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"Construir uma igreja, seja qual for a religião." O arquiteto André Caiado quer apenas conseguir fazer aquilo que lhe mudou a vida, perceber que há espaços que podem aproximar o homem do seu Deus. É essa responsabilidade e o poder da arquitetura "pode ser um caminho para a felicidade".
As licenças emitidas para construção nova e reabilitação de edifícios habitacionais cresceram 6,1% até novembro de 2024, em termos homólogos, enquanto os fogos em construções novas licenciadas aumentaram 3,4% e o consumo de cimento subiu 2,8%, segundo a AICCOPN.
A crise na habitação em Portugal já dura há décadas e, para já, não tem fim à vista, apesar das iniciativas de vários governos para resolver a falta de oferta ajustada às necessidades das famílias.
Iniciou atividade em 2017, “fintou” a pandemia e não alterou a sua estratégia de atuação. A ADDSOLID tem vários projetos imobiliários em carteira, sobretudo no mercado residencial e direcionados para o segmento médio/alto, onde “neste momento, infelizmente devido aos custos de contexto, é possível fazer promoção”, diz ao idealista/news Tiago Cerdeira Pinto, COO da promotora imobiliária. A conversa realiza-se no andar modelo de um desses empreendimentos, o Montisnávia, em Alcântara, ali bem perto do rio Tejo. Um apartamento que junta simplicidade e requinte e onde salta à vista, desde logo, um jardim interior. As vistas são de perder o fôlego e a luz natural invade a casa sem pedir licença.
“Os clientes têm expectativas mais exigentes quando compram um imóvel de luxo, e existe uma procura cada vez maior de um estilo de vida exclusivo através de serviços personalizados”. Quem o diz é Miguel Poisson, CEO da Portugal Sotheby’s International Realty, em entrevista ao idealista/news. “Os imóveis de luxo tendem a criar emoções e oferecem experiências especiais”, acrescenta, revelando que são muitos os portugueses que estão a investir no segmento residencial premium: “Em 2024, notámos uma distribuição significativa entre os clientes, com 57% nacionais e 43% internacionais (em alguns anos, a percentagem de estrangeiros é superior à de portugueses)”.
São precisas mais casas em Portugal para dar resposta(s) à procura existente. E casas que possam ser compradas pela generalidade das pessoas, nomeadamente as da chamada classe média. O alerta não é de agora, sendo este um cenário traçado há já muito tempo pelos vários players do setor imobiliário em Portugal. Do lado dos promotores, há vontade para investir e apostar no aumento da oferta de habitação, que ainda não deverá acontecer – pelo menos em escala, de forma a fazer face às necessidades – em 2025, antecipam. E são muitos os desafios existentes, “feridas” de um passado que teimam em não sarar.
As descidas dos juros e a isenção de IMT para jovens ajudaram a animar a compra de casas em Portugal durante o ano passado – e espera-se que assim continue. Mas, ao contrário do que se possa pensar, a venda de casas não vai aumentar exponencialmente em 2025, porque há um fator estrutural que deverá limitar estes negócios: a falta de habitação no mercado. É isso mesmo que antecipam os mediadores imobiliários ouvidos pelo idealista/news, prevendo que a venda de casas deverá abrandar o crescimento ao longo deste ano e, consequentemente, também se sentirá uma desaceleração da subida do preço da habitação.
O inverno está aí, fazendo baixar as temperaturas no exterior. Mas o frio também se sente dentro de quatro paredes, na casa das famílias. O desafio de aquecer a casa no inverno persiste, com um em cada cinco portugueses a ter dificuldades em manter o conforto térmico da sua habitação, fazendo de Portugal o caso mais grave de toda a União Europeia (UE). O domínio de casas antigas, os baixos salários e as altas despesas com a habitação ajudam a explicar estes números do Eurostat agora analisados pelo idealista/news. Mas não só. A renovação de casas também está aquém do necessário, faltando mais incentivos financeiros e fiscais, segundo têm alertado vários especialistas. Estes estímulos são ainda mais importantes numa altura em que Portugal tem de transpor a nova diretiva europeia sobre eficiência energética para a legislação.
A redução dos juros no crédito habitação a par da isenção do IMT para jovens estão a incentivar a compra de casas em Portugal. É isso que mostram os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE): no verão de 2024 foram vendidas um total de 40.909 habitações, mais 19,4% face há um ano. E esta dinâmica deu ainda mais gás à subida dos preços das casas, tendo registado um aumento anual de 9,8%, o maior em dois anos.
A construção nova e a reabilitação continuaram a assumir um papel central na criação de casas em 2024. Mas estas soluções não chegam para enfrentar a atual crise de habitação que assola Portugal. Foi por isso mesmo que se têm multiplicado alternativas, desde a construção de casas em solos rústicos, até à simplificação da conversão de lojas e escritórios em casas, passando também pela injeção de imóveis do Estado no mercado e pelos estímulos às cooperativas de habitação. E, perante a falta de mão de obra, a construção industrializada de habitação também começou a ganhar fôlego no país. Toda a “máquina” da construção e reabilitação terá de continuar em 2025 sem alívios da carga fiscal à vista, uma vez que a redução do IVA para 6% parece ter caído por terra.
