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“O sucesso de um projeto imobiliário está no seu conceito. Olhar para um terreno virgem ou para um bairro e perceber o que se vai fazer ali é a chave. O conceito tem de ser bom daqui a 30 anos”. Quem o diz é Guilherme d’Orey, CEO do grupo imobiliário português BWA. Em entrevista ao idealista/news, o gestor faz o balanço da atividade do grupo, que nasceu no século passado, em 1999, e aborda o atual momento que se vive no setor no país, marcado por uma crise na habitação. “Os decisores estão muito afastados da realidade”, avisa.
A descida do IVA na construção nova e reabilitação, de 23% para 6%, há muito que é reclamada pelos vários players do setor imobiliário, sendo encarada como uma das medidas a aplicar com urgência para aumentar a oferta de casas no mercado. O Governo anunciou, entretanto, que a medida não será implementada de imediato, mas sim até ao final da legislatura. Patrícia Gonçalves Costa, secretária de Estado da Habitação, avisa que o Executivo está atento ao tema, bem como à sua importância para dar resposta à crise na habitação que se vive no país.
A construção casas sustentáveis é um dos objetivos integrados na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. E os municípios de Lisboa, Porto e Braga estão a preparar um conjunto de incentivos que vão premiar os projetos de construção nova que incluam as melhores práticas ambientais e sustentáveis. As iniciativas vão desde a redução de taxas urbanísticas ao aumento da capacidade construtiva dos projetos.
Todas as quartas-feiras apresentamos um hotel com encanto. Esta semana fazemos as malas e vamos até ao sul da província de Ávila (Espanha), onde se encontra a Serra de Gredos, que possui lagoas e desfiladeiros, por exemplo. Um verdadeiro espetáculo da natureza. É neste cenário que está localizado um encantador hotel rural sustentável que está à venda por 1,1 milhões de euros.
O simplex dos licenciamentos urbanísticos entrou em vigor no início de 2024 prometendo agilizar a obtenção de licenças em novos projetos de habitação. Mas o objetivo não foi, para já, conseguido. Isto porque, segundo os dados da AICCOPN relativos ao primeiro trimestre de 2024, houve uma redução homóloga de 14,5% das licenças para obras de edifícios residenciais e ainda uma queda de 23,1% no número de fogos licenciados em construções novas.
É uma das medidas mais reclamadas pelo imobiliário, há vários anos. Mas ainda não é desta que chega ao terreno – pelo menos, para já, e no tempo que os players do setor desejariam.
“É muito difícil em Portugal, com a carga fiscal aplicada ao imobiliário, construir casas a preços baratos. É impossível. Acreditamos que a medida que está no programa do PSD, da AD, e que agora, esperamos, venha a ser implementada, a redução do IVA, será fulcral para baixar os custos de produção”. O desabafo é dado por Frederico Pedro Nunes, COO da Bondstone, em entrevista ao idealista/news, realizada durante a edição de 2024 do Salão Imobiliário de Portugal (SIL). Uma semana depois da conversa, dia 10 de maio, o Governo confirmou esta intenção, antecipando, no programa “Construir Portugal”, que pretende avançar com a redução do IVA na construção de 23% para 6% “até ao final da legislatura”.
Os últimos apartamentos do empreendimento ÉLOU, em Santo António dos Cavaleiros, Loures, já começaram a ser comercializados. São agora 130 unidades que se juntam às restantes já lançadas anteriormente e que perfazem um total de 266 apartamentos.
A crise da habitação em Portugal tem duas faces, como uma moeda. A alta procura de casas está na “cara”. E a falta de oferta de habitação é a “coroa”, o núcleo estrutural do problema. Acontece que há mais casas para vender ou arrendar sem necessidade de obras do que carências habitacionais em Portugal, marcadas sobretudo por situações de sobrelotação, tal como concluiu o Instituto Nacional de Estatística (INE) na sua análise à Habitação publicada esta quarta-feira, dia 8 de março. Ainda assim, Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e da Habitação, diz que é preciso “construir e reabilitar mais” casas no país. O que está em falta em Portugal são casas no mercado a preços acessíveis e compatíveis com os salários das famílias.
Em 2023, as receitas da Câmara Municipal de Lisboa (CML) aumentaram para 546 milhões de euros, sendo este o “valor mais alto de sempre” de receita fiscal atingida pelo município. Mais de metade desse montante, 305 milhões de euros, foi obtido na sequência da compra de casas em Lisboa, ou seja, através do Imposto sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT).
