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Loja do 266 Liberdade (ex-DN) vendida por 13,9 milhões

Espaço comercial tem 1.300 metros quadrados e a sua comercialização foi “rápida”, revela a Avenue.

Loja do 266 Liberdade vendida
Cushman&Wakefield
Autor: Redação

A loja localizada no número 266 da Avenida da Liberdade, em Lisboa – conhecido como o antigo edifício do Diário de Notícias (DN) –, foi vendida ao fundo de investimento imobiliário aberto IMOFID, gerido pela Fidelidade Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo (Fidelidade SGOIC). Só com esta operação a promotora do imóvel Avenue encaixou 13,9 milhões de euros.

Nesta transação do ativo, que totaliza 1.300 metros quadrados, também participou a consultora Cushman & Wakefield, que atuou em representação da Avenue, revela o comunicado enviado às redações.  

Ambas as partes sublinham a rapidez da conclusão da operação. No mesmo documento, Aniceto Viegas, CEO da Avenue, comenta que a empresa fica muito satisfeita "que uma loja tão carismática tenha sido adquirida por um investidor de referência do mercado". "Esta transação foi concluída em tempo record, fruto do empenho e do profissionalismo da equipa da Fidelidade”, acrescenta.

Também Manuel Calvão administrador da Fidelidade SGOIC, comenta que “a rápida concretização da transação foi possível dado o rigor e competência da Avenue e a forte colaboração entre as duas equipas”.

Para os novos proprietários, “a aquisição desta loja de rua situada na mais prestigiada avenida portuguesa e que possui elementos únicos de relevo histórico e artístico, nomeadamente, diversos painéis de Almada Negreiros, insere-se na estratégia do Fundo Aberto IMOFID de continuar a desenvolver um portfolio imobiliário de grande qualidade”, explicou o administrador da Fidelidade SGOIC.

Loja do 266 Liberdade vendida
Creative commons

Retalho continua a atrair capital

A transação desta loja representa, em parte, a reanimação de um setor em crise devido à pandemia da Covid-19 – o retalho. Este ponto é sublinhado no comunicado por Carlos Vieira Neto, Associate do departamento de investimento da Cushman & Wakefield, que refere que “é uma grande honra estarmos envolvidos numa transação desta relevância num imóvel com este cariz histórico e num setor – retalho – que apesar de experimentar um abrandamento devido a fatores externos continua a atrair capital”.

E há confiança na recuperação do setor. “Estamos confiantes de que o retalho, no seu todo, retomará o protagonismo e dinamismo que teve no investimento imobiliário no passado recente e seguros de que o 266 Liberdade será o destino preferencial de qualquer ocupante de renome,” disse ainda Carlos Vieira Neto.

Recorde-se que o 266 Liberdade é o resultado de um projeto de requalificação e reconversão promovido pela Avenue, para preservar o edifício onde um dia funcionou o Diário de Notícias. Hoje com uso residencial e comercial, o ativo apresenta um valor histórico e arquitetónico tal que já foi classificado como imóvel de interesse público.