadas em Santarém (26,5%), Guarda (26%), Viseu (24,2%) e Beja (23,2%). Seguem-se Coimbra (16%), Leiria (15,6%), Ponta Delgada (15,6%), Faro (15%) e Castelo Branco (14,8%). Também Portalegre (13,6%), Setúbal (12,9%), Viana do Castelo (12,1%), Funchal (11,8%), Braga (11,6%) e Porto (10,2%) apresentaram aumentos relevantes, acima de dois dígitos.
Por outro lado, Lisboa (9,6%), Aveiro (9,4%), Bragança (6,6%) e Évora (5,8%) registaram subidas dos preços das casas mais moderadas, indica ainda o idealista.
Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 6.082 euros/m2. Seguem-se Porto (4.085 euros/m2) e Funchal (3.993 euros/m2). No quarto e quinto lugares surgem Faro (3.549 euros/m2) e Setúbal (3.062 euros/m2). Logo depois posicionam-se Aveiro (2.780 euros/m2), Évora (2.535 euros/m2), Ponta Delgada (2.401 euros/m2), Coimbra (2.387 euros/m2), Viana do Castelo (2.263 euros/m2) e Braga (2.197 euros/m2).
Com custos de aquisição de habitação inferiores a 2.000 euros/m2 estão: Viseu (1.911 euros/m2), Leiria (1.876 euros/m2), Santarém (1.777 euros/m2), Vila Real (1.424 euros/m2), Beja (1.389 euros/m2), Bragança (1.115 euros/m2), Castelo Branco (1.053 euros/m2), Guarda (1.050 euros/m2) e, por fim, Portalegre (1.011 euros/m2).
Todos os distritos e ilhas com casas mais caras – Santa Maria é exceção
Analisando os dados mais recentes, os preços das casas à venda subiram em 25 dos 26 distritos e ilhas analisadas, tendo descido apenas na ilha de Santa Maria (-3,2%). A maior subida anual foi registada na ilha de Porto Santo (32,1%), destacando-se de forma muito expressiva. Seguem-se a ilha Terceira (25,8%), Setúbal (19,7%), Santarém (19,2%), ilha de São Miguel (18,7%) e ilha de São Jorge (18,2%).
Com variações do custo de comprar casa igualmente relevantes surgem ainda Viseu (17,4%), Guarda (17,1%), Leiria (16%), ilha da Madeira (15,3%), Castelo Branco (14,6%) e Beja (14,4%). Também Portalegre (13,9%), Viana do Castelo (13,1%), Coimbra (12,9%), ilha do Pico (12,6%), Faro (12,6%), Braga (12,4%), Aveiro (10,6%), Lisboa (10,6%), Évora (9,9%) e Porto (9,5%) registaram subidas. As variações mais moderadas observaram-se na ilha do Faial (3,3%), Vila Real (2,5%) e Bragança (1,9%).
No ranking dos preços por m2, Lisboa lidera como o distrito mais caro para comprar casa, com 4.657 euros/m2, seguido por Faro (3.988 euros/m2), ilha da Madeira (3.814 euros/m2), ilha de Porto Santo (3.668 euros/m2) e Setúbal (3.293 euros/m2). Logo a seguir surge o Porto (3.120 euros/m2) e ilha de São Miguel (2.322 euros/m2).
Com valores intermédios no custo de comprar casa posicionam-se Aveiro (2.051 euros/m2), Leiria (2.030 euros/m2), Braga (1.902 euros/m2), ilha Terceira (1.761 euros/m2), Viana do Castelo (1.724 euros/m2), ilha do Pico (1.721 euros/m2), Coimbra (1.702 euros/m2), ilha do Faial (1.658 euros/m2), Évora (1.639 euros/m2) e Santarém (1.583 euros/m2).
Na parte inferior da tabela estão a ilha de São Jorge (1.420 euros/m2), ilha de Santa Maria (1.415 euros/m2), Beja (1.402 euros/m2), Viseu (1.374 euros/m2), Vila Real (1.123 euros/m2), Castelo Branco (1.078 euros/m2), Portalegre (961 euros/m2), Bragança (920 euros/m2) e, por fim, a Guarda (846 euros/m2).
Alentejo lidera subida dos preços das casas entre regiões
Nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda subiram em todas as regiões do país. A maior subida anual foi registada no Alentejo (20,5%), seguido da Região Autónoma dos Açores (19,6%), da Região Autónoma da Madeira (15,5%), do Centro (12,9%) e da Área Metropolitana de Lisboa (12,8%). O Algarve apresentou uma valorização anual de 12,6%, enquanto o Norte registou a subida dos preços mais moderada (9,4%).
A Área Metropolitana de Lisboa, com um preço mediano de 4.356 euros/m2, continua a ser a região mais cara para comprar casa. Seguem-se o Algarve (3.988 euros/m2) e a Região Autónoma da Madeira (3.811 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (2.566 euros/m2), o Alentejo (2.029 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (2.012 euros/m2). O Centro, com um preço mediano de 1.764 euros/m2, mantém-se como a região mais barata para adquirir habitação.
Índice de preços imobiliários do idealista
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.
O relatório completo encontra-se em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda/
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