ANMP sugere alterações ao programa do Governo Mais Habitação

Autarcas exigem que Mais Habitação dê resposta às necessidades do país

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) vai enviar ao Governo um conjunto de contributos para melhorar o programa Mais Habitação. O objetivo, garante Luísa Salgueiro, passa por dar resposta "às reais necessidades do país”. Segundo a presidente da associação, que falava no final de uma reunião do conselho diretivo, as propostas da ANMP “são vastas” e abarcam “vários dos aspetos do pacote”, elencando quatro contributos relacionados com a vida das autarquias. A ministra da Habitação, Marina Gonçalves, afirmou, entretanto, que a habitação é uma responsabilidade dos municípios em parceria com o Estado.
Como será o setor imobiliário em 2023?

Habitação: medidas serão insuficientes "para colmatar falta de oferta"

“Temas como a habitação continuarão a gerar discussão ao longo do ano, uma vez que as medidas anunciadas [pelo Governo] dificilmente serão suficientes para colmatar a falta de oferta de habitação”. Quem o diz é Eric van Leuven, diretor geral da Cushman & Wakefield (C&W) em Portugal. Segundo o responsável, é de esperar que este ano a atividade imobiliária “esteja mais contida” no país, devido ao “cenário económico que se vive na Europa”, ao qual “o mercado português não será imune”. 
Isenção de IMT em Lisboa

Habitação em Lisboa: Moedas insiste na isenção do IMT para jovens

A Carta Municipal de Habitação de Lisboa foi apresentada esta quinta-feira, dia 23 de fevereiro, pela autarquia. Na ocasião, o presidente da Câmara de Lisboa Carlos Moedas afirmou que a política de habitação tem de ser inclusiva e participativa, sem proibir ou impor, insistindo na isenção do IMT para jovens. Além disso, propôs ainda incluir os bairros municipais na Estratégia Local de Habitação de Lisboa, permitindo assim aplicar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na sua reabilitação, tendo identificado "13.150 situações de habitação indigna".
Mais habitação em discussão pública

Mais Habitação: 15 dias em consulta pública e sem propostas de lei

Quatro dias depois de ter sido aprovado pelo Conselho de Ministros, o pacote de medidas “Mais Habitação” foi colocado em consulta pública não com propostas ou decretos de lei (como é costume), mas sim com as principais explicações de cada medida para “facilitar” a participação dos cidadãos, empresas e associações. Portanto, os detalhes concretos das medidas que visam aumentar a oferta de habitação no país não são ainda conhecidos. Mas este novo documento, que estará em discussão até 10 de março, adiantou, por exemplo, que quem tem casas devolutas terá um prazo para dar uso ao imóvel, que as casas construídas com apoios públicos têm de ficar 25 anos em arrendamento acessível e que as taxas de esforço vão determinar os apoios ao crédito habitação e o pagamento das rendas. Explicamos o que já se sabe.
Reações às novas medidas para a habitação

"Mais Habitação": a chuva de reações às medidas do Governo

O Governo de António Costa apresentou o pacote de medidas “Mais Habitação” na passada quinta-feira que caiu como uma bomba no setor imobiliário. A ideia do Executivo socialista passa por intervir diretamente no mercado para criar mais oferta de habitação e, assim, ajustar preços. Mas os promotores, investidores, autarcas e associações do mercado muito têm criticado o fim dos vistos gold e das novas licenças para Alojamento Local, assim como o novo mecanismo ao controlo das rendas. Há ainda medidas que são vistas com bons olhos, como é o caso da simplificação dos licenciamentos.
Novas medidas para habitação

Em nome de "mais habitação", Governo vai intervir no mercado

Sem ter conseguido dar uma resposta efetiva à crise habitacional, que por vários motivos se tem vindo a agudizar em Portugal nos últimos anos, António Costa decidiu agora apresentar um novo plano de ataque, chamado "Mais Habitação". Com este novo programa, o Governo promete aumentar a oferta de casas no mercado e facilitar o acesso à habitação no médio prazo, mas também solucionar problemas mais imediatos para as famílias que necessitam de apoio, tanto no arrendamento como no crédito habitação. Para isso, o Governo de maioria absoluta optou agora por uma intervenção direta no mercado, com várias medidas que já estão a gerar polémica e contestação, como o fim dos vistos gold, a introdução de um limite ao aumento das rendas, a penalização ao Alojamento Local, a posse de casas vazias, assumindo o Estado um papel ambivalente de senhorio-inquilino.
Construção de casas em Portugal

