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Sem ter conseguido dar uma resposta efetiva à crise habitacional, que por vários motivos se tem vindo a agudizar em Portugal nos últimos anos, António Costa decidiu agora apresentar um novo plano de ataque, chamado "Mais Habitação". Com este novo programa, o Governo promete aumentar a oferta de casas no mercado e facilitar o acesso à habitação no médio prazo, mas também solucionar problemas mais imediatos para as famílias que necessitam de apoio, tanto no arrendamento como no crédito habitação. Para isso, o Governo de maioria absoluta optou agora por uma intervenção direta no mercado, com várias medidas que já estão a gerar polémica e contestação, como o fim dos vistos gold, a introdução de um limite ao aumento das rendas, a penalização ao Alojamento Local, a posse de casas vazias, assumindo o Estado um papel ambivalente de senhorio-inquilino.
O pacote "Mais habitação", que obteve luz verde esta quinta-feira pelo Conselho de Ministros, trouxe novos apoios às famílias que estão a pagar créditos habitação. Em concreto, o Governo vai bonificar em 50% os juros dos créditos habitação até 200 mil euros, de famílias que recebam até 38.632 euros anuais e cujo aumento dos juros supere o teste de stress. E vai prever a isenção de mais-valias para quem venda casas para amortizar créditos habitação. Além disso, os bancos passam a ser obrigados a apresentar oferta de taxas fixas.
O Governo já apresentou o novo pacote de medidas de apoio à habitação. O programa “Mais Habitação” procura responder de “forma integral e completa em todas as dimensões que precisamos de agir para responder ao problema da habitação”, segundo as declarações do primeiro-ministro, António Costa, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023. O idealista/news preparou um guia com o resumo das medidas que integram o novo pacote legislativo e que visam estimular o mercado de arrendamento, assim como a agilizar e incentivar a construção.
O Banco Central Europeu (BCE) está seguro de que a sua política monetária deverá apertar ainda mais, apesar das perspetivas para a evolução da economia europeia terem melhorado no início deste ano. A presidente do regulador Christine Lagarde reforçou que vai mesmo haver uma nova subida das taxas de juro diretoras, em 50 pontos base, na próxima reunião agendada para março. Mas há quem defenda, dentro do Conselho do BCE, que as taxas de juro devem aumentar menos à medida que a inflação na Zona Euro desce.
A reta final de 2022 encheu o mercado de dúvidas. Com a inflação em alta, os juros a subir a grande velocidade, a crise energética e a guerra na Ucrânia, muitos previam uma recessão económica e um forte impacto destes fatores no setor imobiliário. Apesar de as incertezas ainda exigirem cautela e de se esperar um ajuste nas avaliações imobiliárias e uma queda no investimento, os responsáveis pelas grandes empresas imobiliárias presentes em Espanha, e algumas em Portugal, pintam um cenário menos pessimista para os próximos meses, traçando perspetivas para 2023 melhores do que o esperado.
O Parlamento debateu esta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, um diploma do PCP que previa a criação de um regime para proteger a habitação própria e evitar situações de incumprimento, como forma de responder ao “problema gravíssimo” gerado pelo aumento das taxas de juro. Mas esta a proposta do PCP acabou mesmo chumbada na casa da democracia.
O Conselho de Ministros vai discutir e aprovar esta quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023, um novo pacote legislativo para responder à crise habitacional que Portugal atravessa. O Governo assumiu a habitação acessível como um dos maiores desafios da atualidade, e pretende pôr em prática várias medidas para estimular o mercado de arrendamento, assim como agilizar e incentivar a construção. O documento ainda não está fechado, mas o primeiro-ministro, António Costa, levantou a “ponta do véu” sobre o que aí vem.
A dinâmica do arrendamento em Portugal tem espelhado bem a lei da oferta e da procura, que ajusta os preços das casas. A procura de casas para arrendar mais que duplicou em 2022, tendo absorvido a oferta disponível no mercado, de tal forma que, no final do ano passado, o stock de habitação atingiu o nível mais baixo desde 2019. Já os preços das casas para arrendar subiram a alta velocidade ao longo de 2022, tendo terminado o ano registando o valor médio recorde de quase 13 euros/m2, aponta relatório anual do idealista/data. O mesmo comportamento foi observado no mercado de Lisboa e do Porto.
Tal como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) voltou a subir as taxas de juro diretoras em 50 pontos base, no arranque de fevereiro. E depois de cinco aumentos seguidos, Christine Lagarde, presidente do BCE, avisou que as subidas não vão ficar por aqui. Num relatório com críticas dirigidas ao BCE, o Parlamento Europeu diz ser fundamental que o guardião do euro justifique melhor as subidas das taxas, exigindo, para isso, um maior escrutínio.
