Há cada vez mais famílias insolventes – sobretudo por desemprego
Nos primeiros nove meses de 2022, foram declaradas 5.161 insolvências de famílias, um número que representa 80% do total, visto que foram declaradas insolventes “apenas” 1.216 empresas. Esta é uma tendência que se tem verificado nos últimos anos, mas a diferença entre particulares e empresas nunca foi tão grande. Em causa estão dados do Ministério da Justiça.
Comprar casa: preço subiu mais que a inflação em 14 grandes cidades
O furacão da inflação chegou em 2022, mexendo - e muito - com a dinâmica do mercado imobiliário. Os dados do idealista mostram que as casas para comprar ficaram 6,4% mais caras em dezembro de 2022 face ao mesmo mês do ano anterior, dado o aumento dos custos da construção, mas sobretudo pela falta de oferta para a alta procura. Este salto foi inferior à subida da inflação registada nesse mês (9,6%). Mas os dados também revelam que 14 capitais de distrito viram os preços das casas à venda a subir mais do que a inflação. O mesmo se verificou em 20 das 24 cidades com mais de 100 mil habitantes.
Como proteger a carteira da inflação: dicas para começar a poupar
O ano de 2023 já arrancou e este é o momento ideal para iniciar a gestão do orçamento familiar. Isto é especialmente importante num momento em que a inflação e a subida dos juros no crédito habitação têm pressionado – e muito – os rendimentos dos portugueses. Para te ajudar nesta tarefa, o idealista/news reuniu várias dicas para começares a poupar e a proteger a tua carteira da subida generalizada dos preços.
Salários Vs inflação – impacto do aumento no poder de compra por país
Na Alemanha, o salário mínimo subiu 22,2% este ano para 1.981 euros por mês, tendo a inflação aumentando para um valor entre os 8% e 9%. A diferença, cerca de 14%, é a maior, de longe, entre 20 países da União Europeia (UE), o que resulta num ganho de poder de compra considerável face a outras nações. Portugal, por exemplo, encontra-se abaixo da média da UE, já em terreno negativo, com as pessoas a sentirem mais no orçamento o aumento do custo de vida.
Juros vão subir 50 pontos em fevereiro e março, diz membro do BCE
O compromisso do Banco Central Europeu (BCE) passa mesmo por baixar a inflação na Zona Euro o quanto antes. E, por isso, assume continuar com a sua atual política monetária, marcada pela subida das taxas de juro diretoras. E qual será a dimensão das próximas subidas dos juros? Klaas Knot, membro do Conselho do BCE e presidente do banco central dos Países Baixos, afirma que o regulador europeu deverá subir os juros diretores em 50 pontos base nas reuniões de fevereiro e março. E vai continuar a aumentar as taxas de juro nas reuniões seguintes.
Atividade económica da indústria e da construção recuou em novembro
Em novembro de 2021, a atividade económica dos setores da indústria e da construção diminuíram em termos reais, ou seja, já descontando o efeito da subida da taxa de inflação. Esta é uma das conclusões a retirar da Síntese Económica de Conjuntura, divulgada esta quarta-feira (18 de janeiro de 2022) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Banco do Japão continua sem subir juros de referência
Os bancos centrais de todo o mundo estão empenhados em travar a subida da inflação, aumentando, para o efeito, as taxas de juro de referência. Mas há uma exceção à regra entre as maiores economias mundiais: esta quarta-feira o Banco do Japão (BOJ) optou novamente por manter a política monetária, deixando a taxa de juro nos 0%. Isto apesar de o banco central japonês antecipar a aceleração da inflação no país e de rever em baixa as perspetivas de crescimento da economia nipónica.
Portugal e Zona Euro escapam a recessão económica, acreditam líderes
A inflação, a crise energética e a subida dos juros diretores pelo Banco Central Europeu marcaram o ano de 2022. E ao ver os estímulos ao consumo e ao investimento a desvanecer, foram muitos os que colocaram em cima da mesa um cenário de recessão económica na Europa. Mas, para já, as economias têm-se esquivado a este cenário. O governador do Banco de Portugal está confiante de que é possível evitar uma recessão na Zona Euro, até porque o crescimento resistiu no quarto trimestre de 2022. E também Portugal deve escapar à contração económica no curto prazo, acredita o ministro das Finanças.
