Guerra no Irão: como vão “mexer” os bancos centrais nas taxas de juro

Analistas antecipam que BCE e outros bancos centrais possam vir a subir ainda este ano as taxas de juro diretoras. Mas a Fed não.
BCE
Getty images

O Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal dos EUA (Fed) decidiram, para já, manter inalteradas as respetivas taxas de juro diretoras, apesar da incerteza global existente, na sequência da guerra que opõe os EUA e Israel ao Irão. A subida ou não da inflação nos próximos tempos, bem como a evolução do conflito no Médio Oriente, ditarão as regras, sendo que as cenas dos próximos capítulos apontam para novas subidas das taxas de juro diretoras, pelo menos por parte de alguns bancos centrais.

Como é possível ver na imagem, publicada pelo Expresso, os analistas antecipam que o BCE e os bancos centrais de Japão, Reino Unido e Austrália possam, ainda este ano, aumentar as respetivas taxas de juro diretoras. O mesmo não acontece, por exemplo, com a Fed e com os bancos centrais de China e Japão.

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Bancos centrais
Crédito: Expresso

Citado pela publicação, Eric Dor, diretor de estudos económicos na IÉSEG School of Management, em França, diz que o aumento esperado nas taxas Euribor – têm impacto direto nos créditos habitação em Portugal e nas respetivas prestações a pagar aos bancos – “reflete que os investidores esperam que o BCE venha a aumentar as suas taxas de política em futuras reuniões, porque a subida dos preços da energia vai desencadear maior inflação”.

Uma opinião, de certa forma, partilhada por Filipe Garcia, economista da IMF — Informação de Mercados Financeiros: “Se a guerra provocar um surto inflacionista que leve os bancos centrais a subirem os juros, pode impactar as prestações. Quanto mais tempo durar a guerra maior a probabilidade de este cenário se materializar”.

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