Lisboa consolida-se como cidade mais cara para viver em Portugal

A capital tem um preço médio de venda de 6.769 €/m2 e uma renda média de 23,2 €/m2/mês, mas o Porto é o mercado que mais cresce.
Casas em Lisboa
Foto de Jeroen den Otter no Unsplash

Os mercados residenciais de Lisboa e Porto apresentaram dinâmicas distintas no primeiro trimestre de 2026. Enquanto a capital se consolidou como mercado mais caro do país, a Cidade Invicta registou o maior crescimento. Ao mesmo tempo, a pressão sobre a habitação acessível nas duas cidades intensifica-se. 

De acordo com os dados do Iberia Property Market Report Q1 2026, da MVGM, Lisboa apresentou um preço médio de venda de 6.769€/m2, com um crescimento anual de +2,3%, apesar da ligeira contração de -0,6% no primeiro trimestre do ano. No mercado de arrendamento, a renda média fixou-se nos 23,2€/m2/mês, +3,3% em termos anuais, revelando uma aceleração mais moderada face a períodos anteriores.

Publicidade

Por sua vez, o Porto está em aceleração, com uma valorização anual de +7,9% no preço médio de venda, que se situa nos 4.366€/m2, e um crescimento anual de +7,2% no segmento de arrendamento, com uma renda média de 17,5€/m2/mês. Em comunicado, Ana Luísa Santos, Head of Residential da MVGM Portugal, sublinha que “o mercado residencial português está a entrar numa fase de maior maturidade em Lisboa, enquanto o Porto mantém um dinamismo que reflete a crescente atratividade da cidade”, demonstrando preocupação com “o impacto real deste crescimento nos orçamentos das famílias”, uma vez que “a sustentabilidade do mercado depende, em última análise, de garantir que há habitação acessível para quem trabalha e vive nestas cidades”.

Crescimento das rendas implica redução no acesso à habitação 

A MVGM prevê que, nos próximos trimestres do ano, a cidade de Lisboa continue na liderança do mercado de vendas, enquanto o Porto deverá manter a posição no mercado de arrendamento, com as diferenças entre as duas cidades a diminuir progressivamente.

Para a empresa europeia de gestão de ativos imobiliários, o crescimento das rendas vai reduzir, cada vez mais, a acessibilidade habitacional, sobretudo se os rendimentos das famílias não acompanharem esse ritmo de valorização.

Para poder comentar deves entrar na tua conta

Acompanha toda a informação imobiliária e os relatórios de dados mais atuais nas nossas newsletters diária e semanal. Também podes acompanhar o mercado imobiliário de luxo com a nossa newsletter mensal de luxo.