Subida da Euribor

Pedir crédito habitação em março custa mais 300 euros de prestação

Há um ano, as taxas Euribor ainda estavam em terrenos negativos, mas logo começaram a dar os primeiros sinais de subida. Esta foi uma das primeiras reações do mercado às subidas das taxas de juro diretoras então anunciadas pelo Banco Central Europeu (BCE) para travar a subida da inflação, que a guerra na Ucrânia catalisou. De lá para cá, a política monetária apertou (muito) e as taxas Euribor já subiram mais de 3 pontos percentuais (p.p.), estando hoje em níveis de 2008. E esta evolução é espelhada nas prestações da casa dos novos créditos habitação de taxa variável: quem contratar um empréstimo em março de 2023 vai pagar mais 300 euros, face a quem assinou o contrato um ano antes.
Apoios ao crédito habitação

Apoio ao crédito habitação: bancos vão calcular bonificação dos juros

Para mitigar os efeitos da subida dos juros no crédito habitação, o Governo de António Costa desenhou um novo apoio que vem bonificar em 50% os juros dos empréstimos ao longo de 2023. Já se sabe que estas ajudas vão estar disponíveis às famílias com rendimentos até ao 6º escalão do IRS e créditos até 200 mil euros. E, agora, sabe-se ainda que vão ser os bancos a calcular as taxas de esforço e a descontar o apoio nas prestações da casa, que pode chegar até aos 720 euros por ano. Só depois é que as instituições bancárias vão ser ressarcidas pelo Estado.
juros da casa

Juros da casa sobem para valor mais elevado desde junho de 2012

A taxa de juro tem vindo a subir, nos últimos meses, agravando as prestações da casa a pagar ao banco, uma vez que a maioria dos contratos em Portugal são de taxa variável, espelhando diretamente a evolução das Euribor. Em janeiro de 2023, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito habitação foi 2,217%, o valor mais elevado desde junho de 2012, traduzindo uma subida de 31,9 pontos base (p.b.) face a dezembro de 2022 (1,898%)
Subida dos juros no crédito habitação

Proteger casas da subida dos juros? Proposta do PCP foi chumbada

O Parlamento debateu esta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, um diploma do PCP que previa a criação de um regime para proteger a habitação própria e evitar situações de incumprimento, como forma de responder ao “problema gravíssimo” gerado pelo aumento das taxas de juro. Mas esta a proposta do PCP acabou mesmo chumbada na casa da democracia.
Pagar crédito habitação

Maioria dos proprietários em Portugal não paga crédito habitação

As casas em Portugal continuam a ficar mais caras, muito embora o ritmo de subida dos preços já esteja a abrandar em grandes cidades. A verdade é que os preços das casas têm evoluído a uma maior velocidade do que os rendimentos das famílias. E, por isso, muitas recorrem a financiamento bancário para comprar casa. Mas os dados do Censos 2021 revelam que, afinal, cerca de 62% das habitações ocupadas pelos próprios proprietários não têm encargos com a aquisição de habitação.
Idade para pedir um crédito habitação

Qual é a melhor idade para pedir um crédito habitação?

Na hora de conceder um crédito habitação, os bancos têm em conta muitos fatores. E um deles é mesmo a idade dos titulares. Este ponto voltou a ganhar relevância na esfera bancária depois de o Banco de Portugal (BdP) ter lançando, no dia 1 de abril de 2022, uma recomendação macroprudencial que vem limitar os prazos máximos de pagamento dos empréstimos da casa consoante a idade dos titulares. Mas qual é, afinal, a melhor idade para pedir um crédito habitação em Portugal? Explicamos tudo neste artigo.
Subida dos juros nos créditos habitação

Crédito da casa: Portugal é o 2º país da UE onde os juros mais subiram

O universo dos empréstimos habitação para comprar casa mudou ao longo de 2022, sobretudo, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter começado a subir as taxas de juro diretoras. Com o preço do dinheiro mais elevado, as taxas de juro no crédito habitação começaram a aumentar em quase todos os Estados-membros da União Europeia (UE), embora a diferentes velocidades. Portugal foi mesmo o segundo país da UE que registou a maior subida dos juros nos novos empréstimos para comprar casa entre novembro de 2021 e o mesmo mês de 2022, fixando-se em 3,08%.
Como renegociar o crédito habitação em Portugal

Lista negra do BdP: o que é a Central de Responsabilidades de Crédito?

