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Prestação da casa sobe nos contratos indexados à Euribor a seis meses

Taxa Euribor a seis meses é a mais usada no País para efeitos de crédito à habitação.
Autor: Redação

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), surpreendeu ao cortar a taxa de referência de 0,5 para 0,25%, colocando os juros num novo mínimo histórico. A decisão já está a afetar as famílias que pediram dinheiro emprestado ao banco para comprar casa, mas não todas: as que têm crédito à habitação indexado à taxa Euribor a seis meses – a mais usada no País – até vão pagar uma prestação um pouco mais elevada em janeiro.

Segundo as contas do Jornal de Negócios, as Euribor reagiram em baixa com o corte da taxa por parte do BCE, mas a subida das taxas indexadas a contratos a seis meses não foram totalmente anuladas. Assim, os contratos que tiverem revisão em dezembro vão pagar um pouco mais a partir de janeiro: num crédito de 100 mil euros a 30 anos, com um "spread" de 0,7%, a prestação aumenta 0,4%, de 321,59 para 322,88 euros.

Trata-se de uma subida que, apesar de ligeira, não afetará os portugueses que têm os respetivos créditos à habitação indexados à Euribor a três meses. Nestes casos, e tendo por base a simulação em cima, a mensalidade a pagar ao banco baixa de 318,25 para 318,07 euros, menos 0,06%.