Hugo Santos Ferreira reeleito líder da APPII: “Sentimo-nos renovados”
Hugo Santos Ferreira foi reeleito, por unanimidade, presidente da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), tendo a Assembleia Geral decorrido dia 25 de junho de 2025. “Fomos eleitos por unanimidade (…) para mais um mandato à frente desta associação, sentimo-nos hoje renovados, com sentimento de renovado compromisso, com o futuro da associação e do setor que juntos temos vindo a construir”, disse Hugo Santos Ferreira, citado em comunicado.
Imobiliário pede “pacto” na habitação – PSD e PS falam em “acordos”
A crise habitacional em Portugal é complexa e requer um conjunto alargado de soluções legislativas estáveis, desde a revisão da carga fiscal na construção nova à aceleração dos licenciamentos urbanísticos. Em vésperas de eleições legislativas, os vários especialistas presentes na tarde desta quinta-feira, dia 10 de abril, no Salão Imobiliário de Portugal (SIL) pediram um “pacto de regime” na habitação entre o PS e o PSD, os dois partidos com mais assentos parlamentares. Já os governantes de ambas as cores políticas falam que é possível chegar a “acordos” em algumas matérias que tocam a habitação, como a revisão legislativa das heranças indivisas.
Novas formas de habitar: “Há uma procura enorme de modelos alternativos”
A edição de 2025 do Salão Imobiliário de Portugal (SIL) arrancou esta quinta-feira (10 de abril de 2025), em simultâneo com a Tektónica, com uma conferência dedicada aos novos modelos de habitar. “Há uma procura enorme de modelos alternativos”, revela Maria Empis, Head of Residential da JLL Portugal. Uma ideia, de resto, deixada pelos vários oradores que marcaram presença no evento, que decorreu na FIL, no Parque das Nações.
Supremo coloca projetos imobiliários em risco ao recuperar IVA de 23%
Uma recente decisão do Supremo Tribunal Administrativo (STA) veio redefinir o enquadramento legal da aplicação da taxa reduzida de 6% de IVA às empreitadas de reabilitação urbana, com potenciais repercussões no setor da construção e do imobiliário.
"O mercado de arrendamento de casas tem de ser estimulado"
“O mercado de arrendamento tem de ser estimulado”, afirma João Pagani Toscano, CEO da Livingroup, empresa fundada em 2012 que apostou forte no desenvolvimento de projetos de reabilitação urbana no centro histórico de Lisboa – nos últimos anos fez também mira a outro tipo de projetos imobiliários, mais localizados no Alentejo e no Algarve. Em entrevista ao idealista/news, e de forma a animar o mercado de arrendamento, considera que devia haver em Portugal um "regime" em que a pessoa pode rehipotecar a casa que tem para comprar outra, libertando, assim, um imóvel que pode depois ser arrendado. Até porque “o mercado de casas usadas está parado”, alerta.
Branded residences crescem em Portugal sem encarecer habitação
O setor imobiliário não acredita que o desenvolvimento, em Portugal, do segmento das residências de marca possa contribuir para aumentar os preços da habitação, tendo em conta que são para um mercado de luxo, sem impacto nas casas tradicionais.As residências de marca, ou ‘branded residences’, s
Alterações à lei dos solos “podem ter reduzido margem de ação”
A habitação a custos controlados e o arrendamento acessível substituíram o conceito de “habitação a preços moderados”. E os técnicos municipais deixaram de estar sozinhos na reclassificação dos solos rústicos em urbanos para a construção de casas.
SIL 2025: maior marketplace do imobiliário em Portugal volta em abril
A 28ª edição do Salão Imobiliário de Portugal (SIL) está aí a porta: realiza-se de 10 a 12 de abril de 2025 na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações, em Lisboa, sendo uma iniciativa anual da Fundação AIP.
Código da construção e estratégia nacional BIM com luz verde
A construção para a classe média, seja por privados ou cooperativas, praticamente estagnou desde 2008, sendo cada vez mais difícil conseguir comprar casa nas grandes cidades. A garantia foi deixada pela secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa, num almoço-conferência realizado esta sexta-feira (14 de fevereiro de 2025), em Lisboa, no qual fez um balanço do plano do Governo “Construir Portugal”, apresentado em maio do ano passado. E há novidades à vista, relacionadas, por exemplo, com o código da construção, com a implementação da estratégia nacional da metodologia BIM (Building Information Modeling) e com o chamado simplex dos licenciamentos.
Secretária de estado da Habitação debate lei dos solos em Lisboa
A Secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa, irá debater nova lei dos solos na Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa (SRU), que decorre de 25 a 27 de fevereiro, no Beato Innovation District.
Preço de solos rústicos vai subir com nova lei e afetar oferta de casas
O leque de terrenos disponíveis para construir casas acessíveis em Portugal deverá aumentar em breve, assim que as autarquias começarem a reclassificar terrenos rústicos em urbanos. Acontece que esta nova lei dos solos, embora controle o preço das habitações, nada diz sobre o custo dos solos rústicos. É por isso que os especialistas em imobiliário ouvidos pelo idealista/news temem que a reclassificação de terrenos rústicos em urbanos leve a uma escalada dos preços destes solos, comprometendo o objetivo de colocar mais casas a preços acessíveis no mercado residencial português.
