Descida de juros e IMT Jovem impulsionam procura por crédito habitação
A descida das taxas de juro, a confiança dos consumidores e o regime fiscal (como a isenção de IMT para jovens) está a dar um novo ânimo à procura por crédito habitação em Portugal, que cresceu no final de 2024.
Habitação valoriza 13,7% para a banca (há novo recorde em dezembro)
Há cada vez mais casas a serem avaliadas pelos bancos, com vista a aceder ao crédito habitação. E também por valores cada vez mais elevados. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que o valor mediano da avaliação bancária na habitação aumentou para 1.747 euros por metro quadrado (euros/m2) em dezembro, mais 13,7% face ao período homólogo. Este é mesmo o maior valor de que há registo.
Da construção à mobilidade: “Habitação precisa de abordagem holística”
É preciso olhar para a crise do acesso à habitação em Portugal de vários ângulos e perspetivas. Não há apenas uma medida que vá resolver um problema que se tem vindo a agudizar há anos no país. “A questão requer uma abordagem holística numa série de dimensões, nomeadamente que incidam sobre a questão dos custos (licenciamentos, terrenos, fiscalidade e construção), para que possamos ter casas mais baratas e que os portugueses possam comprar”, defende Pedro Brinca, economista e investigador na Nova School of Business and Economics (NovaSBE), em entrevista ao idealista/news.
10 dicas simples para poupar dinheiro todos os meses (sem sofrer)
Vamos ser sinceros: o dinheiro não estica. Mas com alguns truques fáceis de aplicar, vais ver que é possível chegar ao fim do mês com mais folga — e até juntar algum para os teus objetivos.Como diz o ditado: “no poupar é que está o ganho”.
IRS 2025: o que muda e o que se mantém?
O sistema de IRS tem vindo a ser ajustado para acompanhar as mudanças económicas e responder às necessidades dos contribuintes.
Terminal de Campanhã: construtora exige 6,7 milhões por trabalho extra
A empresa construtora do Terminal Intermodal de Campanhã (TIC) exigiu em tribunal 6,7 milhões de euros à empresa municipal Gestão e Obras do Porto (GO Porto) por trabalhos adicionais, segundo um processo a que a Lusa teve acesso.De acordo com uma ação da construtora Alexandre Barbosa e Borges (ABB)
Taxa de esforço sobe no arrendamento – mas desce para compra de casa
O mercado de habitação voltou a ficar mais caro em 2024, com os preços das casas para comprar a subir 10,4% num ano e as rendas a registar um aumento de 4,7%. Mas os salários das famílias continuam a não acompanhar o ritmo. Isto explica o facto do esforço financeiro exigido para arrendar uma casa em Portugal ter subido para 83% no final de 2024, dois pontos percentuais (p.p.) acima dos 81% registados no mesmo período de 2023. Já na compra de casa, a tendência foi inversa: a taxa de esforço nacional caiu de 72% para 70% em dezembro de 2024, o que pode estar relacionado com a descida dos juros no crédito habitação, tal como se pode concluir a partir da mais recente análise do idealista, editor deste boletim.
Imobiliário em 2025: setor retoma, mas habitação e políticas preocupam
Espera-se que 2025 seja um ano de consolidação para o imobiliário português, marcado pela recuperação contínua após a instabilidade vivida em anos anteriores.
Isenção de IMT: jovens com baixos salários pedem mais crédito da casa
Há cada vez mais jovens a procurar casas para comprar com os novos apoios públicos anunciados, desde a isenção de IMT e Imposto de Selo (IS) à garantia pública.
Crédito habitação: juros voltam a cair para 4,091% em dezembro
As recentes descidas da Euribor e a contratação de taxas mistas mais acessíveis têm contribuído para a diminuição dos juros nos contratos de crédito habitação em Portugal. E em dezembro voltou a registar-se este decréscimo das taxas para 4,091%, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta trajetória é ainda mais notória nos novos empréstimos da casa, com os juros a cair para 3,349% no último mês do ano passado.
Trump volta à presidência dos EUA: como pode afetar a economia da UE?
