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Mercado de compra e venda de casas sobrevive com pechinchas

Quem compra tenta negociar bastante os preços e quem vende nem sempre está disposto a baixá-los.
Autor: Redação

Os últimos dados permitem concluir que o setor imobiliário português começou a recuperar, sendo que o mercado de arrendamento ganha força e são vendidas menos casas que em anos anteriores. Conclusão: quem compra tenta negociar bastante os preços, procurando pechinchas, e quem vende nem sempre está disposto a baixá-los.    

De acordo com o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, as estimativas apontam para que em 2013 se tenham vendido 96,9 mil casas, menos 20% do que no ano anterior. Já o Instituto Nacional de Estatística (INE) conclui que a quebra é de 68%, face a 2003.

O Dinheiro Vivo conta a história de pessoas que sentiram na pele os efeitos desta tendência de mercado. Ana Teresa Figueiredo tem há três anos uma moradia para venda em Porto Salvo, no concelho de Oeiras. Teve várias visitas e propostas e uma quase se concretizou, mas o casal de idosos que estava interessado não conseguiu crédito. Depois apareceu uma figura pública que ofereceu um valor tão baixo que Ana Teresa teve de recusar.

“Estou a vender por 99 mil euros. É um T2+1, tem um pequeno pátio à frente e outro atrás, e uns 130 m2. Ofereceu-me 60 mil euros... era muito pouco”, contou, salientando que está a pensar pôr a casa para arrendar, por uns 450 ou 500 euros, como lhe sugeriu a angariadora imobiliária, “para a casa não ficar parada e ter algum rendimento”.

Em situação semelhante encontra-se Mónica [nome fictício]. Vive num T2 na Maia, comprado há 14 anos por 70 mil euros, e está a tentar vendê-lo há quase quatro. “Inicialmente pedimos 100 mil euros e fomos baixando até ao preço de compra, mas agora pensamos arrendar uma casa nova e pôr esta a render por um valor que dê para pagar a prestação, que já está baixinha. Tenho dois filhos pequenos e já não cabemos aqui. Queria um quarto para cada um”, explicou, citada pela publicação.