CORUM capta mais de 600 milhões para investir no imobiliário europeu
A CORUM Investments, Sociedade de Investimento Imobiliário (SCPI) de origem francesa, captou mais de 600 milhões de euros junto dos aforradores europeus no primeiro semestre, tendo mantido um “elevado nível de captação de poupanças num período marcado” pela alta inflação e pela subida dos juros por parte do Banco Central Europeu (BCE). E também, segundo revela em comunicado, pela “fraca rentabilidade oferecida pelos produtos de poupança tradicionais”.
“Escassez de imóveis começa a criar efeitos paradoxais no mercado”
O mercado imobiliário residencial em Portugal está a sentir os danos colaterais da atual conjuntura macroeconómica, marcada por aumento das taxas de juro, alta inflação e perda de poder de compra. O resultado é um mercado com “níveis bastante elevados de procura de soluções habitacionais, que contrastam com uma escassez de imóveis cada vez mais acentuada e uma oferta ainda mais desajustada da capacidade financeira dos portugueses”, refere a Century 21 Portugal, em comunicado.
Venda de casas cai na UE em 2022 – em Portugal desacelera (e muito)
A volatilidade e a incerteza instalaram-se no mercado residencial europeu na pandemia. Depois de um choque na venda de habitações em 2020 na maioria dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE), em 2021 o mercado voltou a aquecer.
Jamestown atenta a negócios imobiliários em Lisboa e no Porto
A Jamestown, empresa de investimento e gestão imobiliária que aterrou em Portugal em 2021, com a aquisição do emblemático edifício de escritórios JQOne – tradicionalmente conhecido como Entreposto e, entretanto, batizado como Innovation & Design Building (IDB) Lisbon –, tem em vista novos investimentos em Portugal, nomeadamente em Lisboa e Porto.
Lote de areia no Dubai vendido por 30 milhões de euros - um recorde
A ilha Jumeirah Bay, no Dubai, é bastante conhecida por ter a forma de cavalo-marinho. Mas não só. No passado dia 19 de abril foi vendido um lote de areia nesta ilha artificial por 125 milhões de dirhams (cerca de 30,8 milhões de euros à taxa de câmbio atual), constituindo um novo recorde neste mercado. O novo proprietário planeia aqui construir uma casa de férias para a família.
Amancio Ortega (dono da Zara) compra antiga sede da BBC por 93 milhões
O fundador do grupo Inditex (dono da Zara e da Massimo Dutti), Amancio Ortega, continua a investir forte no mercado imobiliário fora de Espanha, tendo fechado a compra, recentemente – através da sua empresa de investimentos Pontegadea –, da antiga sede da BBC em Londres (Reino Unido) por cerca de 82 milhões de libras (93 milhões de euros).
Mediação imobiliária: obrigatório comunicar transações até 31 de março
As entidades que exerçam atividades de mediação imobiliária e as construtoras que procedam à venda direta de imóveis devem comunicar ao IMPIC (Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção) até sexta-feira (31 de março de 2023) as transações imobiliárias que realizaram no quarto trimestre de 2022. Em causa estão também contratos de arrendamento.
Imobiliário afasta pessimismo e traça 2023 melhor que o esperado
A reta final de 2022 encheu o mercado de dúvidas. Com a inflação em alta, os juros a subir a grande velocidade, a crise energética e a guerra na Ucrânia, muitos previam uma recessão económica e um forte impacto destes fatores no setor imobiliário. Apesar de as incertezas ainda exigirem cautela e de se esperar um ajuste nas avaliações imobiliárias e uma queda no investimento, os responsáveis pelas grandes empresas imobiliárias presentes em Espanha, e algumas em Portugal, pintam um cenário menos pessimista para os próximos meses, traçando perspetivas para 2023 melhores do que o esperado.
