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Está traçado um cenário otimista para o mercado imobiliário em Portugal e na Europa em 2025, tendo em conta as perspetivas de crescimento económico, recuperação de poder de compra e de queda dos juros. Todos estes fatores vão continuar a dar ânimo à compra de casas e ao investimento em escritórios, logística e retalho, que iniciaram a rota de recuperação no ano passado. E também deverão incentivar a construção de casas e de outros projetos imobiliários. Mas será na medida certa? Não há dúvidas entre especialistas de que a oferta de casas a preços acessíveis vai continuar a ficar aquém das necessidades da procura, antecipando-se um agravamento da crise na habitação em 2025 no país.
É caso para dizer que “há vida” no setor imobiliário além do segmento residencial. O ano de 2024 fica marcado por relatos de notícias animadoras, com vários negócios e/ou investimentos consumados ou em vias de ter luz verde. O retalho e a logística centraram atenções e o setor hoteleiro, alavancado pelo turismo e pela atratividade de Portugal enquanto destino de férias, também deu sinais de resiliência. Mais animado mostrou estar ainda o segmento de escritórios, que parece estar a ganhar uma segunda vida após o “fantasma” da pandemia. Passamos em revista o ano de 2024 no que diz respeito ao imobiliário comercial.
São precisas mais casas para dar resposta à crise na habitação na qual se encontra Portugal. Esta certeza não é de agora, tal como não é a de que é crucial dinamizar o mercado de arrendamento. Para tal é fundamental aumentar a oferta de casas no mercado, até para que os preços – que continuam a subir – possam baixar. Estará o novo simplex dos licenciamentos urbanos já a trazer resultados nesse sentido? E as alterações à lei dos solos serão positivas para o mercado imobiliário, nomeadamente no segmento residencial? Damos respostas a estas e outras perguntas neste artigo, no qual passamos em revista o que de mais importante se passou no país em 2024 no setor imobiliário.
Há uma nova tendência identificada no mercado imobiliário português. Os habituais investidores em habitação estão a olhar cada vez mais para imóveis comerciais, como lojas de rua, pequenos hotéis ou supermercados. Isto acontece por vários motivos, como a procura por retornos mais elevados, segurança e gestão descomplicada dos seus ativos.
O mercado de investimento imobiliário comercial em Portugal está dinâmico, tendo o terceiro trimestre dado sinais de recuperação da confiança dos investidores. Segundo Paulo Silva, Head of Country da Savills, apesar dos desafios ainda existentes, “como um quadro macroeconómico que ainda sugere cautela e tensões geopolíticas”, o cenário é de otimismo: “Acreditamos que a reta final de ano marcará um novo impulso e em 2025 os volumes de investimento deverão recuperar a níveis anteriores a 2023”.
O Banco Central Europeu (BCE) mostra-se preocupado com a estabilidade financeira da zona euro, perante a incerteza económica, geopolítica e comercial. E o imobiliário não está nos seus melhores dias, uma vez que está num “mínimo desde a crise financeira global”, admite o regulador europeu.
O mercado imobiliário português está a dar sinais de resiliência, antecipando-se uma reta final de ano interessante e com vários negócios a serem concluídos, nomeadamente no segmento comercial. Esta é uma das conclusões a retirar do estudo da Prime Yield “FLASH - Mercado Imobiliário de Portugal 2024”.
O setor industrial e logístico continua a dar cartas em Portugal e tem mesmo vindo a destacar-se como um segmento “estrela” do imobiliário. Em 2024, o nível de ‘take-up’ da área situou-se em 443.000 metros quadrados (m2), representando um crescimento de 31% quando comparado com a absorção registada em 2023 (de 337.000 m2).
Após um arranque de ano relativamente “morno”, a atividade no mercado imobiliário português voltou a acelerar no 3º trimestre, segundo o mais recente relatório da JLL. Destacam-se os segmentos de logística e escritórios, onde a absorção até setembro já supera a de todo o ano 2023.
