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Gonçalo Antunes

"Mercado intermédio está esquecido e é a solução para a habitação"

A habitação anda nas bocas do mundo e, hoje mesmo, o programa Mais Habitação vai estar no centro da agenda do país, ao ser discutido no Parlamento. Desenhado pelo Governo socialista de António Costa, foi apresentado, em março, como a solução para resolver a crise habitacional que se vive em Portugal, mas tem sido, desde então, alvo de fortes críticas e ataques a vários níveis, por parte de autarcas, players do mercado imobiliário, investidores, economistas e outros especialistas em habitação. 
PCP e Chega querem usar lucros dos bancos para baixar crédito da casa

PCP e Chega querem baixar crédito habitação usando lucros dos bancos

As prestações do crédito habitação dispararam nos últimos meses para muitos portugueses, na sequência da subida galopante das taxas Euribor. O Governo mostra-se atento ao tema e permite que as famílias em dificuldades possam pedir junto dos bancos o acesso à bonificação dos juros nos empréstimos. Sabe-se agora que PCP e Chega estão em sintonia num tema: ambos os partidos querem usar os lucros conseguidos pelos bancos para baixar os encargos com os empréstimos da casa. Também o BE quer aumentar a contribuição sobre o setor bancário. A concessão e crédito habitação estará em debate esta quinta-feira (18 de maio de 2023) na Assembleia da República (AR).
Apoios às rendas

Apoio às rendas: subsídio até 200 euros pago em maio com retroativos

O apoio extraordinário à renda que o Governo vai atribuir no âmbito do programa mais Habitação deverá começar a chegar à conta das famílias ainda durante o mês de maio, com retroativos a janeiro de 2023, segundo o ministro das Finanças, Fernando Medina. Este subsídio de renda poderá chegar aos 200 euros por mês, durante um máximo de cinco anos, e sua atribuição será automática.
licenciamentos

Novas regras do licenciamento esta sexta-feira na AR - as novidades

Aumentar a oferta de casas no mercado, diminuir prazos e agilizar processos são alguns dos objetivos do programa Mais Habitação apresentado pelo Governo. Para isso, o Executivo de António Costa quer avançar com a simplificação dos licenciamentos, uma medida há muito reclamada pelo setor. Uma das ideias é acelerar a construção de casas e para isso deixa de ser necessário a licença das autarquias para o arranque das obras. Mas há mais novidades em cima da mesa que serão debatidas na próxima sexta-feira, 19 de maio, no Parlamento.
É preciso construir mais casas em Portugal

A receita dos promotores para colocar mais casas acessíveis no mercado

O setor imobiliário está a atravessar um momento agridoce. A resiliência mantém-se, mas a incerteza também. A procura de casas continua alta, mas a oferta ainda é escassa. Sintomas de uma “doença” antiga e que teima em não ter cura à vista. Diz quem anda no terreno que é preciso construir e vender casas para a classe média nacional e dar finalmente vida ao mercado de arrendamento. Mas como? A verdade é que, paralelamente, continuam a vender-se muitas casas no país, e a maioria a portugueses. Isto num contexto marcado por uma alta taxa de inflação e elevadas taxas de juro, que roubam poder de compra. Os promotores imobiliários não atiram a toalha ao chão, mas reclamam mudanças no setor. Expectativa e confusão caminham lado a lado nesta equação, nomeadamente com aquilo que será o programa do Governo Mais Habitação, que será debatido no Parlamento esta sexta-feira (19 de maio de 2023). 
casas devolutas

Casas devolutas: municípios perdem IMI se não forçarem arrendamento

O arrendamento forçado de casas devolutas é uma das medidas mais polémicas do programa Mais Habitação apresentado pelo Governo. Depois do período de consulta pública, e na nova proposta de lei que será discutida no Parlamento a 19 de maio, o Executivo de António Costa decidiu passar a gestão do tema para as “mãos” das autarquias, que serão responsáveis por avançar com o arrendamento deste tipo de imóveis. Se não o fizerem, ficarão impedidas de aplicar as taxas agravadas de IMI.
Venda da Efacec

