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Procura no arrendamento vai continuar a aumentar mas rendas não baixam

Portugal é um país de proprietários, mas há cada vez mais inquilinos.
Autor: Redação

As dificuldades de acesso ao crédito e a atual incerteza do contexto económico (maior desemprego e maior necessidade de mobilidade por questões profissionais) vieram dar um novo fôlego ao mercado de arrendamento que viu a procura aumentar dinamizando assim um setor que se encontrava estagnado.

Em declarações ao jornal I, várias imobiliárias acreditam que a procura vai continuar a aumentar até ao final do ano, embora reconheçam que o mercado ainda não tem resposta suficiente em termos de oferta.

Segundo as contas da ERA, este segmento já representa 36,6% do total das operações.

"Até ao final do ano é natural que a procura de arrendamento continue a aumentar como tem crescido nos últimos anos. Uma vez que a compra de imóveis se tornou mais difícil devido às restrições no crédito, muitos portugueses encontram no arrendamento a solução para as suas necessidades habitacionais", explica ao jornal I a CEO da Remax, Beatriz Rubio.

Já o administrador da Century 21, Ricardo Sousa, lembra que esta subida da procura deve-se também à entrada de pequenos e médios investidores que adquirem imóveis para colocar no mercado de arrendamento.

Quanto ao valor das rendas, os especialistas dizem que os portugueses continuam à procura de rendas baixas e estão dispostos a pagar entre 300 a 500 euros por mês. Mas estes valores não se aplicam a todas as zonas do país, uma vez que é preciso ter em conta outros fatores como as tipologias dos andares, ano de construção, localização, acabamentos, etc. Isso significa que os valores dos arrendamentos variam bastante consoante estas características.

Já em relação a uma possível redução de preços, as opiniões variam. Enquanto a ERA acredita que poderemos vir a assistir a uma baixa das rendas atualmente praticadas, já que a expectativa é de existir maior oferta neste mercado, já a Century 21 e a Remax afastam uma descida a médio prazo. "A procura de arrendamento cresceu exponencialmente nos últimos anos e a oferta, por sua vez, manteve-se. Acreditamos que os preços dos imóveis não deverão cair a curto prazo", diz Beatriz Rubio.