O leque de terrenos disponíveis para construir casas acessíveis em Portugal deverá aumentar em breve, assim que as autarquias começarem a reclassificar terrenos rústicos em urbanos. Acontece que esta nova lei dos solos, embora controle o preço das habitações, nada diz sobre o custo dos solos rústicos. É por isso que os especialistas em imobiliário ouvidos pelo idealista/news temem que a reclassificação de terrenos rústicos em urbanos leve a uma escalada dos preços destes solos, comprometendo o objetivo de colocar mais casas a preços acessíveis no mercado residencial português.
“Trabalho no setor imobiliário já há duas décadas e vejo que as coisas continuam a ser feitas praticamente da mesma forma”. Patrícia Barão foi nomeada Partner e Head of Residential da Dils em outubro – o grupo italiano aterrou em Portugal meses antes com a aquisição da Castelhana –, depois de vários anos na JLL, e a experiência adquirida faz com que tenha uma visão abrangente do mercado residencial. Em entrevista ao idealista/news diz, por exemplo, que para haver um “setor imobiliário saudável” no país “não é possível ter a renda de uma casa a um valor superior àquilo que se paga ao banco por um empréstimo”.
O Governo de Montenegro prometeu duplicar a construção de habitação pública, passando a ser contabilizadas 59 mil casas no âmbito do programa 1º Direito, que vão contar com fundos europeus ou vindos do Orçamento do Estado. Mas só cerca de 25% destas habitações dizem respeito a casas novas.
As condições estão reunidas para que as taxas Euribor continuem a cair até aos 2% ao longo de 2025, continuando a aliviar as prestações da casa das famílias em Portugal. Tudo isto ajudará a que o mercado de compra e venda ganhe novo impulso e ainda que haja maior diversificação das ofertas de crédito habitação. Mas também terá uma consequência: o imobiliário poderá ficar ainda mais pressionado, perante este novo estímulo à procura de casas, antecipam vários especialistas de mercado ouvidos pelo idealista/news.
No terceiro trimestre de 2024, Portugal registou 6.500 edifícios licenciados, mais 18,5% face ao mesmo período de 2023, segundo dados divulgados esta quinta-feira, 12 de dezembro de 2024, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Já as obras concluídas caíram para 4.000, traduzindo uma quebra de 6,7% face ao período homólogo.
A construção de habitação acessível poderá ganhar um novo ânimo com a nova lei dos solos, que vem facilitar a conversão de terrenos rústicos em urbanos, permitindo que se construa onde antes não se podia. Apesar de ser considerada uma medida "positiva" para combater a crise da habitação em Portugal, os especialistas em imobiliário ouvidos pelo idealista/news dizem que o seu impacto pode ser limitado se não forem criados incentivos fiscais, como a redução do IVA para 6% na construção nova. E há ainda o risco de criar áreas urbanas isoladas. É por isso que deixam um alerta: esta nova lei dos solos só irá aumentar a oferta de habitação acessível se houver articulação com municípios, desburocratização de processos e incentivos fiscais para atrair promotores e investidores imobiliários.
A reconversão de lojas e escritórios em casas está a ganhar um novo dinamismo em Portugal desde que o simplex dos licenciamentos urbanísticos entrou em vigor no início de 2024. Embora ainda se aguardem mudanças ao diploma, já há vários profissionais do mundo imobiliário focados em ajudar a transformar estes espaços comerciais em habitação, de forma a aumentar a oferta de casas para comprar ou para arrendar no país. E esta mudança do uso dos imóveis de serviços para habitação pode compensar ainda mais para quem quer rentabilizar uma loja ou um escritório vazio. É no Porto e em Évora onde esta reconversão pode ser mais rentável, revela esta análise dos dados mais recentes do idealista/data.
Entre escritórios, hospitais, hotéis, salas de espetáculos, museus, monumentos, empreendimentos residenciais ou fábricas, contam-se já 45 anos ao serviço da construção e reabilitação em Portugal.
Quem está a construir habitação em Portugal sente uma constante mudança de políticas, uma instabilidade que acaba por travar a colocação de mais casas no mercado. E as mais recentes medidas que entraram em vigor, como é o caso da isenção de IMT para jovens, vêm estimular ainda mais a procura de casas, o que acaba por dar gás à subida de preços. E desengane-se quem acredita que a descida do IVA na construção para 6% vai trazer casas mais baratas no imediato. Esta visão de quem está no terreno é partilhada por Mariana Arrochella Lobo, Partner e CEO da ARC Homes Portugal, em entrevista ao idealista/news. “A descida do IVA na construção tem de ser gradual, para que evitar que haja concorrência entre produtos e choques nos preços das casas”, defende a responsável da promotora imobiliária nacional, de origem espanhola, que começou a desenvolver negócios no país há cerca de três anos e tem mais de 140 casas em construção no Porto (e novos projetos à espreita).
Comprar casa em Portugal parece ser uma tarefa cada vez mais complicada, sobretudo para a chamada classe média, visto que os preços não pararam de subir nos últimos anos. Numa década, o preço médio de uma habitação mais que duplicou, tendo disparado 106%. Se um imóvel em 2013 valia em média 102.000 euros, em 2023 o mesmo ativo está avaliado em 212.000 euros, segundo dados divulgados esta terça-feira (15 de outubro de 2024) pela CBRE.