O investimento em imobiliário comercial caiu – e muito – com o ciclo de subida dos juros e aperto das condições de financiamento ao longo de 2023. E embora este mercado esteja a dar sinais de recuperação este ano, o Banco Central Europeu (BCE) continua a alertar para a exposição dos bancos ao imobiliário comercial. Em Portugal, esta exposição da banca ao imobiliário comercial é reduzida.
Os segmentos de retalho, logística e escritórios estão a impulsionar o investimento imobiliário comercial em Portugal, tendo sido investidos no terceiro trimestre do ano 342 milhões de euros, um crescimento de 39% face ao período homólogo e de 9% em relação ao trimestre anterior. Em causa estão dados divulgados recentemente pela CBRE.
A DWS, unidade de gestão de ativos do banco alemão Deutsche Bank, colocou à venda três centros comerciais em Portugal: o Nosso Shopping, em Vila Real, o Alma Shopping, em Coimbra, e o Forum Madeira, no Funchal. Trata-se de uma operação de mercado que visa aproveitar o momento de recuperação que se vive no imobiliário comercial a nível nacional, nomeadamente no segmento de retalho.
O mercado imobiliário comercial continua resiliente em Portugal, tendo sido transacionados cerca de mil milhões de euros até setembro. E é o setor do retalho que tem arrecadado a maior fatia deste investimento. Um maior crescimento do investimento em imóveis comerciais no nosso país é só esperado para 2025, refletindo os efeitos da descida das taxas de juro.
O segmento de retalho – centros comerciais, retail parks, comércio de rua e supermercados – em Portugal está cada vez mais no radar dos investidores imobiliários. Em entrevista ao idealista/news, Miguel Nascimento, Head of Retail da consultora imobiliária RPE Portugal, confirma esse cenário, salientando que o ano de “2024 está a revelar-se excecional” e que “o primeiro trimestre de 2025 também deverá sentir esse ‘momentum’, com o fecho de processos que vão transitar de 2024”.
Comprar casa em Portugal parece ser uma tarefa cada vez mais complicada, sobretudo para a chamada classe média, visto que os preços não pararam de subir nos últimos anos. Numa década, o preço médio de uma habitação mais que duplicou, tendo disparado 106%. Se um imóvel em 2013 valia em média 102.000 euros, em 2023 o mesmo ativo está avaliado em 212.000 euros, segundo dados divulgados esta terça-feira (15 de outubro de 2024) pela CBRE.
O mercado imobiliário comercial português mantém-se forte, dinâmico e com expectativas muito positivas para os próximos trimestres, segundo Jorge Bota, Managing Partner da B. Prime. De acordo com o responsável, a “estabilização das taxas de juro vai gerar mais confiança aos investidores e promotores imobiliários, permitindo o retomar de vários projetos que são essenciais para um mercado ávido de oferta de qualidade nas melhores localizações.”
Os centros das cidades mudaram com a pandemia. Antes, era lá que as grandes empresas apostavam em escritórios, porque era também lá que os jovens talentos queriam viver. Mas tudo mudou. Grandes centros urbanos, como Los Angeles (EUA), estão a sofrer com a turbulência imobiliária comercial, e a viver duas realidades distintas: zonas centrais envelhecidas e pouco atrativas que contrastam com bairros nas periferias que estão a crescer e prosperar.
O ambiente imobiliário global enfrenta vários desafios, desde as políticas monetárias dos bancos centrais que afetam os empréstimos até à situação geopolítica e as pressões de investimento contra as mudanças climáticas.
Com 40 anos de vida, da carteira de projetos da Jamestown fazem parte edifícios emblemáticos como o One Times Square ou o Chelsea Market, ambos em Nova Iorque (EUA).
No final dos primeiros seis meses de 2024, o mercado de investimento em imobiliário comercial registou uma descida homóloga de 10%, cifrando-se o volume total de investimento neste período nos 690 milhões de euros.