O imobiliário do Grande Porto muito mudou nos últimos anos. As zonas costeiras foram valorizadas. E assistiu-se ao aumento de procura de habitação de alta qualidade. Foi aí que o M2O Group viu a oportunidade para desenvolver projetos residenciais premium, começando por Matosinhos Sul. Logo se expandiu para outras zonas do Norte, como a Foz do Douro (Porto) e Vila Nova de Gaia, “localizações que oferecem qualidade de vida, proximidade ao mar e uma valorização consistente do imobiliário”, revela Marcos Oliveira, CEO do M2O Group, ao idealista/news. E não vão ficar por aqui, tendo em vista chegar a Gondomar e até a Ponte de Sor, no Alentejo.
Na visão do CEO do grupo, o qual fundou junto de Marino Oliveira, “a localização continua a ser o principal motor de valorização” da habitação. E é nesse sentido que têm vindo a procurar “zonas consolidadas ou com forte potencial de crescimento, preferencialmente próximas do mar ou de centros urbanos relevantes”, explica. É o caso dos projetos Oporto Metropolitano e do RM Leça (em Matosinhos), por exemplo, que vão ficar concluídos em 2026.
É com esta visão que o M2O Group está a preparar novos projetos residenciais premium para os próximos anos, continuando “atentos a oportunidades em localizações estratégicas da região Norte”. Ao idealista/news, Marcos Oliveira avança que têm “prevista a construção de mais dois edifícios na zona da rotunda AEP, no Porto, assim como empreendimentos no Freixo (Gondomar), Foz (Porto), Granja (Vila Nova de Gaia) e em Ponte de Sor, no Alentejo”.
A localização, a qualidade arquitetónica e a sustentabilidade económica são os três principais fatores que têm em conta no desenvolvimento dos seus empreendimentos residenciais premium. E, neles, o luxo transparece no “espaço, luz natural, privacidade, conforto térmico e acústico, eficiência energética e uma forte relação entre arquitetura e envolvente”, descreve ainda Marcos Oliveira, reconhecendo que estas características também vão ao encontro das preferências de quem procura casa.
Quando e como surgiu a ideia de criar a promotora imobiliária M2O? E por que motivo decidiram começar a investir em Matosinhos Sul?
A M2O nasceu da leitura clara de uma mudança estrutural no mercado imobiliário da área metropolitana do Porto. Nos últimos anos, assistimos a uma valorização significativa das zonas costeiras e a um aumento da procura por habitação de elevada qualidade, tanto por compradores nacionais como internacionais.
Matosinhos Sul destacou-se como um território com características únicas: proximidade ao mar, forte qualidade urbana, excelente ligação ao Porto e um posicionamento cada vez mais internacional. Identificámos uma oportunidade clara para desenvolver projetos residenciais diferenciadores, com arquitetura contemporânea e um padrão de qualidade acima da média. Foi esse posicionamento que esteve na base da criação da M2O.
“A localização continua a ser o principal motor de valorização”
Quais são os principais fatores que têm em conta antes de iniciar um novo empreendimento residencial de luxo? Como contornam os desafios do setor (mão de obra, impostos…)?
No desenvolvimento de projetos imobiliários, especialmente no segmento premium, há três fatores absolutamente determinantes: localização, qualidade arquitetónica e sustentabilidade económica do projeto.
A localização continua a ser o principal motor de valorização. Procuramos zonas consolidadas ou com forte potencial de crescimento, preferencialmente próximas do mar ou de centros urbanos relevantes. Depois, existe um trabalho muito rigoroso de análise de mercado, desde o preço do terreno até ao perfil do comprador e à absorção prevista do produto.
O setor enfrenta desafios estruturais, nomeadamente custos de construção, escassez de mão de obra e complexidade dos licenciamentos. A forma de mitigar esses riscos passa por ter um planeamento rigoroso, equipas técnicas muito experientes e uma gestão financeira prudente.
Que conceito de luxo está na base do desenvolvimento das vossas casas?
O conceito de luxo mudou muito nos últimos anos. Hoje, não está necessariamente associado à ostentação, mas sim à qualidade de vida. Para nós, luxo significa espaço, luz natural, privacidade, conforto térmico e acústico, eficiência energética e uma forte relação entre arquitetura e envolvente. As casas que desenvolvemos são pensadas para serem intemporais, com uma linguagem arquitetónica contemporânea, mas equilibrada.
“Existe, hoje, também uma preocupação crescente com sustentabilidade, eficiência energética e tecnologia integrada nas casas”
Que tipo de construção utilizam e quais os materiais privilegiados?
Trabalhamos essencialmente com construção tradicional de elevada qualidade, que continua a oferecer a melhor combinação entre durabilidade, valorização do ativo e desempenho estrutural. Privilegiamos materiais nobres e resistentes — pedra natural, madeira, caixilharias de alto desempenho térmico, sistemas avançados de isolamento e equipamentos que garantam eficiência energética e conforto. Existe, hoje, também uma preocupação crescente com sustentabilidade, eficiência energética e tecnologia integrada nas casas.
Quem são os principais compradores das vossas casas de luxo? Quais as principais nacionalidades e finalidades?