Lisboa é a 11ª melhor cidade europeia para investir em imobiliário
Os vários players do setor imobiliário perspetivam que 2023 seja um ano de incertezas, marcado pelos efeitos da alta inflação, da subida das taxas de juro, da eventual desaceleração económica ou da crise energética. Há, no entanto, sinais de otimismo, nomeadamente no que diz respeito à promoção imobiliária em Portugal, com os investidores a manterem o país no radar. Os dados mais recentes de um relatório elaborado pela consultora PwC e pelo Urban Land Institute (ULI) mostram isso mesmo: Lisboa é a 11º cidade europeia mais atrativa para investir em imobiliário, tendo recuperado face aos dois anos anteriores (16ª em 2022 e 15ª em 2021).
Mais-valias das casas: prazo de reinvestimento das famílias pode subir
A Provedoria de Justiça questionou o Governo sobre se pretende alargar também às famílias o prazo do reinvestimento das mais-valias imobiliárias, sem pagamento de imposto, à semelhança do que aconteceu para as pessoas coletivas.
Madeira rejeita proibir venda de casas a estrangeiros não residentes
Para travar a subida dos preços das casas em Portugal, o Bloco de Esquerda (BE) apresentou um projeto de lei para a proibir a venda de imóveis a estrangeiros não residentes. Mas a Região Autónoma da Madeira rejeita fazê-lo. “Nós não queremos fazer isso. Acho que neste momento o imobiliário na região está a correr muito bem”, disse o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.
TdC questiona venda de 3 imóveis em Cascais a chineses por 2 milhões
A Câmara Municipal de Cascais (CMC) vendeu dois armazéns e um terreno por 1,75 milhões de euros à empresa chinesa ShiningJoy. Mas este negócio imobiliário está a ser posto em causa pelo Tribunal de Contas (TdC), por alegada falta de transparência e ausência de concorrência, concluindo mesmo que a transação veio favorecer os interesses da empresa chinesa em detrimento do interesse público. Ainda assim, os membros da autarquia não podem ser responsabilizados.
Governo das Baleares quer proibir compra de casa por estrangeiros
Os preços das casas nas ilhas Baleares, em Espanha, estão a escalar. Tanto que o preço do metro quadrado (m2) nesta comunidade autónoma chegou aos 3.706 euros em 2022 (+10,5% que em 2021), um valor acima do registado na Comunidade de Madrid (3.122 euros/m2) e na Catalunha (2.333 euros /m2), mostram os dados do idealista. Foi por isso mesmo que o Governo das Baleares criou uma comissão para estudar a proibição da compra de casas por cidadãos, estrangeiros ou não, que vivam nesta comunidade autónoma há menos de cinco anos.
Vendidas mais de 168.000 casas num total de 34 mil milhões em 2022
“As profundas alterações macroeconómicas e geopolíticas não travaram o mercado imobiliário português, que deverá terminar 2022 com mais de 34.000 milhões de euros transacionados”. Segundo as estimativas da JLL, está em causa um crescimento na ordem dos 14% face aos 30.000 milhões de euros de imóveis – residenciais e comerciais – vendidos em 2021. Ao todo, adianta a consultora imobiliária, terão sido vendidas no ano passado mais de 168 mil casas, num total de 31 mil milhões de euros transacionados.
Hotéis e escritórios elevam investimento imobiliário para 3 mil milhões
As estimativas da consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W) apontam para que tenham sido investidos no ano passado cerca de três mil milhões de euros em imobiliário comercial, o que representa um aumento de 39% face ao ano anterior. Significa, então, que 2022 será o terceiro melhor ano de sempre, apenas atrás de 2018 e 2019. Isto em pleno contexto económico marcado por uma alta taxa de inflação e por aumentos consecutivos da taxa de juro diretora por parte do Banco Central Europeu (BCE). Mostramos, em baixo, como se comportou o setor ano passado, segmento por segmento, e revelamos quais foram os principais negócios do ano.
Imobiliário em 2023: “Há um otimismo cauteloso”
Portugal “continua no radar” dos investidores institucionais estrangeiros, apesar do contexto que se vive, marcado por uma elevada taxa de inflação, por uma diminuição do poder de compra e por um aumento da taxa de juro diretora, por exemplo. A garantia é dada por Eric van Leuven, diretor-geral da Cushman & Wakefield em Portugal, que considera que se vive atualmente “um otimismo cauteloso” no país. As estimativas da consultora apontam para que tenham sido investidos em 2022 cerca de três mil milhões de euros em imobiliário comercial, o que representa um aumento de 39% face ao ano anterior.
