deputados querem impedir penhora da casa por falta de pagamento de outros créditos de baixo valor

deputados querem impedir penhora da casa por falta de pagamento de outros créditos de baixo valor

os deputados do cds-pp e do pcp querem impedir que a habitação permanente possa ser penhorada por falta de pagamento de outros empréstimos de baixo valor. segundo o jornal de negócios (jdn), as propostas apresentadas sexta-feira no parlamento sobre as novas regras do crédito à habitação, baixaram todas à comissão, onde serão discutidas, mas o psd não quer, para já, comentar este hipótese

já o cds-pp propõe que se estabeleçam requisitos mais apertados nas situações de penhora de habitações próprias permanentes. “muitas famílias vêem-se na contingência de, com a casa penhorada por créditos de baixo valor, passarem a privilegiar o pagamento desses créditos em detrimento do cumprimento do crédito à habitação, assim iniciando um incumprimento no crédito à habitação", explicou

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por seu turno, o pcp pretende proibir a penhora da casa própria permanente quando o incumprimento abrange créditos inferiores a 40% do valor em dívida no empréstimo à habitação, caso se trate do mesmo grupo financeiro, ou 20% desse valor noutros casos. o partido quer ainda que a penhora perca efeito no caso de haver dívidas relativas ao imposto municipal sobre imóveis (imi). medidas que se destinam a quem se encontra numa “situação de carência financeira”, ou seja, quando os encargos com o crédito representam mais de 50% do rendimento do agregado (ou 40% se houver dependentes) e o valor de compra da habitação não seja superior a 200 mil euros 

de acordo com o jdn, o be quer criar um processo excepcional de impenhorabilidade, com a suspensão das penhoras e vendas coercivas das habitações como consequência de dívidas de imi, sendo que os contribuintes com acesso a este regime teriam de estar desempregados. já o valor do imóvel deve ser igual ou inferior a 175 mil euros 

mais longe vai o ps, que pretende que a impenhorabilidade se aplique a todas as dívidas fiscais. a excepção seria aplicável apenas em caso de desemprego e quando o valor tributável do imóvel não exceda os 200 mil euros 

não ao aumentos dos “spreads”

outra das propostas em discussão (psd) diz respeito à possibilidade de não se pagar a casa durante 18 meses. ou seja, o banco apresenta ao devedor um plano de reestruturação da sua dívida que pode incluir medidas como a carência parcial (apenas paga juros) durante 48 meses ou a carência total (não paga nada) até 18 meses

unânime entre partidos é a necessidade de proibir o agravamento, por parte dos bancos, das condições iniciais do contrato de empréstimo à habitação. em causa está a impossibilidade dos bancos de aumentar os “spreads” ou agravar outras condições do contrato

outro dos assuntos mais polémicos relativamente às novas regras do crédito à habitação diz respeito à possibilidade de entregar a casa à banca para saldar toda a dívida, sendo que as medidas apresentadas por todos os partidos incluem esta hipótese. segundo o jdn, nem todas as pessoas poderão, no entanto, ter acesso a esta medida: têm de estar em situação de desemprego ou carência financeira, critérios que variam consoante os partidos 

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