Licenciamento para construção e reabilitação habitacional recua 15,9%

As licenças para novos fogos também recuaram, embora o novo crédito à habitação tenha registado um incremento de 7,3%.
Construção de habitação
Pixabay

O ano corrente começou com retrações em vários indicadores da construção e habitação. Nos dois primeiros meses de 2026, o licenciamento para projetos de construção e reabilitação habitacional registou um decréscimo de 15,9% em termos homólogos, contabilizando 3.075 licenças. 

Segundo a Síntese Estatística da Habitação, da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), também os novos fogos licenciados recuaram 13,3%, passando de 7.184 alojamentos nos dois primeiros meses de 2025 para 6.230 em igual período deste ano. O mesmo aconteceu no consumo de cimento, que se fixou nas 561 mil toneladas, o que representa uma quebra de 9,8%.

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Em contraste com esta tendência de descida encontra-se o novo crédito habitação, excluindo o efeito das renegociações, que mobilizou 3.455 milhões de euros até final de fevereiro deste ano, representando um incremento de 7,3%. Para esse crescimento muito contribuiu a tendência descendente das taxas de juro, fixando-se nos 3,08% em fevereiro, o que significa uma baixa de 75 pontos base em termos homólogos. 

Já no que respeita ao valor mediano de avaliação bancária, observou-se uma valorização homóloga de 17,2% no passado mês de fevereiro, especialmente devido à valorização dos apartamentos, onde houve um aumento de 21,9%. Já nas moradias o crescimento foi de 13,5%.

Algarve: região em destaque no licenciamento

Entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, a região do Algarve assistiu ao licenciamento de 1.855 fogos em construções novas, mais 15% comparativamente aos 1.636 licenciados em período homólogo. As tipologias T2 foram as mais licenciadas (33%), seguindo-se os T3 (30%), T0 ou T1 (24%) e, por último, os T4 ou superior (13%).

Esta foi também a região com maior dinâmica em termos de avaliação bancária, registando uma valorização homóloga de 19%, aproximadamente mais 2% do que a média nacional. 

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