“Virão tempos de mudança” no imobiliário – com "boas oportunidades”
O ano de 2022 fica marcado pelo escalar de uma guerra na Ucrânia, que fez disparar a taxa de inflação e “obrigou” o Banco Central Europeu (BCE) a subir a taxa de juro diretora. O imobiliário sentiu, também, o impacto destes fatores, tendo dado provas, no entanto, da sua força. O que esperar, então, do ano de 2023 para o setor? “Acreditamos que em 2023 virão tempos de mudança e adaptação necessária, onde certamente também existirão boas oportunidades”, adianta, em comunicado, Pedro Rutkowski, CEO da Worx.
Receitas do IMT disparam e engordam cofres das autarquias
Os impostos imobiliários continuam a revelar-se como importante fonte de financiamento para as autarquias nacionais. Dados recentes divulgados no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2021 mostram que as receitas próprias das câmaras cresceram, em termos globais, sobretudo devido ao aumento em 10,4% da cobrança de impostos diretos, com destaque para o Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT). No ano passado, as câmaras encaixaram 1.345 milhões com este imposto.
Investimento imobiliário é refúgio contra subida de juros e inflação
O ambiente atual é marcado pela alta inflação e pela subida das taxas de juro diretoras pelo Banco Central Europeu. Todos estes fatores vão influenciar os mercados e o imobiliário não é exceção. Para já, o mercado de investimento imobiliário continua a ser um refúgio para os investidores nacionais e internacionais. Mas há desafios à vista.
Autarquia de Idanha-a-Nova compra imóvel que já era seu há 20 anos
Há uma transação imobiliária que está a causar alguma estranheza. A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova comprou, no final de 2020, um edifício por 260 mil euros a uma associação privada. Até aqui tudo bem. Acontece que o imóvel estava nas mãos da mesma câmara desde 1998, de forma indireta. Isto quer dizer que a autarquia de Idanha-a-Nova adquiriu o edifício que já lhe pertencia há mais de 20 anos.
Venda de centro comercial La Vie no Porto cai por terra
Não foi desta que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) vendeu o centro comercial La Vie, no Porto. Depois de ter estado em fase avançada de negociação, a transação imobiliária não chegou a ser selada por falta de acordo entre as partes. Mas nada está perdido: o banco estatal deverá iniciar em breve um novo processo de venda deste shopping.
Edifício de escritórios com 1.800 m2 às portas de Lisboa tem novo dono
É mais um negócio imobiliário que mostra que o segmento de escritórios em Portugal respira confiança. Falamos de um imóvel com cerca de 1.800 metros quadrados (m2) e três pisos acima do solo localizado em Carnaxide, às portas de Lisboa, que mudou de mãos. Estava na posse do Portuguese Industrial Fund (PIF) da M7 Real Estate (M7), investidor pan-europeu e gestor de ativos especializado em propriedades para diversos arrendatários, e passou agora a ser detido pela Acolad, que ali se instalará.
Realty One chega a Portugal: “Consultor tem de ser amigo do cliente”
Há uma nova marca de mediação imobiliária a operar em Portugal. Chama-se Realty One, tem origem nos EUA e aterrou no país em 2022 pela mão de João Oliveira, CEO do Grupo Sucesso sediado no Norte do país.
Finangeste vende sede da Uber em Lisboa por 18 milhões de euros
O mercado de escritórios continua dinâmico em Lisboa. Um dos negócios imobiliários mais recentes diz respeito à compra da sede da Uber pelo fundo português VIP, gerido pela Silvip, por 18 milhões de euros. Este edifício de escritórios pertencia, desde 2019, à “joint venture” entre a Finangeste e a Patron Capital, que levaram a cabo obras de reabilitação avaliadas em mais de 6 milhões de euros.
Venda de casas na UE ganhou fôlego em 2021 – em Portugal subiu 19%
No espaço europeu, a venda de casas abrandou com a chegada da pandemia da Covid-19. Contam-se 11 dos 16 países da União Europeia (UE) com dados disponíveis, que viram o número de transações de casas cair entre 2019 e 2020.