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Com o objetivo de reforçar o apoio à reabilitação e ao interior, o Governo revelou que vai rever as regras dos vistos gold. Mas, ao contrário do que reclama o Bloco de Esquerda, o Executivo socialista de António Costa recusa-se acabar com o programa de atribuição de residências a estrangeiros em troca de investimento em Portugal.
“É por demais evidente que o imobiliário renasceu das cinzas, com um fulgor considerável”, considera o vice presidente executivo da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), Hugo Santos Ferreira.
Muito se tem dito sobre a importância do investimento estrangeiro para o atual dinamismo do mercado imobiliário em Portugal. Agora novos dados do INE confirmam oficialmente esta tendência, dando nota de que, em 2017, 7,7% dos imóveis transacionados em Portugal foram vendidos a não residentes, correspondendo a 11,5% do total transacionado (7,3% e 12,5%, respetivamente, em 2016). O indicador mais relevante é, porém, o valor médio envolvido nas transações: nestes casos (160 407€) é quase 50% superior ao valor médio global (107 381€).
A Comissão Europeia pretende entregar um relatório sobre o sistema de vistos gold na UE até final do ano. O documento conclui que devido à falta de “critérios claros” e “requisitos de diligência devida”, o programa apresenta “um maior risco de ser usado de forma abusiva por corruptos ou por indivíduos que possam estar a investir o produto de um crime ou a esconder-se da justiça”.
A Transparência Internacional (TI) diz que o programa vistos gold em Portugal apresenta o sério risco de ser usado de forma “abusiva” por corruptos ou criminosos. Num relatório divulgado em Bruxelas, a organização deixa alguns recados ao Governo português, que deve aumentar “a transparência e a responsabilização” na gestão do programa.
Depois da onda chinesa, chega a turca. O investimento captado através dos chamados vistos gold com origem na Turquia disparou 148% nos primeiros oito meses do ano. Neste período, registou-se em contrapartida uma quebra de 24% no investimento chinês, para os 194,3 milhões de euros, face a igual período de 2017.
Os franceses são de longe os maiores investidores estrangeiros em Portugal, tendo já recebido 6.448 estatutos ao abrigo do Regime Fiscal para Residentes Não Habituais (RNH), num total de 23.767 cidadãos de 146 países, num investimento direto entre 9 e 11 mil milhões de euros, desde 2009. APEMIP avisa que notícias sobre alterações ao programa estão a gerar impasse junto dos investidores.
O imobiliário continua a dar gás à capital, mas a colocar-lhe, ao mesmo tempo, entraves: há muita procura para pouca oferta. Demoras “absurdas” nos licenciamentos, edifícios desocupados “há décadas” e “bocados da cidade” não urbanizados, são alguns dos problemas identificados pelo economista Pedro Braz Teixeira, em entrevista ao idealista/news. O problema não está, garante, na especulação. Está na falta da oferta, que não acompanhou “de maneira nenhuma” o crescimento do mercado.
Em troca de investimento realizado no país, passam a ser concedidas autorizações de residência permanente em Portugal. Esta é uma das principais alterações regulamentares ao regime dos vistos 'gold' que entra em vigor na segunda-feira, dia 1 de outubro de 2018. Mas há outras regras, nomeadamente, a nível da transferência de capitais destinados à constituição de uma empresa em Portugal ou à mudança do tipo de investimento no âmbito da renovação das autorizações.
Depois da trajetória de quebra que vinham a apresentar, os chamados vistos gold parecem estar a recuperar. Em agosto, o investimento captado por via do regime de Autorizações de Residência cresceu 33% face ao período homólogo e 75% a julho deste ano, atingindo mais de 45,6 milhões de euros. O imobiliário continua a ser o principal motor.
Portugal terá arrecadado cerca de 15 mil milhões de euros por via do Regime Fiscal para Residentes não Habituais (RNH) e dos vistos gold. O número é avançado pelo representante das imobiliárias, Luís Lima, para quem estes instrumentos trouxeram um “inegável” investimento para o país.
Depois do Regime de Residente Não Habitual - que concede privilégios fiscais a estrangeiros em Portugal - agora é a vez do regime de autorizações de residência para atividade de investimento estar na frente de ataque do Bloco de Esquerda (BE), que reclama o seu fim por considerar que favorece a especulação imobiliária e a criminalidade económica. Em resposta, o Governo admite avaliar alterações aos chamados vistos gold - que têm ajudado à dinamização do imobiliário nos últimos anos.
O mercado imobiliário português - devido à escalada de preços e à dificuldade crescente das famílias adquirirem um imóvel para viver - precisa de ser monitorizado, mas ainda não há uma bolha imobiliária, diz a Comissão Europeia. Em causa está uma correção de valorizações baixas no passado, que não indicia a acumulação de desequilíbrios, provocada pelo boom do turismo e o investimento estrangeiro, segundo Bruxelas.
O investimento captado através dos vistos gold caiu 50,5% em julho, face a junho, e recuou 56,3% em termos homólogos, para 26,1 milhões de euros. O número de Autorizações de Residência para a Atividade de Investimento (ARI) atribuídas resultou da compra de imóveis.
Hoje em dia, no imobiliário em Portugal, “há dois aspetos a combater, a ganância de quem é proprietário de imóveis para reabilitação, que está desmedida, e a imprudência de alguma mediação imobiliária na definição de preços, que são absurdos”, diz Pedro Vicente, diretor geral da empresa de capitais chineses Level Constellation (LC), em entrevista ao idealista/news, recusando-se a falar em bolha imobiliária.
O investimento captado através dos vistos gold subiu 34,6% em junho, face ao mesmo mês do ano passado, para 52,8 milhões de euros. Recuou, no entanto, 18,8% em termos homólogos no primeiro semestre.
A melhoria da imagem de Portugal atrai cada vez mais turistas e investidores dos EUA para Portugal. Os baixos preços dos imóveis e do custo vs qualidade de vida, face aos daquele país, são também fatores que estão a aliciar os norte-americanos a investir no imobiliário nacional. Seja para comprar casa ou arrendar.
O nível de investimento que chega a Portugal por via dos chamados vistos gold é cada vez menor, continuando a ser o imobiliário o principal motor deste programa. Em abril, o investimento resultante da Autorização de Residência para a atividade de Investimento (ARI) caiu 18,4%, face a igual mês de 2017, para 63,6 milhões de euros.
Comprar ou não uma casa. Há sempre alguém a viver este dilema. Devo comprar? Devo esperar? Numa altura em que os bancos voltam a estar mais disponíveis para o crédito à habitação, esta pode ser uma boa altura para comprar. Mas será mesmo assim? A Associação de Defesa dos Direitos do Consumidor (Deco) analisou três fatores que influenciam o mercado e que te podem ajudar a decidir.
“Esquema perverso” e “esquema de prostituição das cidadanias europeias”. Foi assim que a eurodeputada e vice-presidente da Comissão sobre Crimes Financeiros do Parlamento Europeu, Ana Gomes, classificou o regime de vistos gold.