Mais terrenos e edifícios para habitação e licenciamento mais rápido

Hoje, a falta de oferta de casas é uma “preocupação central” do país. E foi por isso mesmo que o Governo de António Costa criou várias medidas no novo pacote legislativo “Mais Habitação”, que visam aumentar o número de imóveis afetos a uso habitacional. Uma delas vem mesmo permitir que os imóveis autorizados para comércio e serviços possam ser convertidos em habitação, sem que para isso seja necessária qualquer licença. Outra medida passa por disponibilizar terrenos e edifícios públicos aos privados para a construção de habitação acessível.
Construção de casas em Portugal

Só se construiu 1 casa em Portugal por cada 9 vendidas em 2022

A falta de casas para comprar em Portugal tem sido apontada como um dos principais fatores que está por detrás da subida a pique dos preços das habitações no país. Isto porque a oferta de casas disponíveis para venda é muito inferior à procura, tornando-se, por isso, num bem ainda mais valioso. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) expressam bem esta realidade: só se construiu uma habitação por cada nove casas vendidas no país entre janeiro e setembro de 2022.
Procurar casa

Comprar casa: procura nacional arrefeceu na reta final de 2022

Em Portugal, o mercado residencial manteve-se estável e resiliente durante vários meses, mesmo depois de ter eclodido a guerra da Ucrânia, que fez subir a inflação e os juros no crédito habitação. Foi só no último trimestre de 2022 que os efeitos deste novo cenário económico começaram a ser sentidos, refletindo-se num arrefecimento da procura nacional pelas casas à venda, que se espelhou num menor número de casas vendidas. Por outro lado, os estrangeiros estão cada vez mais interessados em comprar casa em Portugal, aponta relatório anual do idealista/data.
Casas novas mais caras em Portugal

O desafio de comprar casa nova: há poucas e são bem mais caras

O panorama do mercado residencial português não é animador para quem pretende comprar casa. A oferta de casas no mercado é insuficiente e o parque habitacional está envelhecido. Além disso, os preços das casas não pararam de aumentar ao longo de 2022, mesmo com a alta inflação e a subida dos juros. Neste contexto, comprar uma casa nova tornou-se num desafio, já que a construção não acompanha as necessidades da procura, levando a que as habitações novas custem mais 32% que as casas usadas, revela relatório anual do idealista/data. Há ainda 6 cidades onde esta diferença é superior a 50%.
Comprar casa em Portugal

Guerra, juros e inflação: os efeitos no mercado residencial nacional

O ano de 2022 foi marcado pelo eclodir da guerra na Ucrânia, que estremeceu uma economia ainda fragilizada pela pandemia. A inflação e os juros no crédito habitação escalaram, enquanto o poder de compra caiu. E como é que este novo contexto impactou o mercado residencial em Portugal? O setor deu provas de resiliência. Mas no final de 2022 já se sentiu um abrandamento da procura de casas para comprar, bem como do montante total concedido em crédito habitação. Já o mercado de arrendamento esteve particularmente dinâmico ao longo do ano passado, mostra o relatório anual do idealista/data de 2022.
Consultoras imobiliárias aplaudem criação de Ministério da Habitação

Novo Ministério da Habitação: consultoras imobiliárias pedem ação

Marina Gonçalves já falou no Parlamento na condição de ministra da Habitação, a propósito da proposta de lei do PS sobre o Programa Nacional de Habitação, que foi apresentada e aprovada – são 22 medidas e um investimento total de 2.377 milhões para reforçar o parque público de habitação. O que é mais importante mudar/corrigir em Portugal agora que há um Ministério da Habitação? Colocámos esta pergunta a sete consultoras imobiliárias, que reclamam, por exemplo, alterações na carga fiscal, melhorias nos processos de licenciamento e uma aposta clara no aumento da oferta de habitação acessível. Ação é, portanto, palavra de ordem. 
Acesso à habitação em Portugal

Do 1º Direito à Porta 65: o que diz o Programa Nacional de Habitação?