Como aquecer a casa? Recuperadores e caldeiras baixam IVA para 6%
O frio está a chegar a Portugal, num momento em que a crise energética está instalada no espaço europeu. Foi a pensar nisso que o Governo aprovou no Orçamento de Estado 2023 (OE2023) a redução do IVA de 23% para 6% em vários equipamentos para aquecer a casa. O IVA está, portanto, reduzido na compra de recuperadores de calor, salamandras ou caldeiras a biomassa.
Juros do BCE vão atingir pico de 3,25% em maio – alívio será em julho
O Banco Central Europeu (BCE) tem estado empenhado nos últimos meses em travar a inflação que se faz sentir na Zona Euro, subindo as taxas de juro diretoras em 250 pontos base. E prometeu continuar a fazê-lo até que a inflação desça ao patamar dos 2%.
Custo de vida e pobreza são os assuntos que mais preocupam portugueses
O aumento do custo de vida, como consequência da inflação exacerbada pela guerra na Ucrânia, assim como a pobreza e a exclusão social são as questões que mais preocupam os portugueses, de acordo com o último Eurobarómetro.
Preços das casas na Irlanda caíram no final de 2022
Os preços de venda de casas na Irlanda caíram 0,4% no quarto trimestre de 2022, um sinal de que a procura está a enfraquecer à medida que a inflação e o aumento das taxas de juro diminuem o poder de compra de potenciais compradores.
Crise do custo de vida é o maior risco a curto prazo, diz estudo
A crise do custo de vida é o maior risco a curto prazo, tendo os conflitos e confrontos geoeconómicos desencadeado um conjunto de riscos globais interligados, revela esta quarta-feira, dia 11 de janeiro de 2023, um estudo do Fórum Económico Mundial. Estudo fala em risco de recessão; crescente sobre-endividamento; sociedades polarizadas devido à desinformação e à má-informação; um hiato na rápida ação climática; e uma guerra geoeconómica de tudo ou nada.
Inflação em Portugal atinge 7,8% em 2022 – o valor máximo desde 1992
A subida generalizada dos preços começou a sentir-se no início de 2022 e agravou-se ao longo do ano devido, sobretudo, à subida dos custos da energia e dos alimentos. E agora sabe-se que durante o ano passado, a inflação em Portugal registou uma média anual de 7,8%, o valor mais elevado desde 1992, informou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira, dia 11 de janeiro. Em dezembro, a inflação fixou-se em 9,6%, confirmou ainda o instituto.
BCE “fez dieta” e emagreceu 610 mil milhões – já vale menos que a Fed
No segundo semestre de 2022, já depois do eclodir da Guerra na Ucrânia e da taxa de inflação ter começado a escalar, o Banco Central Europeu (BCE) iniciou um processo de emagrecimento do seu balanço: depois de atingir um pico histórico de 8,84 biliões de euros no valor dos ativos em junho, o balanço recuou para 7,96 biliões de euros no final de dezembro, menos 610 mil milhões de euros que no período homólogo. Uma redução que faz com que o BCE passe a valer ligeiramente menos que a Reserva Federal norte-americana (Fed).
Morar em Lisboa: famílias procuram cada vez mais a periferia
Melhorar a qualidade de vida está no topo das prioridades dos portugueses. E muitas vezes isso passa mesmo por mudar para uma casa com mais espaço e zonas exteriores. Mas, para muitas, não se trata de uma escolha. Com os preços das casas em Lisboa a alcançarem patamares incompatíveis com os rendimentos médios, milhares de famílias estão a ser empurradas para a periferia da capital. Mas também aqui as casas para comprar e para arrendar estão a ficar mais caras. O idealista/news mergulhou nos dados dos municípios da Grande Lisboa e explica tudo.
Vendidas mais de 168.000 casas num total de 34 mil milhões em 2022
“As profundas alterações macroeconómicas e geopolíticas não travaram o mercado imobiliário português, que deverá terminar 2022 com mais de 34.000 milhões de euros transacionados”. Segundo as estimativas da JLL, está em causa um crescimento na ordem dos 14% face aos 30.000 milhões de euros de imóveis – residenciais e comerciais – vendidos em 2021. Ao todo, adianta a consultora imobiliária, terão sido vendidas no ano passado mais de 168 mil casas, num total de 31 mil milhões de euros transacionados.
