A taxa de inflação homóloga da zona euro fixou-se nos 0,0% em abril, o que compara com os -0,1% de março, confirmando o Eurostat, assim, que a inflação saiu de terreno negativo no mês passado.
A troika saiu oficialmente do país há um ano. Mas o ajustamento, apesar do fim do programa de assistência, não terminou, tal como evidenciam os constantes e repetidos reparos da Comissão Europeia (CE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os credores avisam que o ajustamento está longe de estar completo em Portugal.
A construção foi um dos setores mais afetados pela crise. Em 2003, há 12 anos, foram construídos em Portugal mais de 92.500 novos fogos, um número que baixou bastante nos últimos tempos: no ano passado, por exemplo, foram apenas edificados 9.000, menos de um décimo.
O preço de venda de casas subiu, em janeiro, pela primeira vez desde a entrada da Troika em Portugal, o que aconteceu em 2011. Em causa está um estudo mensal com 150 empresas de promoção e mediação imobiliária, que foi apresentado recentemente.
A crise económica e financeira continua a ter efeitos na vida dos portugueses. A norte, na zona do Grande Porto, é sobretudo o desemprego e consequente perda de rendimento que está a afetar a classe média. E muitas famílias veem-se obrigadas a pedir apoio. À Câmara do Porto chegaram pedidos de cerca de 1500 agregados familiares para habitação social. Cerca de metade já foi aceite.
Os cortes aplicados pelo Governo nas prestações sociais afetaram mais e de forma desproporcionada as pessoas muito pobres, considera a Comissão Europeia. O número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social aumentou em 220 mil entre 2007 e 2013.
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, admitiu hoje que a troika “pecou contra a dignidade" de portugueses, gregos e também irlandeses, reiterando que é preciso rever o modelo e não repetir os mesmos erros.
Em linha com a Comissão Europeia, o Eurogrupo prepara-se para dar luz verde aos pagamentos antecipados de Portugal ao FMI. A decisão favorável será adotada na reunião da próxima segunda-feira.
O pedido de reembolso antecipado que o Governo luso fez ao Fundo Monetário Internacional (FMI) faz com que Portugal se distancie da Grécia aos olhos do mercado internacional. A situação dos dois países não poderia ser mais diferente: Portugal demonstra "muita auto-confiança", enquanto a Grécia continua a dar motivos de preocupação aos investidores.
A dívida pública é um dos “cavalos de batalha” da atual situação económica internacional. Este é um problema que sucede sobretudo na Europa, onde o endividamento de alguns países, como Portugal, Grécia, Itália e Irlanda, é muito superior ao respetivo PIB anual – no caso de Portugal, a dívida pública representa 128% do PIB. Outro grupo de países, que integra potencias como Espanha, França, Reino Unido e Alemanha, tem uma dívida pública acima de 80% do PIB.
Portugal vai poder beneficiar de compras de dívida até 28,3 mil milhões de euros, no âmbito do programa lançado pelo Banco Central Europeu (BCE), anunciado ontem e que prevê a compra mensal de até 60 mil milhões de euros. O sistema financeiro nacional suspeita, no entanto, do sucesso desta medida que visa impulsionar a economia europeia.
O Banco Mundial prevê que a economia mundial tenha crescido 2,6% em 2014, acelerando o ritmo de crescimento para os 3% este ano, mas alerta para o "ambiente económico incerto" e destaca a "recuperação global frágil".
A descida dos preços do petróleo está a dar um estímulo aos consumidores e empresários para gastarem mais dinheiro e fazerem novos investimentos, mas não chega para aumentar as previsões de crescimento da economia mundial.
Pedro Passos Coelho disse ontem, na sua mensagem de Natal, que “este será o primeiro Natal desde há muitos anos em que os portugueses não terão a acumulação de nuvens negras no seu horizonte”. “Será o primeiro Natal desde há muitos anos em que temos o futuro aberto diante de nós. Houve muita coisa que mudou (...) e finalmente começamos a colher os frutos dessas transformações”, referiu.
Ricardo Salgado diz que o BES conseguiu financiar-se nos mercados e que a decisão de não usar dinheiro da troika foi "racional" e não por temer que se desvendasse qualquer "manobra". O BES foi o único grande banco português que não usou a ajuda da troika.
O número de imigrantes em Portugal continua a diminuir, tanto devido à crise económica, como à naturalização da população estrangeira, indica um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
No terceiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) registou um aumento de 1,1% em volume em termos homólogos, mais que o aumento verificado no segundo trimestre (0,9%), revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este gráfico indica a evolução do PIB desde o primeiro trimestre de 2001.
Portugal vai ter uma grande dificuldade em sair da crise e em aumentar a competitividade externa, porque o setor público tem “constrangimentos agudos nas suas competências de gestão”, disse o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Lisboa, Albert Jaeger.
A administração pública tinha em setembro 646.885 trabalhadores, menos 79.879 que em dezembro de 2011, quando já estavam a ser implementadas algumas das medidas e orientações previstas no memorando de entendimento assinado com a troika.
O indicador de confiança dos consumidores aumentou ligeiramente em outubro, atingindo o valor mais elevado dos últimos 12 anos (desde maio de 2002 que não estava tão alto). Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador tem vindo a subir desde o início do ano passado.
O Banco Central Europeu (BCE) está agora mais pressionado para avançar com medidas de estimulo à economia mais agressivas. Ontem, os bancos da Zona Euro deram evidentes sinais de estão pouco interessados nos fundos do BCE com baixas taxas de juro, na nova ronda de empréstimos de longo prazo que arrancou esta quinta-feira e se prolonga até 2016.
A taxa de inflação anual na Zona Euro deverá recuar para os 0,3% em agosto, face aos 0,4% no mês anterior. Segundo estimativas do Eurostat, o setor dos serviços deverá ser novamente aquele que regista a taxa anual mais elevada em agosto, seguido dos setores dos bens industriais excluindo a energia, da alimentação, álcool e tabaco e da energia.
As famílias portuguesas pagaram 20.238 milhões de euros de dívidas entre junho de 2011 – quando a Troika entrou no país – e junho deste ano. De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal (BdP), ainda estão por regularizar 157.616 milhões de euros, cerca de 94,6% do PIB, menos que há três anos (102,9%).
Ao lado de Espanha e da Grécia, Portugal é o país europeu que pior avaliação faz da situação económica do seu país. A quase totalidade da população (96%) considera que o panorama é mau, tal e qual como os espanhóis e gregos. Os 28 Estados-membros da União apresentam uma média global de opiniões negativas de 63% relativamente a essa questão, segundo o último Eurobarómetro.
Foram muitos os portugueses que se viram forçados a fazer as malas e a emigrar nos últimos anos. A Troika esteve no país entre 2011 e 2014. Durante esse período, deixaram o país, todos os dias, 260 pessoas. Neste gráfico podes ver a evolução da população nacional emigrada entre 1960 e 2010, bem como os “novos emigrantes”, ou seja, quem rumou a outros cantos do mundo entre 2007 e 2013.
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