O Programa Nacional de Habitação (PNH) proposto pelo Governo socialista de maioria absoluta obteve luz verde no Parlamento. O programa inclui um conjunto de 22 medidas para “salvaguardar o direito à habitação” e “garantir o acesso de todos a uma habitação adequada”.  E, para que isso seja possível, está previsto investir um total de 2.377 milhões de euros só para reforçar o parque público habitacional. O idealista/news analisou à lupa a proposta de lei aprovada e explica quais são as 22 medidas previstas no Programa Nacional de Habitação que vão ser colocadas em prática até 2026.
Comprar casa no Porto

Morar no Porto: preços das casas empurram famílias para as periferias

A cidade Invicta está repleta de histórias, tradições, património e cultura que encanta quem lá vive e atrai famílias de outras cidades para viver. Mas nem todas conseguem pagar uma casa para morar no concelho do Porto. Os preços das habitações para comprar e para arrendar estão em alta e muito acima dos rendimentos médios dos portugueses. E, por isso, milhares de famílias estão a ser empurradas para morar nos concelhos periféricos da Invicta. A questão é que também nos municípios limítrofes do Porto os preços das habitações estão a disparar, mostram os dados analisados pelo idealista/news.
Oferta de casas para comprar

Oferta de casas à venda em Portugal desceu 19% em 2022

O atual contexto de alta inflação, subida dos custos de construção e dos juros tem levado ao atraso de empreitadas e da chegada de novas casas ao mercado. Por outro lado, mesmo com os juros dos empréstimos da casa a escalar e a habitação com preços mais altos, as famílias continuam a comprar casa. Com a procura a superar a oferta, verificou-se uma descida de 19% no “stock” do parque habitacional português à venda no quarto trimestre de 2022, face ao que estava disponível no mesmo período de 2021, segundo um estudo do idealista, o principal Marketplace imobiliário do sul da Europa.
Preço das casas em Lisboa

Morar em Lisboa: famílias procuram cada vez mais a periferia

Melhorar a qualidade de vida está no topo das prioridades dos portugueses. E muitas vezes isso passa mesmo por mudar para uma casa com mais espaço e zonas exteriores. Mas, para muitas, não se trata de uma escolha. Com os preços das casas em Lisboa a alcançarem patamares incompatíveis com os rendimentos médios, milhares de famílias estão a ser empurradas para a periferia da capital. Mas também aqui as casas para comprar e para arrendar estão a ficar mais caras. O idealista/news mergulhou nos dados dos municípios da Grande Lisboa e explica tudo.
Preços das casas a subir em Portugal

Preço das casas em Portugal galopou em 2022 - mas há países onde caiu

Muito mudou em 2022. Num momento em que Portugal e o mundo se preparavam para recuperar da pandemia, foram surpreendidos pela guerra na Ucrânia e pelos seus choques económicos. A inflação começou a escalar na Europa e no mundo para valores máximos dos últimos anos, estimulando a subida de juros pelos bancos centrais, o aumento dos custos da construção, bem como o dos preços das casas. Hoje, as casas em Portugal estão 30% mais caras do que antes da pandemia. Mas, dado o atual contexto, é esperada uma correção dos preços das habitações em 2023, algo que já se vê em várias economias mundiais.
Procurar casa

Procura de casas arrefece com inflação e juros em alta, avisa o BdP

A elevada incerteza das projeções económicas, a potencial perda de rendimento das famílias por via da alta inflação e aumentos adicionais das taxas de juro nos créditos habitação poderão ter efeitos no mercado residencial, reduzindo a procura de casas para comprar e, por conseguinte, os preços das habitações, conclui o Banco de Portugal (BdP) no Relatório de Estabilidade Financeira de novembro de 2022, esta quarta-feira publicado. Além disso, todos estes fatores terão impacto ainda nas finanças das famílias, em especial das mais vulneráveis, aumentando o risco de incumprimento bancário.
Falta de casas em Lisboa

“Não há razão nem desculpa para haver 160 mil imóveis vazios na AML”

A falta de habitação é uma questão bem presente na Grande Lisboa. Com a subida dos preços das casas, cerca de 62% das famílias que vivem na Área Metropolitana de Lisboa (AML) têm de despender mais de 40% do seu rendimento para conseguir arrendar ou comprar casa. Mas, apesar da elevada procura e de haver vários incentivos à reabilitação de imóveis, há ainda cerca de 160.000 casas vazias na Grande Lisboa. “Não há, de facto, razão nem desculpa para estes imóveis estarem vazios”, sublinha Ana Pinho, ex-secretária de Estado da Habitação, em entrevista ao idealista/news.
Oferta de casas para arrendar

Casas para arrendar: oferta em Portugal desceu 53% num ano

Arrendar casa em Portugal está a ficar mais caro, tal como comprar casa. Mas, ainda assim, muitas das pessoas a viver em Portugal optam pelo mercado de arrendamento, de tal forma que a procura continua a ser muito superior ao stock de casas para arrendar. Os dados mais recentes do idealista mostram isso mesmo: a oferta de casas para arrendar em Portugal desceu 53% no terceiro trimestre de 2022, face ao stock que estava disponível no mesmo período de 2021, mostra o estudo do principal Marketplace imobiliário do sul da Europa.