Menos contratos, mas rendas mais caras: preços disparam 11%
Arrendar casa é uma tarefa cada vez mais difícil em Portugal. Seja pela escassa oferta, que não consegue dar resposta à procura, seja pelos preços, que continuam a subir mês após mês. No segundo trimestre de 2023, as rendas das casas voltaram a aumentar, desta vez 11% em termos homólogos, fixando-se no valor mediano de 7,27 euros por metro quadrado (m2), um novo recorde nacional. Em sentido contrário, foram celebrados menos contratos de arrendamento. Trata-se de uma quebra de 1,2% no número de documentos assinados, face a igual período do ano passado.
Meta gastou milhões para sair de escritório para o qual nunca se mudou
A Meta gastou 149 milhões de libras (cerca de 172 milhões de euros) para por fim a um contrato de arrendamento de um escritório em Londres para o qual nunca se mudou. A empresa-mãe do Facebook e do Instagram tinha mais 18 anos de contrato na 1 Triton Square, e pagou cerca de sete anos rendas para encerrar a obrigação mais cedo.
Arrendar casa em Portugal ficou 7,1% mais caro entre julho e setembro
O custo mais elevado do crédito habitação e a perda do poder de compra por via da inflação estão a aumentar a procura de casas para arrendar em Portugal. Já a oferta de habitações neste mercado tem vindo a diminuir, seja pelas elevadas cargas fiscais, seja devido à incerteza gerada pelo Mais Habitação e pelos novos travões na atualização das rendas que estão a ser estudados pelo Governo socialista de António Costa. Todo este cenário tem pressionado os preços das casas para arrendar em Portugal, que apresentaram uma subida de 7,1% no terceiro trimestre de 2023 face ao trimestre anterior (a variação mensal foi de +0,6%). Segundo o índice de preços do idealista, arrendar casa tinha um custo mediano de 15,5 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de setembro.
Habitação na Europa: quais as consequências da subida dos juros?
O mercado residencial na Europa continua complexo e cheio de nuances, um cenário que decorre, sobretudo, do impacto do fim das taxas de juro baixas. A oferta de casas tem vindo a aumentar em muitos mercados europeus. E as habitações demoram mais tempo a serem vendidas. Já os preços das casas têm vindo a evoluir de forma bem diferente nos vários países da Europa, enquanto se observa uma disparidade acentuada entre o preço anunciado e o preço de venda final. Por outro lado, a procura de casas para arrendar tem vindo a acelerar neste contexto.
"Reabilitar fogos devolutos é uma das prioridades da MatosinhosHabit"
Vivem-se momentos conturbados no setor da habitação em Portugal, com vários players a reclamarem a chegada de mais casas ao mercado, e que possam ser compradas e/ou arrendadas pelos portugueses da chamada classe média. Um problema que afeta também os municípios e que ganha expressão no contexto económico atual, marcado por alta inflação e por subidas constantes das taxas de juro. Em Matosinhos, o foco está assente na “reabilitação de conjuntos habitacionais municipais” e na “construção de nova habitação”. “A reabilitação de fogos devolutos para dar resposta aos pedidos de habitação é também uma das nossas prioridades”, revela ao idealista/news Manuela Álvares, presidente do concelho de administração da MatosinhosHabit.
Mais Habitação sem impacto: falta de casas e preços altos por resolver
Há novidades frescas no universo da habitação em Portugal. Na passada quinta-feira, o Governo reforçou os apoios ao crédito habitação, que vêm ajudar as famílias a reduzir as prestações da casa no imediato. E o Parlamento voltou a aprovar o programa Mais Habitação na sexta-feira, sem alterações, mesmo depois de o Presidente da República ter vetado o diploma em agosto. Estas medidas de apoio às famílias são "positivas", ajudando a mitigar os efeitos da subida dos juros nos orçamentos familiares. Mas não vêm resolver o problema estrutural do mercado da habitação em Portugal, alertam as várias vozes do setor imobiliário ouvidas pelo idealista/news. Também dizem em uníssono que o pacote Mais Habitação não vai ter grande impacto no imobiliário português, porque não chega para resolver a escassez de casas no mercado, nem o desafio da subida dos preços, problemas que os portugueses enfrentam juntos.
Mais Habitação aprovado no Parlamento sem alterações - o que muda?
O Parlamento voltou a aprovar na sexta-feira (22 de setembro de 2023), sem alterações, o programa Mais Habitação, apenas com o voto favorável do PS, numa reapreciação após o veto do Presidente da República. O decreto prevê várias mudanças ao nível do arrendamento, do alojamento local, dos imóveis devolutos e de impostos.
Travão às rendas 2024: Governo promete “decisão equilibrada”
A Ministra da Habitação disse que o Governo vai “ponderar” e "avaliar" as propostas apresentadas pelas várias entidades sobre a atualização das rendas para 2024, tendo prometido uma “decisão equilibrada” assente em “duas premissas fundamentais”.
