Há 86 mil famílias em situação de carência habitacional no país
Portugal está a viver uma grave crise habitacional, que se agudizou nos últimos anos. Numa entrevista recente, a ministra da Habitação veio dizer que foram identificadas 86.000 famílias com necessidades habitacionais no país, um número bastante superior àquele que foi registado em 2018 – altura em que o levantamento apontava para um universo de 26.000 agregados a precisar de ajuda.
Arrendar para subarrendar: 1º sorteio com 100 casas já disponível
O primeiro concurso para casas de renda acessível no âmbito do novo Programa Arrendar para Subarrendar arranca esta sexta-feira, 6 de outubro de 2023, às 17h00. O sorteio contempla 106 habitações em 18 concelhos do país, que chegam ao mercado de arrendamento com rendas a partir dos 325 euros.
Apoio às rendas: IHRU lança “Portal Consulta Cidadão”
O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) lançou uma nova ferramenta relativa ao apoio extraordinário à renda. Através do “Portal Consulta Cidadão”, qualquer pessoa elegível para receber este apoio conseguirá consultar no momento todos os dados que estiveram na origem do apuramento do valor a que tem direito.
Atenção investidores: CORUM aumenta portfólio com 3 imóveis comerciais
A CORUM Investments investiu 193 milhões de euros na aquisição de três imóveis comerciais, dois nos Países Baixos e um no Reino Unido. A Sociedade de Investimento Imobiliário (SCPI) de origem francesa indica que dá, assim, continuidade à sua estratégia de investimento em imobiliário comercial com elevada rentabilidade, numa lógica de longo prazo, e que acaba por “tirar partido do alívio nos preços dos ativos”. Estas transações reforçam o portefólio dos fundos CORUM Origin e CORUM XL, que são disponibilizados aos investidores em Portugal, revela em comunicado.
Há menos 30% de jovens com casa própria que há 20 anos
O acesso à habitação em Portugal, sobretudo por parte dos mais jovens, tem vindo a deteriorar-se nos últimos 20 anos. Se no início os anos 2000, 70% dos jovens eram proprietários de habitação própria, hoje, essa percentagem é de apenas 40%. “Nas gerações mais recentes, a percentagem de proprietários jovens reduziu-se significativamente”, na ordem dos 30%, conclui o Banco de Portugal (BdP).
Amadora consulta mercado para terrenos destinados a habitação
O município da Amadora está a promover uma consulta ao mercado para adquirir lotes de terreno para construção de imóveis destinados a reforçar o seu parque habitacional, ao abrigo do programa 1.º Direito. A iniciativa será financiada com recurso ao PRR, através de investimento do Programa de Ap
Inventário dos imóveis do Estado é “pouco fiável” – SS tem 425 devolutos
A inventariação do património imobiliário do Estado continua a ser “muito limitada e pouco fiável”, diz o parecer do Tribunal de Contas (TdC) à Conta Geral do Estado de 2022. O tribunal alerta para a falta de progressos nesta matéria, apontando “fragilidades no controlo e contabilização dos bens imóveis”. Destaca, por exemplo, a existência de 425 imóveis devolutos na Segurança Social (SS), algo que "contraria uma utilização eficiente do capital existente".
Como construir mais casas? É preciso rever RJUE, PDM e licenciamentos
Hoje, a falta de casas para viver é um problema central em Portugal. E muito se deve aos atrasos nos processos de licenciamentos e à falta de terrenos para construção no mercado a preços acessíveis. E poderá o Mais Habitação ajudar a resolver estes desafios? Poderá ajudar a simplificar os licenciamentos ou até ajudar a ceder terrenos públicos para construir habitação a custos controlados. “Mas enquanto não tivermos uma revisão e uma reforma séria ao Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE), aos processos de licenciamento, aos Planos Diretores Municipais (PDM) e à própria carga fiscal que é aplicada na habitação, temo que este programa não vá trazer nenhuma solução em termos de mais habitação”, diz ao idealista/news Daniel Correia, diretor de real estate do grupo United Investments Portugal (UIP), que tem vários projetos residenciais e turísticos em desenvolvimento no país.
Preço das casas à venda na UE desce 1,1% - a 1.ª queda desde 2014
O mercado imobiliário europeu está a ser posto à prova em 2023, perante um novo contexto de subida das taxas de juro e de elevada inflação, que tem arrefecido a procura de casas à venda, por conseguinte, os negócios. E este cenário já se reflete nos preços das casas para comprar: caíram 1,7% na Zona Euro e 1,1% na União Europeia (UE) no segundo trimestre de 2023 face ao período homólogo. Esta foi mesmo a primeira diminuição anual registada desde o primeiro trimestre de 2014. Também nove Estados-membros sentiram as casas para comprar a ficarem mais baratas neste período – mas Portugal não está na lista, tendo os preços subido 8,7%. Já o mercado de arrendamento na Europa tem estado dinâmico, levando ao aumento anual das rendas das casas em 3,0%.
Comprar casa e colocá-la a arrendar rendeu 7,4% no verão
Hoje, o mercado de arrendamento em Portugal está no centro do debate político. Ainda não se sabe como se vai poder fazer atualização das rendas em 2024 e, por outro lado, controlar os preços das rendas nos novos contratos, forçar o arrendamento de casas vazias e reduzir as taxas de IRS sobre os rendimentos prediais fazem parte do polémico Mais Habitação, aprovado no Parlamento e promulgado pelo Presidente da República. Será que, no meio de tanta instabilidade, continua a ser um bom negócio comprar casa para colocá-la a arrendar? Com os preços do arrendamento em alta e a falta de stock, a verdade é que a rentabilidade bruta da habitação em Portugal subiu no último ano, tendo-se fixado em 7,4% no terceiro trimestre de 2023, apontam os dados do idealista. Mas isto quer dizer que os riscos do negócio também são superiores.
