2022, um ano “surpreendente para os escritórios”
Entre janeiro e novembro foram ocupados 312.000 metros quadrados (m2) de escritórios em Lisboa e no Porto. Trata-se de uma atividade recorde e que supera em 75% os 178.000 m2 tomados no mesmo período do ano passado, nas duas regiões. Em causa estão os dados do Office Flashpoint da JLL.
Preço das casas em Portugal galopou em 2022 - mas há países onde caiu
Muito mudou em 2022. Num momento em que Portugal e o mundo se preparavam para recuperar da pandemia, foram surpreendidos pela guerra na Ucrânia e pelos seus choques económicos. A inflação começou a escalar na Europa e no mundo para valores máximos dos últimos anos, estimulando a subida de juros pelos bancos centrais, o aumento dos custos da construção, bem como o dos preços das casas. Hoje, as casas em Portugal estão 30% mais caras do que antes da pandemia. Mas, dado o atual contexto, é esperada uma correção dos preços das habitações em 2023, algo que já se vê em várias economias mundiais.
Comprar casa está 30% mais caro do que antes da pandemia
O mercado residencial deu provas de resiliência nos últimos anos. A compra de casas continuou a seguir a bom ritmo mesmo depois do choque da pandemia da Covid-19. E após vários meses marcados pela alta inflação, pela subida das taxas de juro e pelo aumento dos preços das casas, só no verão é que se sentiu uma quebra homóloga na venda de casas (-2,8%). Mas o valor captado pelos negócios residenciais aumentou 9,6%. Os dados mais recentes do INE mostram que, agora, vendem-se menos casas, mas 13% mais caras do que em 2021. Face a 2019, as casas são vendidas por preços médios 30% mais elevados.
Rendimento disponível real das famílias cai nos 2º e 3º trimestres
O rendimento disponível real das famílias diminuiu no segundo e no terceiro trimestres deste ano, refletindo o aumento da inflação sem uma contrapartida equivalente no rendimento nominal das famílias, indicou esta sexta-feira (23 de dezembro de 2022) o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Fisco travou venda de 2.318 casas de habitação penhoradas desde 2019
O fisco travou a venda de 2.318 casas de habitação penhoradas por dívidas fiscais desde 2019, por estarem em causa imóveis afetos à habitação própria e permanente do devedor. A lei atualmente em vigor determina que não pode haver lugar “à realização da venda de imóvel” quando este, apesar de penhorado no âmbito de um dívida fiscal, se destine “exclusivamente à habitação própria e permanente do devedor ou do seu agregado familiar”.
Ter a casa de sonho para viver melhor: obras e decoração triunfam
Nunca se fizeram tantas obras e remodelações em casa durante e no pós-pandemia. Trata-se de um investimento rentável que garante bem-estar e qualidade de vida a longo prazo até porque, além de um património físico, a casa é um local de lazer, convívio, conforto e descanso. E atribui-se cada vez maior importância à necessidade de adaptar os espaços para se viver melhor. Seja intervenções de fundo, pequenas remodelações, arrumação e limpeza, ou simples mudanças na decoração: tudo valeu em 2022 para ter uma casa mais bonita, funcional e acolhedora.
Arrendar casa: contratos caem em 17 dos 24 maiores municípios do país
Em Portugal, arrendar casa continua a ser uma opção para milhares de famílias. Até porque é um regime mais flexível e menos burocrático do que o mercado de compra e venda. Só entre janeiro e setembro de 2022 foram fechados 67.870 novos contratos de arrendamento no país, mais 6% do que em igual período de 2021. Mas o INE deu conta que no verão de 2022 arrendaram-se menos casas do que na mesma altura do ano passado: o número de contratos caiu 5,5%. E os dados mostram-nos que em 17 dos 24 municípios com 100 mil habitantes foi registada uma queda no número de novos contratos de arrendamento.