Donald Trump ainda não iniciou funções, mas já deixou a União Europeia (UE) em sobressalto, ameaçando com tarifas adicionais sobre importações e com declarações sobre uma possível anexação da Gronelândia, território da Dinamarca.Às ameaças do republicano de 78 anos, vencedor das eleições presidencia
Arrendar casa em Portugal: oferta dispara 59% no final de 2024
A atividade de arrendamento contraiu em meados do ano passado, o que pode ser justificado quer pela falta de oferta, quer pelos novos estímulos à compra de casa (queda dos juros ou isenção de IMT Jovem). Este menor dinamismo no arrendamento, a par da maior rentabilidade nos imóveis comprados para arrendar e chegada de novos empreendimentos imobiliários ao mercado, podem ajudar a explicar o facto de a oferta de casas para arrendar em Portugal ter aumentado 59% no final de 2024 face ao que estava disponível no mesmo período de 2023, segundo revela a análise de dados do idealista, o principal Marketplace imobiliário do sul da Europa e editor deste boletim.
Nova Iorque quer limitar compra de casas por grandes fundos
Depois de restringir o mercado de arrendamento de curta duração, Nova Iorque agora está de olho em fundos de investimento imobiliário para enfrentar a crise imobiliária que afeta a cidade.
Do IUC ao IRS: Governo aprova 30 medidas para simplificar impostos
O Governo aprovou um conjunto de três dezenas de medidas de simplificação fiscal, que incluem mudanças no pagamento do IUC, nas faturas dos recibos verdes ou ainda nos prazos do IRS.
Casas à venda em Portugal: oferta abranda subida no final de 2024
A compra de casa em Portugal ganhou um novo fôlego na segunda metade de 2024, alimentada pela descida dos juros no crédito habitação e isenção de IMT para os jovens. E este aumento na venda de imóveis residenciais ajuda a explicar a desaceleração sentida na subida de oferta de casas à venda em Portugal: cresceu apenas 2% no final de 2024 face ao mesmo período do ano anterior (no trimestre anterior tinha subido 5%), segundo revelam os dados analisados pelo idealista, o principal Marketplace imobiliário do sul da Europa e editor desta newsletter.
Construir (e viver em) casas mais pequenas: tendência ou necessidade?
Aumentar a oferta de casas no mercado, nomeadamente para a chamada classe média, é a solução apontada pela generalidade dos players do setor imobiliário para dar resposta à crise na habitação que se instalou em Portugal. Será, por exemplo, que se estão a construir casas mais pequenas no país, sendo esta uma nova “tendência” do mercado? “Se estivermos a falar do mercado residencial para portugueses, concordo”, começa por dizer ao idealista/news Luís Corrêa de Barros, CEO da promotora imobiliária Habitat Invest, salientando que é “uma das poucas formas que os promotores encontram para colocar no mercado residências acessíveis aos portugueses”.
Remodelações: como tornar a casa mais eficiente
A tua casa pode transformar-se num espaço onde poupas energia, reduzes custos e contribuis para um futuro mais sustentável. Se estás a pensar em remodelações, há várias maneiras de reforçares a eficiência da tua casa, tornando-a mais funcional, confortável e amiga do ambiente.
“Casas de luxo tendem a criar emoções e oferecem experiências especiais”
“Os clientes têm expectativas mais exigentes quando compram um imóvel de luxo, e existe uma procura cada vez maior de um estilo de vida exclusivo através de serviços personalizados”. Quem o diz é Miguel Poisson, CEO da Portugal Sotheby’s International Realty, em entrevista ao idealista/news. “Os imóveis de luxo tendem a criar emoções e oferecem experiências especiais”, acrescenta, revelando que são muitos os portugueses que estão a investir no segmento residencial premium: “Em 2024, notámos uma distribuição significativa entre os clientes, com 57% nacionais e 43% internacionais (em alguns anos, a percentagem de estrangeiros é superior à de portugueses)”.
Comprar casa na pandemia e vender em 2025: o plano de 32% americanos
Quando estalou a pandemia, em 2020, foram vendidas 822 mil casas nos EUA, o valor mais elevado desde 2006 (altura em que foram adquiridas mais de 1 milhão de habitações), segundo revelam os dados da Statista. Agora, um estudo da agência imobiliária Bright MLS revela que um em cada três norte-americanos que compraram casa desde o início da pandemia, planeia vendê-la em 2025.
Alta procura e poucas casas: os desafios da promoção imobiliária em 2025
São precisas mais casas em Portugal para dar resposta(s) à procura existente. E casas que possam ser compradas pela generalidade das pessoas, nomeadamente as da chamada classe média. O alerta não é de agora, sendo este um cenário traçado há já muito tempo pelos vários players do setor imobiliário em Portugal. Do lado dos promotores, há vontade para investir e apostar no aumento da oferta de habitação, que ainda não deverá acontecer – pelo menos em escala, de forma a fazer face às necessidades – em 2025, antecipam. E são muitos os desafios existentes, “feridas” de um passado que teimam em não sarar.