A maioria dos nossos compradores são famílias que procuram habitação própria em localizações privilegiadas da região do Porto. Temos também um número relevante de investidores e de clientes internacionais. Nos últimos anos, tem havido procura crescente por parte de compradores estrangeiros - sobretudo europeus e brasileiros - que procuram qualidade de vida, segurança e proximidade ao mar. Portugal continua a afirmar-se como um destino residencial muito competitivo a nível europeu.
“A Foz do Douro e as praias de Vila Nova de Gaia têm um enorme potencial residencial”
Que características das casas premium são hoje mais valorizadas?
Os compradores estão cada vez mais exigentes. Valorizam sobretudo:
- localizações exclusivas;
- elevada eficiência energética;
- domótica e tecnologia integrada;
- boas áreas interiores;
- espaços exteriores privados;
- privacidade e conforto.
A pandemia também reforçou muito a importância da casa como espaço de vida e não apenas como ativo imobiliário.
A M2O começou em Matosinhos Sul e expandiu-se para a Foz do Douro e para as praias de Vila Nova de Gaia. O que motivou essa expansão?
A expansão foi um processo natural. À medida que consolidámos a nossa presença em Matosinhos, começámos a olhar para outras zonas premium da região. A Foz do Douro e as praias de Vila Nova de Gaia têm um enorme potencial residencial e continuam a registar uma procura muito forte. São localizações que oferecem qualidade de vida, proximidade ao mar e uma valorização consistente do imobiliário.
“A venda em planta tem ganho cada vez mais importância”
Quantas casas de luxo já desenvolveram e qual o volume de investimento?
Ao longo dos últimos anos, a M2O tem vindo a desenvolver vários projetos residenciais premium na região do Porto. No total, estamos a falar de dezenas de unidades habitacionais de gama alta, com um volume global de investimento que ascende a várias dezenas de milhões de euros. A procura tem sido bastante sólida e em muitos casos as unidades são comercializadas ainda em fase de projeto.
Notam maior procura por casas em planta?
Sim. A venda em planta tem ganho cada vez mais importância. Permite aos compradores acompanhar o desenvolvimento da casa desde o início e, em alguns casos, adaptar determinados elementos às suas preferências. Para o promotor também é uma forma de reduzir risco e alinhar melhor o produto com o mercado.
“Os empreendimentos que desenvolvemos junto ao mar têm sempre um significado especial”
Há algum projeto que vos tenha dado especial satisfação desenvolver?
Cada projeto tem o seu caráter, mas os empreendimentos que desenvolvemos junto ao mar têm sempre um significado especial. Existe uma relação muito particular entre arquitetura, luz e paisagem nessas localizações, que permite criar casas verdadeiramente únicas.
Porque decidiram criar a RM Promo em parceria com a RJB Home? O que trazem de novo as RM Villas para o mercado de Matosinhos?
A criação da RM Promo resulta da vontade de juntar competências complementares no desenvolvimento imobiliário. A parceria com a RJB Home permite reforçar a capacidade de execução de projetos e acelerar o desenvolvimento de novas oportunidades.
As RM Villas representam uma nova geração de moradias contemporâneas em Matosinhos, com grande atenção ao detalhe, qualidade construtiva e arquitetura diferenciadora, enquanto o RM Leça é um empreendimento pensado para responder a novos estilos de vida urbanos, combinando arquitetura contemporânea, tipologias eficientes e espaços comuns diferenciadores, como a zona de coworking e a lavandaria partilhada. Faremos mais projetos no futuro, seguramente.
"O mercado imobiliário está a atravessar uma fase de ajustamento, mas acreditamos que o segmento residencial de qualidade continuará a ter procura sólida"
Há outras novidades na manga da M2O para 2026?
Estamos a preparar novos projetos para os próximos anos e continuamos atentos a oportunidades em localizações estratégicas da região Norte. O mercado imobiliário está a atravessar uma fase de ajustamento, mas acreditamos que o segmento residencial de qualidade continuará a ter procura sólida. Portugal tem fatores estruturais muito fortes - qualidade de vida, segurança, clima e atratividade internacional - que continuam a posicionar o país como um destino residencial relevante.
2026 ficará, antes de mais, marcado pela conclusão de projetos como o Oporto Metropolitano (através da Four Promo, empresa do M2O Group, em parceria com o bbgourmet Group), RM Leça, Leça Gold, Edifício Jardim de Matosinhos e Empreendimento Brito Capelo & Roberto Ivens. Avançámos igualmente para a mudança para um escritório com maiores dimensões e valências em Matosinhos, já concluída.
Em 2027, prevemos concluir o empreendimento Madalena Vila Mar, em Vila Nova de Gaia, e os edifícios D. João I em Matosinhos e Marechal Saldanha na Foz, no Porto.
Além disso, temos projetos em curso como as Valadares Villas, um empreendimento residencial de dez moradias T3 na segunda linha de praia, ou o República 869, numa das localizações mais desejadas de Matosinhos, que divulgámos recentemente.
Entre os projetos futuros e ainda não divulgados, podemos revelar que temos prevista a construção de mais dois edifícios na zona da rotunda AEP, no Porto, assim como empreendimentos no Freixo (Gondomar), Foz (Porto), Granja (Vila Nova de Gaia) e em Ponte de Sor, no Alentejo.
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