Cortar energia em edifícios, comércio e em casa: Governo vai obrigar

Plano de restrições ao uso de energia em Portugal apresentado este mês, para entrar em vigor em setembro, prevê coimas.
Portugal vai cortar nos gastos de energia em edifícios públicos
Photo by David Marcu on Unsplash

Portugal vai seguir o exemplo de outros países europeus, como por exemplo Espanha, e limitar os níveis de consumo de energia nos edifícios públicos, empresas privadas, comércio, serviços, na indústria e também nas casas das famílias. Em causa está um pacote de medidas de caráter obrigatório que está a ser desenhado e que se propõe a poupar energia para fazer face a uma possível situação de carência energética, motivada pela escassez de fornecimento de gás russo a alguns países europeus. O Plano de restrições ao uso de energia em Portugal será apresentado este mês, para entrar em vigor em setembro, e prevê coimas.

Segundo o Público, que cita um membro do Governo, a limitação dos níveis de consumo de energia nos edifícios públicos será uma das medidas a adotar pelo Executivo no âmbito do plano de poupança de energia aprovado pela Comissão Europeia (CE).

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O Governo está ainda a analisar e determinar o conjunto de medidas a seguir para satisfazer as recomendações europeias de redução do uso de energia propostas por Bruxelas. Uma redução que deverá ser de 15% na generalidade dos países da União Europeia (UE), mas inferior (7%) em Portugal e Espanha. 

Medidas de poupança de energia abragem comércio e habitações

Em cima da mesa está ainda a hipótese de adotar regras nas grandes superfícies para condicionar o consumo da energia, sendo que algumas das medidas em análise referem-se à utilização do frio nos supermercados, ao ar condicionado nos centros comerciais e ao aquecimento na hotelaria, escreve a publicação, adiantando que o plano de restrições ao uso de energia em Portugal será apresentado até ao fim de agosto, de modo a entrar em vigor em setembro.

A ideia é Portugal cumprir a sua parte do acordo alcançado em Bruxelas. E, Nelson Lage, presidente da Agência para a Energia (ADENE), confirma poderá haver medidas de poupança de energia que terão um caráter provisório, mas as outras poderão ter carácter "permanente" e “obrigatório”, cita o Expresso.

"Não será só uma campanha de sensibilização, haverá medidas focadas nos vários setores, do consumidor individual à indústria", admite Nelson Lage à mesma publicação. Estas medidas passarão ainda pelo setor de transportes e frotas.

De acordo com o mesmo jornal, a intenção do Executivo de António Costa passa por, primeiro, “identificar as medidas que poderão produzir resultados práticos na poupança de energia" - um trabalho que está a ser desenvolvido pela ADENE. E, depois, ver se é preciso uma nova fonte de financiamento para as pôr no terreno.

E há um conjunto de aspetos sobre as medidas de poupança de energia que carece de decisão posterior do Governo:

  • Detalhe da aplicação das medidas,
  • Abrangência no tempo;
  • Quadro sancionatório a aplicar em caso de incumprimento.

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