Bruxelas propõe reduzir o IVA na construção e limitar rendas temporárias
Uma comissão do Parlamento Europeu aprovou esta terça-feira, dia 10 de fevereiro de 2026, um relatório que propõe uma taxa de IVA entre 2% e 5% para a construção de habitação e em que se admite a necessidade de medidas para limitar as rendas de curta duração. Este relatório, que visa responder à crise na habitação, foi aprovado esta segunda-feira na Comissão Especial sobre a Crise da Habitação, com 23 votos a favor, seis contra e quatro abstenções.
Acesso à habitação entre os principais desafios de Seguro em Belém
Depois de ter vencido com o maior número de votos de sempre a segunda volta das eleições presidenciais 2026, contra André Ventura, o socialista António José Seguro prepara-se para assumir o cargo de Presidente da República a 9 de março - exatamente no dia em que faz 40 anos da tomada de posse de Mário Soares. E uma das grandes prioridades do sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém passa por garantir o acesso à habitação enquanto direito fundamental, numa altura em que os preços das casas estão a subir a níveis recorde e há falta de oferta para as famílias e jovens.
Crescimento do investimento imobiliário é o maior dos últimos 10 anos
O ano de 2025 teve resultados bastante positivos no mercado imobiliário português, atingindo um volume de investimento total de 2,8 mil milhões de euros. Só no último trimestre do ano, o valor investido foi de 895 milhões. Com este resultado, o crescimento face a 2024 foi de 22%, cerca de 10% acima da média dos últimos dez anos.
Governo britânico impõe limite máximo às rendas pagas pelos terrenos
O governo trabalhista de Keir Starmer decidiu limitar a renda anual que os proprietários podem cobrar a 250 libras (cerca de 288 euros) para apartamentos construídos com base em contratos de “leasehold”, um sistema que fica a meio caminho entre arrendamento e propriedade. Este modelo, concede o direito de viver no apartamento por um período determinado – entre 99 e 999 anos – mas não a plena propriedade do imóvel. Cerca de 4 milhões de famílias em Inglaterra e no País de Gales pagam uma taxa anual pelo terreno onde os seus apartamentos estão construídos.
Mau tempo: Governo publica em Diário da República moratória de 90 dias
O decreto do Governo que fixa uma moratória de 90 dias no pagamento dos empréstimos das famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin foi, na passada sexta-feira, dia 6 de fevereiro de 2026, publicado em Diário da República, produzindo efeitos desde 28 de janeiro.
Investimento imobiliário comercial no país deve atingir 2,4 mil milhões
O mercado imobiliário português está a entrar numa fase de maturidade e consolidação, devido à estabilidade dos fundamentos macroeconómicos e pelo facto de Portugal ser um dos mercados mais defensivos da Europa em termos de perfil risco-retorno. Depois de um 2025 de expressiva recuperação, em que o investimento comercial chegou aos 2,7 mil milhões de euros (+17% em termos homólogos), espera-se uma normalização da atividade para este ano.
Falta de mão de obra na construção: “Nós, sem imigrantes, não vivemos”
A imigração está na ordem do dia em Portugal, nomeadamente a nível político, sendo um dos temas centrais de discussão durante a campanha para as eleições Presidenciais de 2026, cuja segunda volta se realiza este domingo (8 de fevereiro de 2026). A necessitar urgentemente de mão de obra, nomeadamente estrangeira, está o setor da construção civil, tendo em vista as várias obras em desenvolvimento (ou futuras) no país. À cabeça está, claro, a premência na construção e reabilitação de casas, de forma a dar resposta à crise habitacional. Sem rodeios, Carlos Alberto Mineiro Aires, administrador executivo da Fundação da Construção, diz de sua justiça: “Nós, sem imigrantes, não vivemos. Não é só na construção, é em todas as áreas”.
Menos IVA na construção: Governo admite clarificar regras
O Governo admitiu esta quarta-feira (4 de fevereiro de 2026) clarificar as regras da descida do IVA de 23% para 6% na construção destinada à habitação, para os construtores não terem de regularizar o imposto se os compradores destinarem o imóvel para outros fins.
Falta de habitação acessível empurra famílias para casas mais pequenas
Com os preços das casas a aumentar e os salários a não conseguirem acompanhar esta subida, há cada vez mais famílias em Portugal a enfrentar dificuldades no acesso à habitação adequada ao seu rendimento. Por consequência, a dimensão das habitações que podem ser adquiridas ou arrendadas dentro da taxa de esforço recomendada de 33% tem vindo a diminuir de forma significativa, sobretudo nas grandes cidades e regiões do litoral.
Famílias gastam 80% do salário na renda e 70% na compra de casa
Arrendar ou comprar casa em Portugal continua a consumir grande parte do rendimento das famílias, refletindo a dificuldade atual no acesso à habitação. A mais recente análise do idealista (editor desta newsletter) revela que as rendas das casas continuam a pesar mais nos salários do que as prestações da casa no caso da compra. Em concreto, a taxa de esforço em arrendar casa situou-se em 80% no quarto trimestre de 2025, enquanto na compra ficou em 70%, segundo uma análise do idealista (editor desta newsletter). Apenas algumas cidades apresentam condições menos pressionadas, mostrando que o mercado imobiliário nacional permanece desafiante.