Muitos portugueses começam a ter cada vez mais dificuldade para cumprir com o pagamento da prestação da casa, que está a aumentar na sequência da subida das taxas Euribor. A renegociação do crédito habitação é uma solução a ter em conta, sendo que entraram em vigor recentemente novas regras. O Banco de Portugal já veio esclarecer, entretanto, que quem renegociar o empréstimo da casa não terá qualquer “marcação específica” na Central de Responsabilidades de Crédito que permita a sua identificação por outros bancos. Explicamos tudo sobre este tema no artigo desta semana da Deco Alerta.
Subida dos juros no crédito habitação

Juros no crédito habitação sobem para 1,898% - o máximo desde 2012

Nos últimos meses, os portugueses têm sentido os juros no crédito habitação a subir, por via do aumento da Euribor. E, em resultado, a taxa de juro no conjunto de contratos atingiu os 1,898% em dezembro, o valor mais elevado desde setembro de 2012. A prestação da casa também tem refletido esta evolução chegando aos 299 euros em dezembro, o maior valor desde abril de 2009, mostram os dados esta quinta-feira publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Renegociar crédito habitação

Renegociar crédito da casa e ficar na lista negra? BdP diz que não

As novas regras de renegociação do crédito habitação já estão em vigor, permitindo às famílias encontrar estratégias para aliviar a sua taxa de esforço, num momento em que a inflação e os juros estão em alta. Mas há quem tenha receio de ficar marcado como cliente de risco por avançar com a restruturação do empréstimo. Sobre este ponto, o Banco de Portugal (BdP) veio esclarecer que quem renegociar o crédito habitação não terá qualquer “marcação específica” na Central de Responsabilidades de Crédito que permita a sua identificação por outros bancos.
Renegociar crédito habitação

Crédito habitação: bancos estão a dificultar a renegociação

As novas regras para renegociar o crédito habitação já estão em vigor desde novembro de 2022. Este novo diploma permite, por exemplo, às famílias baixar a prestação da casa para um valor compatível com os seus rendimentos, num momento em que os juros estão a subir a toda a velocidade. Os bancos estão obrigados a aceitar os processos, mas estão a dificultar a renegociação dos créditos habitação de várias famílias. Pelo menos esta é queixa cada vez mais recorrente a ser feita à Deco - Associação de Defesa do Consumidor.
Prestação da casa mais cara

Prestação da casa vai subir em 54% dos créditos até fevereiro de 2023

A maioria das famílias possui crédito habitação de taxa variável no nosso país. E, por isso, têm de estar atentas ao momento em que a prestação da casa é atualizada com a nova taxa Euribor. Segundo os dados do Banco de Portugal (BdP), 54% dos mutuários com contratos de crédito habitação indexados à Euribor a 3,6 e 12 meses vão ver a sua prestação da casa atualizada até fevereiro de 2023. Os empréstimos habitação mais recentes são os que vão sentir um maior agravamento da prestação da casa.
Taxa de esforço para arrendar casa

Arrendar ou comprar casa? Renda pesa mais no salário do que prestação

O ano de 2023 já arrancou e para muitas famílias é um ano de recomeços, um ano em que decidiram procurar uma nova casa para morar. E aqui há uma escolha a fazer: será melhor arrendar casa ou avançar para a compra de uma habitação? A pesar na decisão está o estilo de vida do agregado, bem como as poupanças disponíveis. E há ainda outro fator a colocar na balança: a taxa de esforço. Isto porque importa saber que, em Portugal, a renda da casa pesa muito mais no salário (54%) do que a prestação da casa (41%), de acordo com os dados do idealista relativos ao verão de 2022.
Crédito habitação a taxa fixa

Taxa fixa no crédito habitação a crescer – Bankinter tem juros a 3,5%

Mesmo num período de instabilidade económica, a maioria das famílias portuguesas continua a optar pelas taxas de juro variáveis no crédito habitação. Mas a verdade é que o peso das taxas fixas (e mistas) nestes empréstimos tem vindo a crescer, já que é uma forma de as famílias assegurarem que pagam sempre a mesma prestação da casa. E quando o interesse e a procura cresce, os bancos acabam por ajustar as suas ofertas de crédito habitação a taxa fixa e mista. Foi precisamente isso que fez o Bankinter, por exemplo. Explicamos tudo na rubrica Crédito habitação do mês de janeiro.
Renegociação do crédito habitação

Renegociar crédito habitação: bancos pedem dados distintos a clientes

O Governo está atento às dificuldades que muitas famílias estão a sentir para pagar a prestação da casa, devido ao escalar das taxas Euribor, na sequência do aumento das taxas de juro diretoras por parte do Banco Central Europeu (BCE) em 250 pontos. E para mitigar a situação das famílias com crédito habitação avançou com uma medida que permite renegociar o empréstimo segundo novas regras. Para renegociar os créditos habitação, os bancos já estão a pedir dados aos clientes, mas seguem critérios díspares, visto que a documentação solicitada não é universal, variando consoante o banco. 
Subida das prestações da casa em 2023

Euribor atinge máximo em dezembro: como ficam as prestações da casa?