Casas acessíveis? Nova lei dos solos tem impacto limitado sem IVA a 6%
A construção de habitação acessível poderá ganhar um novo ânimo com a nova lei dos solos, que vem facilitar a conversão de terrenos rústicos em urbanos, permitindo que se construa onde antes não se podia. Apesar de ser considerada uma medida "positiva" para combater a crise da habitação em Portugal, os especialistas em imobiliário ouvidos pelo idealista/news dizem que o seu impacto pode ser limitado se não forem criados incentivos fiscais, como a redução do IVA para 6% na construção nova. E há ainda o risco de criar áreas urbanas isoladas. É por isso que deixam um alerta: esta nova lei dos solos só irá aumentar a oferta de habitação acessível se houver articulação com municípios, desburocratização de processos e incentivos fiscais para atrair promotores e investidores imobiliários.
Mais terrenos com nova lei dos solos? Fará “baixar preços das casas”
O Governo deu luz verde ao diploma que flexibiliza a lei dos solos, que visa, em última análise, permitir a construção de casas em terrenos onde atualmente não é possível, classificados como rústicos. A disponibilização dos mesmos estará a cargo das câmaras municipais e o Executivo pretende, com esta medida, aumentar a oferta de habitação para a classe média, sendo que 70% das casas construídas terão de ter “preços moderados”. Para Castro Almeida, ministro Adjunto e da Coesão Territorial, não há dúvidas: “Aumentar a oferta de terrenos de construção vai baixar preços das casas”.
Manter IVA a 23% na construção agrava ainda mais a crise na habitação
A proposta de redução do IVA na construção para a habitação de 23% para 6% foi chumbada no Parlamento com os votos contra do PS, PCP, BE e Livre e abstenção do Chega e PAN. Uma decisão que vai agravar ainda mais a crise na habitação que se vive em Portugal, alerta a Associação de Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII).
“OE2025 dá os primeiros passos para resolver a crise habitacional”
“Acreditamos que a proposta de Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) traz confiança ao mercado de habitação” e “dá os primeiros passos no sentido de começar a ser uma solução para a crise habitacional que vivemos”. Para Hugo Santos Ferreira, presidente da Associação de Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), é preciso, agora, haver “sentido de Estado” para que as medidas que constam no documento, já entregue no Parlamento, “sejam aprovadas”. Isto para que se possa, “o mais rápido possível, colocar mais habitação no mercado”, adianta.
Portuguesa MAP cria rede de 6 negócios de construção e imobiliário
Depois de mais de 120 obras executadas e uma carteira de projetos de 150 milhões de euros, o MAP Group decidiu dar um novo passo na sua história já leva mais de década. Agora, o grupo português passa a ser composto por seis empresas dedicadas à construção, imobiliário e investimento, que vão atuar de forma integrada.
Economia dá voltas e juros caem: o que ganha e perde o imobiliário
O ciclo económico na Europa está a mudar. A inflação está a desacelerar a bom ritmo e os salários a aumentar, mas a economia está fraca, a precisar de estímulo. Todos estes fatores estão por detrás das mais recentes descidas dos juros do Banco Central Europeu (BCE), e continuam a fazer pressão para que haja um novo corte das taxas na reunião da próxima quinta-feira, dia 17 de outubro. Este alívio da política monetária já está, aliás, a ter impacto direto nos bolsos das famílias em Portugal, aumentando o poder de compra e reduzindo o custo nos créditos habitação. E também tem efeitos no investimento imobiliário. Neste artigo preparado pelo idealista/news, explicamos com a ajuda de especialistas o que está na origem da descida dos juros do BCE e qual o seu impacto na habitação e no imobiliário.
Casas novas: licenças a cair com simplex, incerteza e menor construção
O simplex dos licenciamentos urbanísticos chegou ao mercado no início de 2024 com a promessa de acelerar a emissão de licenças de casas e eliminar processos burocráticos na construção. Mas, cerca de oito meses depois, o mercado depara-se com uma descida na licença de casas novas na ordem dos 10%. Os especialistas em imobiliário ouvidos pelo idealista/news não têm dúvidas de que a menor dinâmica na construção, a falta de confiança dos investidores e a instabilidade legislativa estão por detrás desta queda. E apontam também o dedo ao diploma do simplex que foi “mal feito”, estando agora o mercado à espera que seja revisto e regulamentado pelo atual Governo. Para já, as dúvidas que pairam sobre as autarquias e projetistas são muitas, havendo mesmo dificuldades de adaptação às novas regras de licenciamento urbano, o que acaba por atrasar a construção de casas e o aumento de oferta de habitação a preços acessíveis.
Construção com IVA a 6% trará mais casas e a preços mais baixos
Os aplausos ecoaram na fileira da construção e do imobiliário assim que o Governo de Montenegro anunciou que ia descer o IVA na construção nova de 23% para 6%. Esta é mesmo a medida do pacote Construir Portugal que terá “maior impacto” na resolução da crise de acesso à habitação em Portugal, concordam vários especialistas ouvidos pelo idealista/news. Isto porque acreditam que ao baixar a carga fiscal na construção será possível construir mais casas, tanto para comprar como para arrendar, e até a preços mais acessíveis e compatíveis com os salários das famílias.
Mais casas (e mais baratas) com reabilitação de devolutos do Estado
O Estado é um dos maiores proprietários do país, estando muitos dos seus imóveis subtilizados e degradados. Afinal, ao longo dos últimos anos faltaram iniciativas para recuperar estes imóveis públicos devolutos e colocá-los no mercado residencial, apesar de a crise da habitação em Portugal se continuar a agravar a olhos vistos. Foi neste sentido que o Governo de Montenegro propôs criar um regime legal para que haja uma “injeção semiautomática de imóveis devolutos” públicos no mercado, sobretudo para habitação. Esta é uma medida “fundamental”, que tem potencial de subir a oferta de habitação, promover a reabilitação dos centros urbanos e até de reduzir o preço das casas, defendem os especialistas de mercado ouvidos pelo idealista/news. O grande desafio está na articulação da medida entre o Estado, as autarquias e os privados, apontam.