Estabilidade é crucial para "ganhar a confiança dos investidores"
A Level Constellation (LC), empresa de capitais chineses, aterrou em Portugal em 2014 e investiu, desde então, em vários projetos imobiliários em Lisboa. Surgiu, entretanto, a pandemia e agudizou-se a crise habitacional com a subida da inflação e consequente aumento das taxas de juro. O mercado nacional tem um problema generalizado de stock residencial, tanto para comprar como para arrendar, e vários players do setor reclamam, há muito, o aumento da oferta de casas, mas o contexto nacional dificulta o objetivo, a vários níveis, e as constantes alterações legislativas estão a deixar marcas. “Um país com instabilidade nas políticas terá muita dificuldade em ganhar a confiança dos investidores”, avisa Qinglei Dai, vice-presidente e cofundadora da promotora imobiliária, em entrevista ao idealista/news.
Queda na venda de casas? “Há que proteger o comprador e segurar preço”
A venda de casas em Portugal está a arrefecer. E o mercado de luxo não é imune a este movimento. Na Quinta Marques Gomes, que está a ser desenvolvida pelo grupo United Investments Portugal (UIP) junto à foz do rio Douro em Vila Nova de Gaia, tem-se sentido uma “retração” de novos compradores portugueses, devido aos elevados juros no crédito habitação, a par da subida dos preços das casas de luxo. Mas será que reduzir o preço destas habitações a melhor estratégia a seguir para aumentar as vendas? Não, pelo contrário. Mesmo com a venda de casas a cair, Daniel Correia, diretor de real estate da UIP, diz que a estratégia passa por “garantir aos compradores que o valor do imóvel está protegido, segurando o preço e nunca desbaratando as unidades que ainda estão à venda”, disse em entrevista ao idealista/news.
Castelo de Dunbeath na Escócia está à venda por 28 milhões
O terreno de Dunbeath, que está numa localização espetacular na costa da Escócia e abriga o magnífico castelo de Dunbeath, que data do século XV, está à venda por 25 milhões de libras (cerca de 28,7 milhões de euros à taxa de câmbio atual). A propriedade foi remodelada em 1860 e representa uma combinação incomparável de arquitetura histórica e uma paisagem única.
Crédito habitação: 85% das famílias chega à reforma a pagar a casa
Hoje, os jovens encaram sérias dificuldades no acesso a habitação própria. Encontram-se sufocados pela insegurança laboral - que os impede de poupar -, pelos elevados preços das casas à venda, bem como pelo agravamento dos custos no crédito habitação, a par do baixo poder de compra. Por todos estes motivos, muitos portugueses vão adiando a decisão de comprar casa. Mas os desafios não ficam por aqui: como se trata de um compromisso de longo prazo, são muitas as famílias que chegam à idade da reforma e continuam a pagar a prestação da casa.
Casas mobiladas prontas a habitar: nova tendência a aterrar em Portugal
Uma casa mobilada e decorada, pronta a habitar, é uma forma de valorizar um produto imobiliário, seja para comprar ou arrendar.
Marcelo promulgou Mais Habitação: prefere "qualquer coisa, a nada”
O Presidente da República anunciou este sábado, 30 de setembro de 2023, a promulgação do pacote Mais Habitação dizendo que “prefere qualquer coisa, mesmo que curto, a nada”.
Fundo gerido pela Silvip compra edifício de escritórios em Lisboa
O Fundo VIP, um fundo de investimento imobiliário aberto gerido pela Silvip, comprou o edifício de escritórios Almirante Reis 65, localizado em Lisboa, na avenida com o mesmo nome. O imóvel, que estava na posse do CCP 5 LL, um fundo gerido pela Tristan Capital Partners, é gerido pela Norfin e tem cerca de 5.500 metros quadrados (m2).
Arrendar casas baratas é possível nestes 10 municípios portugueses
Casas à venda mais caras. Juros nos créditos habitação a aumentar. Baixo poder de compra. Todos estes fatores marcam o contexto económico atual, que tem vindo a empurrar as famílias para o mercado de arrendamento. Mas, perante a alta procura para uma escassa oferta, as rendas das casas continuam a ficar mais caras, sendo sobretudo impulsionadas pelos preços praticados nos grandes centros urbanos. A boa notícia é que em 171 dos 308 municípios portugueses as rendas das casas são inferiores à mediana nacional, que atingiu os 6,86 euros por metro quadrado (euros/m2) nos últimos 12 meses terminados em junho. Vem daí conhecer os 10 municípios mais baratos para arrendar casa em Portugal.
Menos contratos, mas rendas mais caras: preços disparam 11%
Arrendar casa é uma tarefa cada vez mais difícil em Portugal. Seja pela escassa oferta, que não consegue dar resposta à procura, seja pelos preços, que continuam a subir mês após mês. No segundo trimestre de 2023, as rendas das casas voltaram a aumentar, desta vez 11% em termos homólogos, fixando-se no valor mediano de 7,27 euros por metro quadrado (m2), um novo recorde nacional. Em sentido contrário, foram celebrados menos contratos de arrendamento. Trata-se de uma quebra de 1,2% no número de documentos assinados, face a igual período do ano passado.
Semana da reabilitação urbana regressa ao Porto de 6 a 8 de novembro
A semana da reabilitação urbana (SRU) está de regresso ao Porto nos dias 6, 7 e 8 de novembro. O certame, que irá juntar player nacionais e internacionais do setor para debater o movimento de regeneração e renovação urbanística em Portugal, vai realizar-se nas Caves Ferreira – Casa Ferreirinha, marginal do Rio Douro, no centro histórico de Vila Nova de Gaia.