As famílias entraram em 2023 a apertar o cinto devido à alta inflação. E, agora, quem quiser avançar com a compra de casa com recurso a crédito habitação tem de se preparar para pagar mais. Isto porque as taxas de juros dos empréstimos da casa estão a subir à medida que o Banco Central Europeu (BCE) decide aumentar os juros diretores para travar a inflação na Zona Euro - já aumentaram em 250 pontos base. Este cenário tem dado ainda mais gás à subida das taxas Euribor e, por conseguinte, às prestações da casa, tal como mostram as simulações do idealista/créditohabitação.
Calcular a taxa de esforço

Crédito habitação: como é que os bancos avaliam a taxa de esforço?

Antes de um crédito habitação ser concedido a uma família que pretende comprar casa, os bancos devem avaliar vários aspetos para garantir que os futuros mutuários têm capacidade financeira para cumprir com o pagamento das prestações da casa. E um dos indicadores que têm de ter em conta é mesmo a taxa de esforço, que reflete o peso dos créditos sobre os rendimentos líquidos. Num momento em que a subida dos juros nos empréstimos habitação começa a apertar os orçamentos familiares, a forma como os bancos calculam a taxa de esforço começou a ser questionada no mercado. Explicamos porquê.
Subida de juros no crédito habitação

Inflação e juros altos em 2022 encarecem crédito habitação em Portugal

Um dos fatores que mais marcou o ano de 2022 prende-se com a alta inflação que se fez sentir na Europa e rapidamente contagiou toda a economia portuguesa. Perante este cenário, o Banco Central Europeu começou a usar a sua principal arma para conter o aumento generalizado dos preços: subiu as taxas de juro diretoras ao longo do ano. Acontece que esta resposta monetária ao ciclo inflacionista acabou por subir os juros nos créditos habitação em Portugal. E, agora, os portugueses têm não só o poder de compra reduzido por via da inflação, como têm de pagar prestações da casa bem mais elevadas.
Crédito habitação e desconto no IRS

Crédito habitação: famílias a reter menos IRS a partir de janeiro

Com a escalada da Euribor a impactar cada vez mais as famílias que têm créditos habitação de taxa variável (representam a maioria em Portugal), o Governo de António Costa desenhou duas medidas para mitigar o aumento de custos com os empréstimos bancários. Uma delas permite renegociar o crédito habitação segundo novas regras. E a outra prevê aplicar um desconto no IRS para as famílias que estão hoje a pagar empréstimos habitação, mediante a redução de um escalão na retenção na fonte. A possibilidade de baixar a retenção do IRS pode ser acionada já a partir de janeiro de 2023.
Subida de juros pelo BCE

Subida de juros no crédito habitação: qual é o impacto em cada país?

O aumento das taxas de juros pelos bancos centrais deixou o mundo em sobressalto. O aumento dos juros de referência foi a principal estratégia adotada nos últimos meses pela Reserva Federal dos EUA, pelo Banco de Inglaterra, bem como pelo Banco Central Europeu (BCE). O seu objetivo é comum: baixar a alta inflação que se faz sentir. Acontece que as suas decisões de política monetária agravaram – e muito – as taxas de juro dos créditos habitação, encarecendo as prestações da casa. Mas o impacto no mercado hipotecário não foi sentido de igual forma por todo o mundo. Explicamos.
Juros do crédito habitação e prestação da casa estão a subir

Juros do crédito da casa e prestação em máximos de 2012 e 2009

A decisão do BCE de aumentar a taxa de juro diretora – está nos 2,5% – para combater a subida da inflação está a ter impacto direto nas Euribor e consequentemente na prestação do empréstimo da casa. Os dados mais recentes do INE indicam que a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito habitação foi de 1,597% em novembro, mais 26,9 pontos base (p.b.) que em outubro (1,328%), sendo este o valor mais elevado desde dezembro de 2012. Também o valor médio da prestação está a escalar, tendo-se fixado em 288 euros. É preciso recuar até maio de 2009 para encontrar um valor superior.