Imobiliário à prova em 2022: entrevistas que mostram a força do setor
2022 é um ano que entra para a história, desde logo pelo facto de ter ficado marcado pelo eclodir de uma guerra na Europa, que acontece depois do mundo ter sido obrigado a dar resposta a uma crise também inesperada, denominada pandemia. E a fatura acabou por ser também passada em nome do setor imobiliário. Mas resiliência parece continuar a ser palavra de ordem, mesmo num cenário de alta taxa de inflação, de custos de construção a subir e de taxas de juro a escalar. Os desafios persistem, bem como as incertezas, mas há vontade e força por parte dos vários palyers em manter vivo o setor.
2022 à lupa: imobiliário dá provas de força
Terá o setor da construção e do imobiliário escapado entre os pingos da chuva de uma tempestade chamada guerra que assolou o continente europeu? Sem aviso prévio, a Europa viu-se a braços com um conflito armado que parece estar para durar e que teve – e está a ter – impacto direto nas economias dos países e nas finanças pessoais. A inflação escalou em 2022. E o Banco Central Europeu (BCE) começou a aumentar os juros diretores para travar a subida generalizada dos preços, uma decisão que fez disparar os encargos com o crédito habitação. Com este pano de fundo, os custos da construção continuaram a subir em flecha, assim como os preços das casas. Tudo isto num cenário que se crê que seja de pós-pandemia. Mas a fileira da construção e do imobiliário dá sinais de estar, ainda assim, resiliente, dando provas de força.
Novos tipos de construção continuam a fazer furor em 2022
Casas pré-fabricadas (de madeira, betão ou aço), casas modulares, casas móveis, casas em contentores ou casas passivas. Tudo novos tipos de construção que continuam a conquistar o mercado, ano após ano - e 2022 não foi diferente. São uma alternativa à construção tradicional, e assumem uma posição cada vez mais forte no mercado. A procura aumentou, e a oferta tenta dar resposta com propostas inovadoras, também no universo da arquitetura e design. Cá dentro e lá fora, passamos em revista alguns projetos que marcaram o ano.
"Jovens portugueses procuram casas modulares e ecológicas para viver"
A procura por casas modulares tem vindo a “crescer exponencialmente” e está hoje no momento mais alto de sempre. E o seu “sucesso" é explicado por vários fatores: este tipo de construção é rápido e ecológico, e garante uma elevada eficiência térmica e acústica. Quem mais procura casas modulares para viver é a "família jovem portuguesa, que se preocupa com questões de sustentabilidade e ecologia” e entende que a industrialização dos processos resulta numa “melhoria significativa da qualidade de vida”, explica em entrevista Joana Querido, gestora de negócio das Flex House Solutions (FHS).
Viajar com a casa às costas: “Autocaravanas impulsionam interior”
Viajar com tranquilidade, liberdade e em pleno contacto com a natureza ganhou outra importância depois da pandemia. E, para conjugar todos estes fatores, há cada vez mais famílias que procuram autocaravanas para alugar. Até porque o autocaravanismo permite ir à descoberta de locais menos turísticos, mais isolados e no meio da natureza, como são exemplo várias zonas no interior do país. É por isso mesmo que Maria Liquito, Country Manager da Yescapa Portugal, acredita que “o autocaravanismo permite impulsionar o turismo e a economia local no interior e centro do país”, partilha em entrevista.
Casas novas chegam ao mercado – mesmo com custos de construção a subir
O ano de 2022 arrancou repleto de saúde e confiança para a promoção imobiliária, depois de um 2021 marcado por uma chuva de empreendimentos e por uma aposta clara em projetos residenciais de obra nova. Mas ninguém contava que, após uma pandemia, o mundo tivesse de lidar com os danos colaterais de uma guerra. A invasão da Rússia à Ucrânia veio mudar um pouco as regras do jogo, tendo impacto direto no setor da construção. Problemas como os atrasos nos processos de licenciamento voltaram a dar que falar, mas o tema do aumento dos custos de construção e dos materiais e a falta de mão de obra ganharam expressão com o eclodir da guerra. A promoção imobiliária continua, ainda assim, a dar sinais de estar resiliente.
Os e-mails e mensagens do trabalho estão a “matar-nos” lentamente?