Todos os anos os Prémios SIL do Imobiliário visam distinguir os melhores projetos imobiliários em Portugal. E já são conhecidos os 13 vencedores da edição dos prémios SIL 2024, as duas menções honrosas e ainda a distinção da personalidade do ano. Em destaque está o Infinity, o condomínio residencial em Lisboa inaugurado em outubro pela Vanguard Properties, que arrecadou o prémio de Melhor Empreendimento Imobiliário de Construção Nova de Habitação.
O Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) só deverá arrancar no final de 2024, na vertente suburbana, mas, apesar de alguma desconfiança, o projeto já tem gerado algum impacto e expectativas no setor imobiliário da região.
A Câmara de Lisboa decidiu que os concursos ao Programa de Renda Acessível se destinam a quem tem um rendimento médio mensal inferior a quatro vezes o indexante dos apoios sociais (IAS), ou seja, até 2.037,04 euros.
Quatro dias a falar de habitação, reabilitação, imobiliário e construção em Lisboa. A 27ª edição do Salão Imobiliário de Portugal (SIL) abre portas esta quinta-feira na FIL – realiza-se em conjunto com a Tektónica e termina domingo (5 de maio de 2024), e o idealista volta a ser media partner – e promete ser um sucesso. São esperados mais de 25.000 visitantes, diz Sérgio Runa, gestor do SIL, em entrevista ao idealista/news, deixando um alerta sobre o setor da habitação no país: “Se, por um lado, o facto dos resultados do primeiro trimestre terem sido positivos a nível de volume de transações, com um aumento de 4,5% face ao período homólogo, o que deixa o mercado um pouco mais otimista, por outro lado, os elevados custos de construção e a consequente ausência de habitação acessível ainda não tem uma solução a breve prazo à vista”.
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) defendeu esta quinta-feira (18 de abril de 2024) que para se resolver o problema da habitação é preciso avaliar a demografia e os fluxos migratórios, o emprego ou o ordenamento do território.
A Square Asset Management (Square AM) foi constituída como sociedade independente regulamentada há 22 anos, em 2002. Três anos mais tarde, em 2005, foi lançado o fundo de rendimento aberto CA Património Crescente, o maior fundo imobiliário nacional, e mais recentemente o Property Core Real Estate Fund. Pedro Coelho recebe-nos, sorridente e de braços abertos, no escritório da Square AM, localizado no 14º piso da Torre 3 das Amoreiras, naquela que é uma das melhores vistas sobre Lisboa, como faz questão de referir. “Para o imobiliário haver uma inflação controlada e a 2% até é bom”, diz, com o Tejo como pano de fundo, o CEO da sociedade em entrevista ao idealista/news. “Há uma parte de uma geração nova que não sabe bem viver com a inflação e está habituada a preços fixos, digamos assim. Os mais antigos já tiveram inflações muito mais altas”, argumenta.
A Câmara Municipal da Moita submeteu várias candidaturas ao Programa de Apoio ao Acesso à Habitação - 1º Direito, com financiamento do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), para aquisição e reabilitação de 121 casas, anunciou a autarquia.
As famílias em Portugal continuam a precisar de casas para viver. Mas o atual contexto económico incerto retraiu a mudança de casa em 2023, tendência que desacelerou o aumento dos preços das casas para comprar ou arrendar. Mas será que em 2024 vai continuar a assistir-se a uma menor subida dos custos da habitação? Ou poderá mesmo haver uma descida nos preços das casas? Foi isso mesmo que o idealista/news procurou saber junto de profissionais do imobiliário, que não acreditam que haja uma correção acentuada dos preços das casas em Portugal. Isto porque, para que isso fosse possível, seria preciso aumentar - e muito - a oferta de casas para comprar e arrendar no país, algo que o Mais Habitação, tal como está, não será capaz de fazer. Resta agora saber se o novo Governo de Montenegro, que tomou posse a 2 de abril, vai alterar ou não este pacote para que haja um maior dinamismo na construção de casas em Portugal.
A compra e venda de casas arrefeceu ao longo de 2023 em todo o território nacional – e o Grande Porto não foi exceção.
“A crise da habitação só se resolve com mais investimento na construção e na compra para arrendamento, mais construção e reabilitação, mais habitações para venda e para arrendamento. Só medidas claramente direcionadas para esses fins e que deem confiança aos particulares poderão mostrar-se eficazes”. Quem o diz, em entrevista ao idealista/news, é Nuno Antunes, presidente da Associação dos Industriais da Construção de Edifícios (AICE), associação sem fins lucrativos fundada a 7 de novembro de 1975 “por um grupo de empresários empenhados em juntar esforços para profissionalizar o setor”, segundo é possível ler no site da entidade.