Inapa falida é inquilina do fundo imobiliário CA Património Crescente

Até julho, a distribuidora de papel, que está em “sérias dificuldades para prosseguir a sua atividade”, não tem rendas em atraso.
Impacto do colapso da Inapa no fundo CA Património Crescente
Pedro Coelho, CEO da Square Asset Managment, entidade gestora do CA Património Crescente Frederico Weinholtz

O CA Património Crescente, o maior fundo de investimento imobiliário nacional – tem mais de 1,2 mil milhões de ativos sob gestão –, é proprietário de dois armazéns onde a Inapa desenvolve ainda a sua atividade. Até à data, a distribuidora de papel, que está em “sérias dificuldades para prosseguir a sua atividade”, conforme reportou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), não tem rendas em atraso, revelou Pedro Coelho, CEO da Square Asset Management, entidade gestora do CA Património Crescente. O cenário pode, no entanto, mudar em breve.

Segundo escreve o ECO, devido à complicada situação financeira da empresa, é provável que ambos os contratos entrem brevemente em incumprimento pelo inquilino

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Citado pela publicação, Pedro Coelho revela que os armazéns em causa, que são essenciais para o desenvolvimento da atividade da Inapa, oferecem ao CA Património Crescente uma yield na ordem dos 7,5% e que as rendas geradas representam menos de 2% da totalidade das rendas que o fundo imobiliário recebe mensalmente de uma carteira de quase 150 imóveis.

Salientando que “não é uma situação agradável ter um contrato assinado e o inquilino deixar de pagar ou estar insolvente”, Pedro Coelho destacou que, num pior cenário, o fundo e os seus subscritores podem deixar de receber as rendas de ambos os imóveis durante um período, quer seja pelo eventual incumprimento dos contratos quer seja, depois, se os armazéns não forem arrendados novamente ou alienados.

Em causa estão os seguintes imóveis:

  • Um armazém com quase 17.000 metros quadrados (m2) localizado em Madrid (Espanha) que foi comprado em dezembro de 2022 por 11,8 milhões de euros e cujo contrato de arrendamento termina no final deste ano, estando avaliado na carteira do fundo por 13 milhões de euros;
  • Um armazém em Sintra com mais de 15.000 m2 de área que foi adquirido pelo fundo em maio de 2022 por 12,2 milhões de euros e que tem associado um contrato de arrendamento de 10 anos.

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