Há uma nova tendência identificada no mercado hipotecário em Portugal: a procura por crédito habitação antes de ter uma casa para comprar está a crescer.
Em julho, as taxas Euribor inverteram a tendência dos últimos meses, com os prazos mais curtos a subir ligeiramente e o prazo a 12 meses a registar uma descida residual. Este cenário tem baixo impacto nos novos créditos habitação contratados em agosto face às condições simuladas no mês anterior.
A procura de empréstimos por parte de particulares aumentou no segundo trimestre, em particular no segmento da habitação, enquanto por empresas só cresceu a busca de empréstimos de curto prazo e por PME, segundo um inquérito do BdP.Esta é uma das conclusões da edição de julho do Inquérito aos Bancos
Quem está a contratar crédito habitação em Portugal está a pagar juros cada vez mais baixos, seja por via da redução da Euribor, seja pela contratação de taxas mistas mais acessíveis.
As famílias estão a viver em casas com melhores condições em 2024 face ao ano anterior. Há menos pessoas a viver em casas sobrelotadas ou com privação severa de condições de habitação, isto é, com humidade, sem duche ou baixa luz natural.
Continua a assistir-se em Portugal a uma corrida ao crédito habitação. Em maio, os bancos concederam 2.045 milhões de euros em novos empréstimos para comprar casa, mais 46% do que há um ano. E são os jovens os maiores responsáveis por este pulo.
Como vão evoluir os preços das casas nos próximos 12 meses? E as taxas de juro no crédito habitação? Os europeus acreditam que os preços das casas vão continuar a subir uma média de 3,2%, tendo baixado ligeiramente as suas expectativas sobre a evolução dos juros em maio.
O contexto económico ficou mais favorável à contratação de crédito habitação em Portugal ao longo de 2024. E isso refletiu-se num aumento de quase de 27% de novos contratos e numa subida de 32% do montante disponibilizado pelos bancos para a compra de casa.
Tal como já havia sido antecipado pelo mercado, estamos a assistir ao início da inversão do ciclo de descida dos juros no crédito habitação. Em junho, só as taxas Euribor nos prazos mais curtos voltaram a cair, enquanto a taxa a 12 meses estabilizou.
Há boas notícias para quem está a pagar crédito habitação ao banco. Os juros para a totalidade dos contratos estão a cair há mais de um ano, tendo diminuído para 3,570% em maio, o valor mais baixo em dois anos.
Hoje, quem procura um crédito habitação para comprar casa em Portugal vai encontrar um mercado bem atrativo, com ofertas competitivas e taxas de juro interessantes. Mas tudo indica que este cenário poderá chegar ao fim em breve.
Até há pouco tempo, a Euribor a 12 meses era a taxa mais baixa entre os três prazos mais contratados em Portugal. Mas, no final da semana passada, assistiu-se a uma reviravolta: a Euribor a 3 meses passou a apresentar o menor valor de todos.
As taxas de juro aplicadas nos créditos habitação em Portugal continuam a registar quedas mês após mês, perante a descida da Euribor e a contratação de taxas mistas mais acessíveis.
Os créditos habitação em Portugal deverão continuar a ficar mais baratos. Isto porque a Euribor tem um novo impulso para continuar a descer, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter voltado a cortar os juros diretores esta quinta-feira, dia 17 de abril.
Os bancos confirmam que houve um aumento da procura por crédito habitação nos primeiros meses de 2025. Este movimento foi gerado tanto pela descida dos juros como pelos novos apoios destinados à compra de casa por jovens (isenção de IMT e garantia pública).
Há cada vez mais famílias a contratar crédito habitação para comprar casa, perante a descida dos juros e novos incentivos para os jovens até aos 35 anos (isenção de IMT e garantia pública).
O custo dos créditos habitação em Portugal pesam cada vez menos nos salários das famílias. Em fevereiro, os juros na habitação voltaram a cair para 3,830%, menos 15,4 pontos base (p.b.) face ao mês anterior.
A recente queda dos preços de compra de casas na zona euro foi “suave e de curta duração” em comparação com a registada em países periféricos, após as crises financeira e da dívida soberana.Esta é uma das conclusões de um artigo esta segunda-feira, dia 17 de março, divulgado do próximo boletim econó
As recentes descidas das taxas Euribor têm tido reflexo nos juros do conjunto de créditos habitação em vigor em Portugal, uma vez que a maioria é contratada a taxa variável.
O acesso à habitação na Europa melhorou ao longo do ano passado à medida que os juros foram caindo. E, como a falta de casas persiste em muitos mercados, este impulso à procura acabou por gerar uma recuperação da subida dos preços das casas, como foi o caso de Portugal.
As famílias continuaram a amortizar o crédito da habitação de forma antecipada durante 2024, aproveitando a isenção da comissão. O Banco de Portugal (BdP) considera que os reembolsos antecipados na habitação mantiveram-se “elevados”, totalizando 10,2 mil milhões de euros durante o ano passado.
A descida das taxas de juro, a confiança dos consumidores e o regime fiscal (como a isenção de IMT para jovens) está a dar um novo ânimo à procura por crédito habitação em Portugal, que cresceu no final de 2024.
As recentes descidas da Euribor e a contratação de taxas mistas mais acessíveis têm contribuído para a diminuição dos juros nos contratos de crédito habitação em Portugal. E em dezembro voltou a registar-se este decréscimo das taxas para 4,091%, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta trajetória é ainda mais notória nos novos empréstimos da casa, com os juros a cair para 3,349% no último mês do ano passado.
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