Os inquilinos que vivem em casas arrendadas em Portugal continuam a pagar rendas cada vez mais caras, com a subida a estabilizar em torno dos 5% nos últimos meses, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este crescimento das rendas das casas efetivamente pagas pelos arrendatários pode ser explicada pela atualização anual das rendas permitida por lei.
“A variação homóloga das rendas de habitação por metro quadrado foi de 5,2% em junho de 2026, um valor idêntico no mês anterior”, detalha o INE no boletim publicado esta sexta-feira, dia 10 de julho. Todas as regiões apresentaram aumentos nas rendas das casas, tendo a Madeira registado a subida mais intensa (+7,0%).
Estes dados revelam que as rendas pagas pelos inquilinos – que têm em conta todos os contratos de arrendamento atualmente em vigor – têm vindo a estabilizar a subida em torno de 5% desde o início do ano, depois de passarem vários meses a desacelerar.
Em termos de variação mensal, o valor médio das rendas de habitação por metro quadrado também ficou praticamente estável, em 0,4% (0,3% no mês anterior). “A região com a variação mensal positiva mais elevada foi a Península de Setúbal (0,7%), tendo as restantes regiões apresentado variações positivas com a exceção do Alentejo, que apresentou uma variação mensal de -0,2%”, refere o INE na publicação.
Ao longo do ano, os inquilinos poderão ver as rendas das casas a serem atualizadas assim que o contrato de arrendamento existente completar 12 meses. O coeficiente de atualização das rendas fixado por lei para é de 2,24% em 2026. E caso os senhorios não tenham aumentado as rendas nos últimos três anos, podem mesmo acumular atualizações, o que significa que algumas rendas podem subir até 11%.
Estes dados das rendas efetivamente pagas pelos inquilinos foram divulgados pelo INE numa altura em que o Governo aprovou em Conselho de Ministros uma reforma ao arrendamento, onde inclui medidas que podem tocar os contratos já existentes, como é o caso da simplificação dos despejos por incumprimento de pagamento de renda. Todas as medidas, explicadas neste artigo do idealista/news, ainda têm de passar pelo crivo do Parlamento.
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