O stress gerado pelos e-mails e mensagens constantes do trabalho está a “matar” lentamente a nossa saúde mental. Isto é, afeta psicologicamente os funcionários e, por consequência, os seus familiares. Esta é uma das conclusões apontadas pelo estudo ‘Killing Us Gently’, publicado recentemente. Segundo o documento, a necessidade de estar sempre “ligado”, mesmo que não explicitamente, leva a um tipo específico de stress, denominado ‘e-ansiedade’, afetando o bem-estar geral da própria pessoa e de quem a rodeia.
Casas novas a chegar ao Funchal: Varino RE vai investir 240 milhões
As fileiras do imobiliário e construção continuam de boa saúde, apesar dos desafios que enfrentaram primeiro com a pandemia e, agora, com a guerra da Ucrânia. Os altos preços dos materiais e a falta de mão de obra qualificada não travaram o desenvolvimento de novos projetos imobiliários no país, sobretudo, do segmento alto. E prova disso é a aposta da Varino Real Estate: vai investir mais 240 milhões de euros no Funchal, a capital madeirense, para construir sete edifícios e colocar no mercado mais 415 novas casas de luxo.
Teletrabalho: contrato vai passar a fixar valor de despesas adicionais
Os deputados aprovaram esta terça-feira, dia 20 de dezembro, na especialidade uma proposta de alteração do BE, no âmbito da Agenda do Trabalho Digno, que prevê a fixação do valor das despesas adicionais nos contratos para prestação de teletrabalho.
As 6 remodelações de casa mais procuradas em 2022
2022 tem sido um ano de renovações em casa. A mudança de certos hábitos de vida e, acima de tudo, a fatura energética têm sido as forças motrizes por detrás disto. Mas também não devemos esquecer o aumento do custo das hipotecas. Perante a dúvida entre comprar e renovar, muitas pessoas preferiram não correr o risco e dar uma segunda oportunidade à sua casa. Mas quais têm sido as renovações deste ano? Os peritos de habitissimo dizem-nos.
“Edifícios que apostam em critérios ESG são mais apetecíveis”
Muito se tem falado, nos últimos tempos, de sustentabilidade e de eficiência energética, bem como da sua importância rumo ao objetivo comum de reduzir a pegada ecológica e ambiental e de contribuir de forma incisiva para transição energética e para a descarbonização. Será que o setor imobiliário, nomeadamente na área da construção, está mais atento a estes temas? De uma coisa Nuno Fideles, Associate Architect, BREEAM AP & Sustainability Consultant da Savills Portugal, diz, em entrevista ao idealista/news, não ter dúvidas: “Edifícios que apostam em critérios ESG (Environmental, Social e Governance) são claramente mais apetecíveis no mercado”.
Sem falsos otimismos e sem alarmes: o que espera a mediação de 2023
Entre a euforia e depressão. O ano de 2022 apresentou-se como um ano bipolar, até esquizofrénico e marcado por vários desafios, também no setor da mediação imobiliária. Houve atividade, dinamismo e negócios, a crescerem lado a lado com a incerteza, face à reviravolta que a Guerra na Ucrânia trouxe, num cenário de pós-pandemia. As taxas de juro começaram a subir, a inflação disparou, e o poder de compra das famílias caiu, com Portugal a manter-se atrativo, ainda assim, como destino de investimento. O que esperar, afinal, de 2023? O idealista/news ouviu vários profissionais do imobiliário, procurando antecipar tendências e apontar desafios e oportunidades para o ano que aí vem.
Escritórios em alta em Lisboa e Porto no pós-pandemia
O mercado de escritórios está em alta em Lisboa e no Porto em 2022, dando boa resposta à pandemia da Covid-19, que paralisou um pouco este segmento do mercado imobiliário, com o teletrabalho a ganhar força. No caso da capital foi mesmo batido um “recorde histórico”, refere a consultora Savills, adiantando que se registou, entre janeiro e novembro, um volume de absorção acumulado de aproximadamente 260.000 metros quadrados (m2), num total de 186 operações.