Venda da Efacec com 4 propostas – mas só uma quer manter trabalhadores

A história da reprivatização a Efacec já vai longa e promete correr ainda muita tinta. Há quatro propostas em cima da mesa para a compra desta empresa pública com negócios na área da energia, engenharia e mobilidade. Mas só uma, nomeadamente a do agrupamento Visabeira-Sodecia, é que contempla o desenvolvimento da Efacec e a manutenção de mais de 2 mil postos de trabalho no longo prazo.
inflação em Portugal

Bruxelas prevê inflação em Portugal de 5,1% este ano e 2,7% em 2024

A Comissão Europeia (CE) melhorou a projeção da taxa de inflação em Portugal para 5,1% este ano, esperando uma moderação para 2,7% em 2024, refletindo inicialmente os preços da energia e depois dos bens alimentares. Entretanto, o ministro das Finanças já reagiu às previsões da CE, saudando as “boas notícias”. De acordo com Fernando Medina, a economia portuguesa conseguirá “enfrentar o cenário adverso” de elevada inflação.
Candidaturas ao Vale Eficiência

Melhorar conforto da casa? Vale Eficiência alarga prazo até 31 de maio

Quem beneficia da tarifa social de energia e está empenhado em melhorar a eficiência energética da sua casa tem mais tempo para se candidatar ao Vale Eficiência e receber um cheque de 1.300 euros. Isto porque o Fundo Ambiental anunciou que o prazo das candidaturas ao Vale Eficiência será prolongado até ao dia 31 de maio de 2023. Explicamos tudo.
Custos do Mais Habitação

Mais Habitação: custos superam 2.250 milhões de euros até 2027

O programa Mais Habitação quer dar resposta à crise habitacional que se vive em Portugal, com um conjunto de medidas fiscais, mudanças legislativas e apoios às famílias. E sabe-se agora que terá um impacto orçamental de, pelo menos, 2.290 milhões de euros entre 2023 e 2027. A medida que representa mais de metade deste valor é mesmo o apoio às rendas previsto para as famílias com taxas de esforço superiores a 35%.
Novobanco leva Fisco ao tribunal europeu

IMI em offshore: Novobanco leva Fisco ao Tribunal de Justiça da UE

O Parlamento aprovou, em 2021, uma lei que penaliza as empresas com ligações a jurisdições offshore, que passam a ter de pagar Imposto Municipal de Imóveis (IMI) e Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) agravado. Uma decisão que não agradou ao Novobanco, que deverá contestar a decisão da Autoridade Tributária (AT) de agravar os impostos relacionados com ativos imobiliários junto (também) do tribunal europeu. 
habitação acessível

O plano de Grândola para promover habitação acessível no concelho

A Câmara Municipal de Grândola está a preparar um pacote de medidas para facilitar o acesso à habitação no concelho, e aumentar a oferta de casas a preços mais acessíveis. O plano inclui lotes municipais para autoconstrução; cedência de terrenos para construção cooperativa a custos controlados; e construção de habitação municipal para arrendamento acessível.
Construir casas para a classe média

Construir casas para a classe média só com "estabilidade e confiança"

Portugal vive um momento marcado pela falta de oferta de casas, que agrava a subida dos preços, bem como o acesso à habitação. E, para resolver a questão e construir mais casas para classe média, é preciso que o Governo trabalhe lado a lado com os promotores privados. A receita está na “confiança e na estabilidade fiscal, legislativa e urbanística”, defende em entrevista Francisco Carmona, CEO da Alma Development, uma promotora imobiliária que aterrou em Portugal há cerca de um ano e planeia agora desenvolver um megaprojeto residencial em Vila Nova de Gaia avaliado em mais de 100 milhões de euros, também dirigido a famílias portuguesas de classe média. E não vai ficar por aqui.