Alguma vez pensaste em como serão as casas ou os ateliês dos arquitetos? Reproduzem nos seus espaços o que transmitem nos projetos que desenham ou preferem uma dimensão diferente, mais intimista ou pessoal? O idealista/news leva-te aos lugares dos grandes nomes da arquitetura portuguesa, que nos abrem as suas portas para mostrar a decoração que escolheram para viver ou trabalhar, falar dos seus projetos, e contar a sua visão do design, refletindo sobre o estado atual da arquitetura.

Em casa do arquiteto José Guimarães

José Guimarães: “Reabilitar é prometer felicidade a um espaço que parecia nada"

José Guimarães é um arquiteto jovem que fundou no ano passado o seu atelier de arquitetura, José Studio. Depois de vários anos fora do país, o arquiteto voltou para viver Lisboa. O recente projeto de reabilitação no bairro de Campo de Ourique empurrou-o para as luzes da ribalta. Mas o seu caminho já tem outras histórias felizes nesta espécie de missa de transformar o velho em novo. “Reabilitar é prometer uma nova felicidade a um espaço que parecia nada”, explica José Guimarães.
João Castelo Branco

João Castelo Branco: “O luxo é um projeto bem pensado"

O dicionário de língua portuguesa diz-nos que a palavra ecologia tem origem no grego oikos (casa, lugar onde se vive) e logos (estudo), significando literalmente “estudo da casa” ou “estudo do ambiente onde se vive”. Neste atelier, localizado no Porto, o conceito é levado muito a sério e torna-se visualmente evidente em todos os projetos.
Nuno Ladeiro

Nuno Ladeiro: "O luxo está sempre associado à qualidade e ao detalhe"

É fácil ficar horas a ouvir o arquiteto Nuno Ladeiro a falar sobre o seu percurso profissional, a prova de que existe um mundo dentro da capacidade de fazer um desenho. Herdeiro de um sentido estético intenso, por parte da mãe, e o pragmatismo dos números por parte do pai, Nuno Ladeiro estudou arquitetura em Portugal e rumou a Itália para um mestrado em design industrial. No regresso a casa é desafiado para ser coordenador da zona de intervenção da Expo 98 e juntar a escala do urbanismo à sua experiência. Na sua história cabe ainda a empresa de mobiliário Dimensão, um nome tão marcante em Portugal. "Tenho uma abordagem ao projeto de arquitetura não tanto técnica, mas mais na sua componente artística", confessa.
Ren Ito

Ren Ito: "A arquitetura é um meio de enriquecer a vida das pessoas”

O português é quase perfeito. Percebe-se, apenas pela forma como fala, que o arquiteto Ren Ito, japonês a viver no Porto desde 2011, tem uma capacidade de ouvir muito especial. Talvez seja esse o segredo para perceber exactamente aquilo que os clientes querem, o respeito e o detalhe com que trabalha. O luxo é descrito como um processo igual a qualquer outro, “apenas com mais liberdade na escolha dos materiais”. Na verdade, é aqui que vive a contradição: os materiais utilizados na construção de luxo são muito mais duráveis e acabam por representar uma maior sustentabilidade financeira ao longo do tempo. “A arquitetura é um meio de enriquecer a vida das pessoas”, explica Ren Ito ao idealista/news para a rubrica Em casa do arquiteto.
Mário Martins

Mário Martins: “Fazer projetos é mais difícil em termos do labirinto burocrático”

Diz-se “arquiteto por acaso”, mas apaixonou-se perdidamente pela arquitetura. “Quando recebo um projeto para fazer e começo a fazer, é com o entusiasmo quase juvenil dos primeiros projetos. Ainda não perdi esse entusiasmo. Espero nunca o perder". Mário Martins nasceu em Lagos, e foi na cidade algarvia que desafiou o mercado e decidiu desenvolver a sua atividade desde 1988. Mesmo quando a opinião pública via a linguagem contemporânea como “mamarrachos”.
André Oliveira

André Oliveira: “Acreditamos que somos os espaços onde vivemos”

Um apartamento no centro de Viseu que nos faz sentir como num resort de luxo em qualquer lugar do mundo. Sente-se paixão pelo espaço e é exatamente na mesma intensidade que observamos os olhares trocados por este casal – André Oliveira e Liliana Costa, arquitetos e sócios fundadores do atelier Artspazios. Apaixonados um pelo outro, pelo equilíbrio, pela natureza, beleza e arte -  e pela vontade de criar espaços capazes de dar qualidade de vida às pessoas.
João Rodolfo

João Rodolfo: “Falta que se valorize a arquitetura como indispensável"

Apaixonado pela arquitetura e pela sua equipa, João Rodolfo é a personificação da liderança. Foi no Traçado Regulador – atelier que fundou em 1997 – sob o olhar curioso dos colaboradores, habituados à sua discrição, que nos recebeu. Embora acredite que a arquitetura é cada vez mais valorizada, reconhece que ainda há um caminho a percorrer para que “a sociedade a valorize como indispensável”.