Instituto alemão lança novo alerta de bolha imobiliária em Portugal

Instituto alemão lança novo alerta de bolha imobiliária em Portugal
Martha Dominguez/Unsplash

Banco de Portugal, FMI e CMVM. Todos já haviam lançado alertas sobre a possibilidade do mercado imobiliário português estar a caminhar a passos largos para uma bolha especulativa. E agora foi a vez do instituto alemão de investigação económica DIW lançar um novo aviso. Os economistas da entidade identificaram a criação de uma bolha a partir de 2016, altura em que os preços começaram a aumentar de forma acentuada.

O estudo do DIW, citado pelo Público, revela que esta nova subida de preços pode ter consequências semelhantes às verificadas no ano de 2008, quando a falência do Lehman Brothers fez explodir uma bolha imobiliária nos EUA. Para chegar a estes resultados, o DIW reuniu dados de 20 países da OCDE com o objetivo de comprar o valor das rendas e os preços dos imóveis.

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O estudo explica que, quando o preço a que são feitas as transações começa, de forma muito acentuada, a subir mais rápido que o valor das rendas, pode entrar-se numa situação de desequilíbrio preocupante. O DIW avaliou ainda outros indicadores, entre os quais se destacam o nível das taxas de juro, o crescimento da economia ou o crescimento da população.

Mas o problema de Portugal deve-se essencialmente ao facto do aumento do valor dos ativos imobiliários não ser justificado por um crescimento do rendimento que é possível atualmente retirar deles através das rendas. Quer isto dizer que, se há alguém disposto a pagar preços mais elevados está, assim, a especular sobre possíveis aumentos nas rendas e nos preços dos imóveis.

Os autores do estudo identificaram a formação de uma bolha especulativa em território português a partir de 2016 e que permaneceu em 2017. Os números mais recentes, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), vieram confirmar esta tendência. Os preços das casas aumentaram mais de 20% em Lisboa e Porto no primeiro trimestre do ano face ao período homólogo, com subidas de 20,4% e 22,7%, respetivamente, um cenário que se está a repercutir um pouco por todo o país. 

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Público

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