Taxa de desemprego sobe para 6,4% – está em máximos de julho de 2021
A taxa de desemprego já está a subir em Portugal, tendo aumentado para 6,4% em novembro de 2022, o valor mais elevado desde julho de 2021 (6,6%). Em causa estão dados provisórios divulgados esta sexta-feira (6 de janeiro de 2023) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). De referir que em agosto, setembro e outubro a taxa de desemprego tinha sido de, respetivamente, 6,0%, 6,1% e 6,0%.
Taxa de inflação na Zona Euro abranda para 9,2% em dezembro
A taxa de inflação parece estar a baixar na Zona Euro, depois de vários meses a subir. Em dezembro de 2022, a taxa de inflação anual terá sido de 9,2%, o que representa uma diminuição face à registada em novembro (10,1%), outubro (10,6%) e setembro (9,9%). Este é, de resto, o segundo mês consecutivo de abrandamentos. Em Portugal, a taxa de inflação anual continua, no entanto, acima da média da Zona Euro (9,8%). Em causa estão dados divulgados esta sexta-feira (6 de janeiro de 2023) pelo Eurostat.
Imobiliário à prova em 2022: entrevistas que mostram a força do setor
2022 é um ano que entra para a história, desde logo pelo facto de ter ficado marcado pelo eclodir de uma guerra na Europa, que acontece depois do mundo ter sido obrigado a dar resposta a uma crise também inesperada, denominada pandemia. E a fatura acabou por ser também passada em nome do setor imobiliário. Mas resiliência parece continuar a ser palavra de ordem, mesmo num cenário de alta taxa de inflação, de custos de construção a subir e de taxas de juro a escalar. Os desafios persistem, bem como as incertezas, mas há vontade e força por parte dos vários palyers em manter vivo o setor.
Inflação e juros altos em 2022 encarecem crédito habitação em Portugal
Um dos fatores que mais marcou o ano de 2022 prende-se com a alta inflação que se fez sentir na Europa e rapidamente contagiou toda a economia portuguesa. Perante este cenário, o Banco Central Europeu começou a usar a sua principal arma para conter o aumento generalizado dos preços: subiu as taxas de juro diretoras ao longo do ano. Acontece que esta resposta monetária ao ciclo inflacionista acabou por subir os juros nos créditos habitação em Portugal. E, agora, os portugueses têm não só o poder de compra reduzido por via da inflação, como têm de pagar prestações da casa bem mais elevadas.
Guerra na Ucrânia atingiu em cheio economia e imobiliário português
O ano 2022 prometia ser de recomeços e de recuperação económica depois do impacto da pandemia da Covid-19. Mas, no dia 24 de fevereiro de 2022, o mundo foi surpreendido pelo eclodir da guerra na Ucrânia. E tudo mudou. As famílias começaram a fugir da guerra – e muitas escolheram Portugal para se refugiar. A inflação começou a escalar ao longo do ano. E os bancos centrais começaram a subir os juros diretores para tentar travar o ciclo inflacionista. Todo este cenário teve impactos no imobiliário, aumentando os custos da construção, os preços das casas e os custos com o crédito habitação.
Inflação em Portugal volta a descer e fixa-se em 9,6% em dezembro
Há boas notícias no que toca à evolução da inflação em Portugal. Depois de ter atingido o pico de 10,1% em outubro, a inflação começou a dar sinais de descida, caindo para 9,9% em novembro. Esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE) informou que a taxa de inflação no nosso país terá descido pela segunda vez consecutiva: a inflação estimada para dezembro é de 9,6%. Os dados definitivos vão ser conhecidos a 11 de janeiro de 2023.
Crise energética e inflação custaram 3.850 milhões de euros ao Estado
Para enfrentar a crise energética e a alta inflação que se fez sentir em Portugal ao longo de 2022, o Estado português colocou em prática um conjunto de medidas de apoio às famílias e empresas que mexeram com as receitas fiscais e as despesas. E, no total, este conjunto de medidas custaram ao Estado 3.849 milhões de euros até novembro. O que a Direção-Geral do Orçamento (DGO) também revelou esta quinta-feira é que a pandemia da Covid-19 continuou a ter um custo expressivo para o Estado em 2022, de 3.719 milhões de euros. Ainda assim, a receita fiscal do Estado aumentou 17,5% até novembro.
OE2023: Presidente da República promulga Orçamento para o próximo ano
O Presidente da República promulgou esta quinta-feira, dia 29 de dezembro, o Orçamento do Estado para 2023 "tendo presente as preocupações sobre a imprevisibilidade da economia internacional” e a “necessidade de ir ajustando” a sua execução a “cenários muito diversos”.