Apoio à renda para inquilinos com esforço de 100% chega em outubro
O apoio à renda até 200 euros por mês começou a ser pago em junho. Mas as famílias que apresentaram taxas de esforço iguais ou superiores a 100% foram excluídas desta primeira fase do apoio à renda, mesmo que preenchessem os requisitos de elegibilidade. Agora, a ministra da Habitação, Marina Gonçalves, avançou que estes inquilinos com taxas de esforço de 100% ou mais vão começar a receber o apoio ao arrendamento em outubro, com retroativos a janeiro. E avançou também que os critérios de acesso ao apoio à renda serão revistos em 2024.
Proprietários rejeitam novo travão à subida das rendas em 2024
As três associações de proprietários, ouvidas esta quinta-feira (dia 21 de setembro) pela ministra da Habitação, rejeitaram um novo travão ao aumento das rendas, remetendo para o Estado a resposta social à crise na habitação. Já a associação de consumidores DECO apresentou propostas de apoio para inquilinos e proprietários, que Marina Gonçalves acolheu com “grande abertura”.
Afinal, no mundo, onde é que há risco de bolha imobiliária?
O aumento global da inflação e das taxas de juros nos últimos dois anos levou a um declínio acentuado nos desequilíbrios nos mercados imobiliários dos centros financeiros globais, de acordo com o UBS Global Real Estate Bubble Index 2023. Na edição deste ano, apenas duas cidades – Zurique e Tóquio – permanecem na categoria de risco de “bolha imobiliária". Portugal não foi analisado no estudo, mas vários players nacionais afastam este cenário para o país, uma vez que continua a haver uma escassa oferta de habitação.
"Apoios à prestação e às rendas são impactantes para evitar despejos”
A habitação voltou a ser o tema central do debate político esta quinta-feira, dia 21 de setembro.
Travão às rendas comerciais é “erro crasso”, alertam consultores
A Associação de Empresas de Consultoria e Avaliação Imobiliária (ACAI) considera que estão a ser cometidos “erros crassos” relacionados com a limitação das rendas no segmento do imobiliário não-habitacional, salientando que se trata de uma “política cega e feita de forma transversal”.
Atraso na construção de casas deve-se a dificuldades em cumprir prazos
Os municípios não têm atualmente problemas financeiros para construir habitação, mas dificuldades em executar e cumprir prazos, segundo a presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Luísa Salgueiro. “Não são constrangimentos financeiros que nos limitam neste momento, porque as construções e requalificações de habitações estão financiadas. Temos dificuldade é em cumprir os prazos”, disse a representante, em entrevista à Lusa.
Quem ganha salário mínimo nacional ficará sujeito a pagar IRS em 2024?
Até agora, quem ganha o salário mínimo nacional (SMN) é isento de pagar IRS. Mas esta realidade pode mudar já em 2024. Como o salário mínimo tem vindo a aumentar nos últimos anos, o Governo colocou em cima da mesa tornar os rendimentos iguais ao SMN formalmente sujeitos ao pagamento de IRS a partir de 2024, tal como avançou o fonte do Executivo. Já António Costa disse esta terça-feira, dia 19 de setembro, que o Governo pretende manter tudo tal como está, ou seja, quem recebe o salário mínimo deverá continuar isento do imposto no próximo ano. Dúvidas permanecem no ar.
Funchal já investiu 1,6 milhões em subsídios ao arrendamento
A Câmara Municipal do Funchal já investiu 1,6 milhões de euros no subsídio de apoio ao arrendamento, segundo revelou o presidente da autarquia, Pedro Calado. Trata-se de uma subida de 33% face a 2021.
Travão às rendas traz perdas de milhões a fundos imobiliários
Os fundos de investimento imobiliário continuam a ser um refúgio à incerteza do mercado e uma boa forma de rentabilizar poupanças. E prova disso é que, em Portugal, o montante investido nestes fundos cresceu 0,4% para 10.174,2 milhões de euros em agosto de 2023.
Novo travão à renda terá efeito "dramático", dizem proprietários
A Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) considerou esta segunda-feira, dia 18 de setembro, que a reunião do Governo com o setor do arrendamento, a realizar no final da semana, "não terá utilidade", alertando para o "resultado dramático" de um novo congelamento das rendas.
Despejo de inquilinos com mais de 65 anos: é possível?
Entrou em vigor, em 2012, uma lei que procedeu à revisão do regime jurídico do arrendamento urbano. Novas medidas foram impostas com o intuito de dinamizar o mercado de arrendamento e proteger certos grupos de arrendatários de subidas bruscas de renda.
Governo reúne com inquilinos e proprietários para discutir rendas
O Governo vai reunir esta semana com as várias associações do setor e com as centrais sindicais para discutir e analisar os temas relacionados com a atualização das rendas para 2024 e com os contratos de arrendamento anteriores a 1990. A ministra da Habitação, Marina Gonçalves, convocou para 21 e 22 de setembro as associações de inquilinos, as associações de proprietários, a UGT, a CGTP e a DECO.