Madrid vai construir o primeiro ‘coliving’ municipal para jovens
A Câmara de Madrid vai iniciar este ano a construção do primeiro ‘coliving’ municipal de Espanha, um projeto pensado para ajudar os jovens a emanciparem-se através de uma nova fórmula de alojamento acessível. O edifício terá 49 estúdios individuais e várias zonas comuns, e ficará situado na rua Ofelia Nieto, no distrito de Moncloa-Aravaca. Segundo explicou Álvaro González, delegado da Área de Habitação, a primeira pedra será colocada antes do verão e o projeto terá um investimento de 6,5 milhões de euros.
Quartos para arrendar: oferta cresce 79% e diminui pressão na procura
O mercado habitacional está caro tanto para comprar como para arrendar em Portugal, tornando-se difícil pagar uma casa sozinho. É por isso que arrendar um quarto continua a ser uma solução para estudantes e jovens deslocados, mas também para quem está a passar situações de separação, divórcio, desemprego ou aperto orçamental, incluíndo famílias, com filhos, que têm de optar por partilhar casa. Mas como está este mercado atualmente? Os dados mais recentes do idealista revelam que a oferta de quartos para arrendar no país cresceu 79% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024. E, por conseguinte, a pressão da procura diminuiu na ordem dos 44% no último ano.
Baixa troca de casas trava congelamento das rendas em Nova Iorque
A proposta de congelamento das rendas em Nova Iorque, lançada pelo novo presidente da câmara, Zohran Mamdani, não é propriamente o “conto de fadas” que muitos inquilinos esperam, segundo Mark Ellwood, correspondente do Financial Times, que vive há quase três décadas no mesmo apartamento com renda estabilizada. Em primeira pessoa, Ellwood explica como a pouca rotatividade dos imóveis faz com que os controlos de preços beneficiem sobretudo quem já lá mora – e não os centenas de pessoas que procuram uma habitação acessível.
"Ter uma casa não é um luxo: é um direito humano", diz comissário europeu
“Ter uma casa não é um luxo: é um direito humano.” Foi desta forma que o comissário europeu, Dan Jørgensen, marcou a conferência da passada sexta-feira, que deu a conhecer o esperado Plano Europeu para a Habitação Acessível. Bruxelas escolheu Lisboa para apresentar a nova estratégia comunitária para afrontar a crise habitacional nos vários Estados-membros, e o responsável aproveitou para destacar a necessidade urgente de reformular as normas dos auxílios de Estado, bem como de criar uma plataforma europeia, que reúna investidores, autoridades públicas e parceiros sociais, e acelere a oferta de casas a preços acessíveis. Por seu lado, Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), pediu a Bruxelas um PRR exclusivo para habitação.
Rendas das casas descem 1,9% em janeiro – estão em queda há 3 meses
O início de 2026 trouxe novidades para o mercado de arrendamento. As rendas das casas em Portugal desceram 1,9% em janeiro face ao mesmo mês do ano anterior, num contexto de elevada procura, o que sugere que houve um crescimento da oferta de casas para arrendar no último ano, tendo em conta a lei da oferta e da procura. Assim, de acordo com o índice de preços do idealista (editor deste boletim), arrendar casa passou a ter o custo mediano de 16,1 euros por metro quadrado (euros/m2) no final de janeiro, afastando-se do máximo histórico de 17 euros/m2 registado em outubro de 2025. Esta tendência de descida das rendas das casas tem-se vindo a observar nos últimos três meses, com a variação trimestral a situar-se em -5,3%.
Segurança Social reage à IGF: só 18 dos 854 imóveis são casas vazias
A Inspeção-Geral de Finanças (IGF) detetou 854 frações da Segurança Social em estado devoluto em 2024, mas a entidade esclareceu que 836 desses imóveis estão “desadequados para habitação” e que “apenas 18” são casas vazias. Numa nota enviada às redações, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) esclareceu que a maioria dos imóveis contabilizados como devolutos pela IGF eram “unidades industriais, terrenos rústicos e arrecadações”, em estado de “recuperação ou sujeitos a ocupação abusiva, tratada em sede judicial”.
Crise na habitação: Segurança Social mantém 854 casas vazias
Portugal enfrenta uma crise habitacional sem precedentes, mas a Segurança Social mantém centenas de imóveis vazios e acumula milhões em dívidas. Uma auditoria da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) revela falhas estruturais graves na gestão do património imobiliário, com 854 frações devolutas e uma dívida acumulada de 33,7 milhões de euros entre 2019 e 2024. A situação afeta tanto habitações como lojas e terrenos, que continuam a gerar custos de manutenção para o Estado.
Mais de dois milhões de rendas estão fora do radar do Fisco
Num contexto de forte pressão sobre o setor da habitação e de crescente debate em torno das rendas e da fiscalidade, os números agora conhecidos revelam a dimensão do arrendamento informal em Portugal. Há mais de dois milhões de rendas que continuam fora do radar do Fisco, num mercado onde se estima existirem cerca de 3,7 milhões de casas arrendadas.
Portugal “é dos países mais afetados” pela crise habitacional na UE
O comissário europeu da Habitação, Dan Jørgensen, visita Lisboa no final da semana e admite que Portugal “é um dos países mais duramente afetados” pela crise habitacional da União Europeia (UE), prometendo instrumentos para controlar o Alojamento Local.
Arrendar casa em Leiria: autarquia vai criar mais 2 programas de apoio
A Câmara de Leiria vai criar mais dois programas de apoio ao arrendamento, tendo aprovado esta segunda-feira (dia 26 de janeiro), por maioria, em reunião do executivo municipal, o início dos respetivos regulamentos.“Vamos iniciar uma nova linha de trabalho em que pretendemos ter casas disponíveis pe