Casas para arrendar 6,4% mais caras no Centro. Mas preços estão em queda no Norte e no Algarve, revela idealista.
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Renda das casas em Portugal
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O início de 2026 trouxe novidades para o mercado de arrendamento. As rendas das casas em Portugal desceram 1,9% em janeiro face ao mesmo mês do ano anterior, num contexto de elevada procura, o que sugere que houve um crescimento da oferta de casas para arrendar no último ano, tendo em conta a lei da oferta e da procura. Assim, de acordo com o índice de preços do idealista, arrendar casa passou a ter o custo mediano de 16,1 euros por metro quadrado (euros/m2) no final de janeiro, afastando-se do máximo histórico de 17 euros/m2 registado em outubro de 2025. Esta tendência de descida das rendas das casas tem-se vindo a observar nos últimos três meses, com a variação trimestral a situar-se em -5,3%.

Preço das casas para arrendar sobe em 11 grandes cidades apesar de queda nacional

Embora se tenha sentido uma ligeira correção do custo do arrendamento a nível nacional, a verdade é que em 11 grandes cidades sentiram-se crescimentos nas rendas. As maiores subidas anuais das rendas das casas foram registadas em Setúbal (11,9%), Leiria (11,3%) e Viana do Castelo (11,1%). 

Também houve aumento nos preços do arrendamento habitacional em Faro (9,7%), Ponta Delgada (9,7%), Coimbra (9,3%), Santarém (7,1%), Viseu (6,3%), Braga (2%), Funchal (1,3%) e Aveiro (0,6%), mostram os dados do idealista.

Em sentido contrário, registaram-se descidas anuais nas rendas em Castelo Branco (-2,1%) e no Porto (-6,3%). Já em Lisboa, os preços mantiveram-se praticamente estáveis (-0,5%).

Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 21,8 euros/m2, seguida do Porto (16,7 euros/m2) e do Funchal (16 euros/m2). Logo depois surgem Faro (14,8 euros/m2), Setúbal (13,9 euros/m2), Coimbra (12,3 euros/m2), Aveiro (11,4 euros/m2) e Ponta Delgada (11,1 euros/m2).

No segmento intermédio de preços das casas para arrendar estão Braga (10,1 euros/m2), Viana do Castelo (9,5 euros/m2), Santarém (9,5 euros/m2) e Leiria (8,9 euros/m2). As capitais de distrito mais económicas continuam a ser Viseu (7,8 euros/m2) e Castelo Branco (6,7 euros/m2).

Distritos da Guarda, Porto e Faro com quedas nas rendas

Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em 13 dos 20 distritos e ilhas analisados, mantiveram-se praticamente estáveis em Viana do Castelo (0,5%), Lisboa (-0,5%) e Santarém (-0,4%) e desceram em quatro territórios. 

A maior subida anual das rendas das casas registou-se em Bragança (19,5%), seguida de Beja (12,6%), Coimbra (11,1%), Évora (9,5%) e da ilha de São Miguel (9,5%). Registaram-se ainda aumentos em Castelo Branco (8,9%), Viseu (6,5%), Braga (6%), Setúbal (5,5%), Aveiro (4,6%), Leiria (4,5%), Vila Real (2,5%) e na ilha da Madeira (1%).

Em sentido contrário, as maiores descidas anuais do custo de arrendar casa observaram-se na Guarda (-14,3%), no Porto (-4,7%), em Faro (-3,3%) e em Portalegre (-3,2%), indica o idealista.

Lisboa lidera o ranking dos distritos e ilhas mais caras para arrendar casa, com um preço mediano de 20 euros/m2, seguida da ilha da Madeira (15,8 euros/m2) e do Porto (15 euros/m2). Logo depois surgem Faro (14,7 euros/m2) e Setúbal (14,3 euros/m2). 

Com valores das rendas acima dos 10 euros/m2 encontram-se ainda Évora (12 euros/m2), Coimbra (11,3 euros/m2), a ilha de São Miguel (11,3 euros/m2), Beja (10,8 euros/m2), Braga (10,3 euros/m2) e Aveiro (10,1 euros/m2). No segmento intermédio surgem Leiria (9,8 euros/m2), Viana do Castelo (9,3 euros/m2), Santarém (8,2 euros/m2), Castelo Branco (8 euros/m2) e Vila Real (8 euros/m2). 

Os distritos mais económicos para arrendar uma habitação continuam a ser Viseu (7,6 euros/m2), Bragança (6,7 euros/m2), Portalegre (6,6 euros/m2) e a Guarda (6,2 euros/m2).

Região Norte e Algarve com correções nos preços do arrendamento

Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em quatro das sete regiões portuguesas analisadas, desceram em duas e mantiveram-se relativamente estáveis na Área Metropolitana de Lisboa (-0,3%). 

As maiores subidas anuais das rendas das casas registaram-se no Centro (6,4%), seguido da Região Autónoma dos Açores (3,2%) e do Alentejo (3,1%). A Região Autónoma da Madeira apresentou um aumento mais moderado (0,8%). Em sentido contrário, verificaram-se descidas anuais no Norte (-5,3%) e no Algarve (-3,3%).

A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 19,4 euros/m2. Seguem-se a Região Autónoma da Madeira (15,8 euros/m2) e o Algarve (14,7 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (13,7 euros/m2) e o Alentejo (11 euros/m2). As regiões mais acessíveis para arrendar uma habitação continuam a ser a Região Autónoma dos Açores (10,3 euros/m2) e o Centro (9,9 euros/m2).

Arrendar casa em Portugal
Centro de Braga, na região Norte Getty images

Índice de preços imobiliários do idealista

Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados ​​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado. 

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado. 

O relatório completo encontra-se em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/arrendamento/

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