As associações do setor imobiliário consideram que um choque fiscal, agilização do licenciamento urbanístico e estabilidade legislativa são medidas fundamentais, defendendo que devem constar do pacote sobre habitação que o Governo aprova esta semana.
Muito se tem ouvido falar na rápida subida das taxas de juro nos créditos habitação, num momento em que o contexto económico e financeiro está a mudar. E aqui entram termos específicos como é o caso das taxas Euribor. Mas, afinal, o que é exatamente a Euribor? E como é que estas taxas de referência afetam as famílias que têm empréstimo habitação (ou pensam contratar)? Explicamos tudo neste artigo.
As associações de proprietários duvidam da eficácia do novo pacote legislativo sobre habitação que o Governo vai aprovar esta semana e pedem estabilidade e reversão de medidas gravosas.
O panorama do mercado residencial português não é animador para quem pretende comprar casa. A oferta de casas no mercado é insuficiente e o parque habitacional está envelhecido. Além disso, os preços das casas não pararam de aumentar ao longo de 2022, mesmo com a alta inflação e a subida dos juros. Neste contexto, comprar uma casa nova tornou-se num desafio, já que a construção não acompanha as necessidades da procura, levando a que as habitações novas custem mais 32% que as casas usadas, revela relatório anual do idealista/data. Há ainda 6 cidades onde esta diferença é superior a 50%.
Em Portugal, o mercado residencial manteve-se estável e resiliente durante vários meses, mesmo depois de ter eclodido a guerra da Ucrânia, que fez subir a inflação e os juros no crédito habitação. Foi só no último trimestre de 2022 que os efeitos deste novo cenário económico começaram a ser sentidos, refletindo-se num arrefecimento da procura nacional pelas casas à venda, que se espelhou num menor número de casas vendidas. Por outro lado, os estrangeiros estão cada vez mais interessados em comprar casa em Portugal, aponta relatório anual do idealista/data.
Os dados mais recentes do INE, baseados nos Censos 2021, indicam que cerca de 62% das habitações ocupadas pelos próprios proprietários não têm encargos com a aquisição de habitação. São muitas as pessoas, no entanto, que têm de pedir um crédito habitação para comprar casa. Atualmente, com as taxas Euribor a subir, a prestação disparou em flecha, sobretudo para quem tem os contratos indexados a taxas variáveis. A solução pode passar por transferir o empréstimo. Será que é uma opção a ter em conta? Explicamos tudo sobre este tema no artigo de hoje da Deco Alerta.
O contexto macroeconómico mundial mudou, e os efeitos no mercado imobiliário começam a ser mais evidentes. E Portugal não deverá escapar à correção do preço das casas nos próximos tempos, segundo a Moody’s. A agência de notação financeira considera que os preços do imobiliário no país “ultrapassaram os valores intrínsecos” dos ativos, ou seja, estão sobrevalorizados.
O ano de 2022 foi marcado pelo eclodir da guerra na Ucrânia, que estremeceu uma economia ainda fragilizada pela pandemia. A inflação e os juros no crédito habitação escalaram, enquanto o poder de compra caiu. E como é que este novo contexto impactou o mercado residencial em Portugal? O setor deu provas de resiliência. Mas no final de 2022 já se sentiu um abrandamento da procura de casas para comprar, bem como do montante total concedido em crédito habitação. Já o mercado de arrendamento esteve particularmente dinâmico ao longo do ano passado, mostra o relatório anual do idealista/data de 2022.
O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou que a instituição vai aumentar ainda mais as taxas de juro, "provavelmente também depois de março", porque "a batalha contra a inflação ainda não terminou".
O impacto dos aumentos das taxas de juros que estão ser aplicados pelos bancos centrais para conter a escalada da inflação e restaurar a estabilidade de preços ainda não atingiu o mercado imobiliário. Esta é uma das leituras deixadas pelo último relatório publicado pela UBS sobre o setor, e no qual aponta as chaves que marcarão o caminho do imobiliário neste ano de incertezas.
As casas em Portugal continuam a ficar mais caras, muito embora o ritmo de subida dos preços já esteja a abrandar em grandes cidades. A verdade é que os preços das casas têm evoluído a uma maior velocidade do que os rendimentos das famílias. E, por isso, muitas recorrem a financiamento bancário para comprar casa. Mas os dados do Censos 2021 revelam que, afinal, cerca de 62% das habitações ocupadas pelos próprios proprietários não têm encargos com a aquisição de habitação.