Prestações da casa: famílias deixam de pagar mais de 500 milhões com moratórias

Prestações da casa: famílias deixam de pagar mais de 500 milhões com moratórias

As moratórias bancárias foram um balão de oxigénio para muitos portugueses, que, devido à pandemia da Covid-19, viram as respetivas prestações suspensas, sobretudo as relativas ao crédito à habitação. Foram mais de 750 mil as moratórias aprovadas e/ou concedidas até 30 de setembro, data em que terminou o prazo para se aceder à moratória pública – foi entretanto prolongado até março de 2021 –, correspondentes a empréstimos no valor de cerca de 45 mil milhões de euros. Quase metade dos financiamentos (42%) eram contratos de crédito à habitação e outros créditos hipotecários (317.606), tendo já ficado por pagar, desde o início da crise pandémica, mais de 500 milhões de euros em prestações da casa.
Nova vaga de moratórias bancárias em Portugal com luz verde da Autoridade Bancária Europeia

Nova vaga de moratórias bancárias em Portugal com luz verde da Autoridade Bancária Europeia

A Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês) deu “luz verde” ao lançamento de uma nova vaga de moratórias bancárias, com o objetivo de aliviar o impacto da pandemia da Covid-19 a empresas e particulares – neste caso, a maioria das moratórias, em Portugal, é relativa a empréstimos para a compra de casa. A decisão foi tomada esta quarta-feira (2 de dezembro de 2020) e tem efeitos a partir de 1 de outubro até 31 de março de 2021. O Governo "congratulou-se", entretanto, com a decisão.
Portugal é o rei da Europa no peso das moratórias no crédito total concedido pelos bancos

Portugal é o rei da Europa no peso das moratórias no crédito total concedido pelos bancos

Entre 27 de março e final de agosto, os bancos receberam pedidos para moratórias relativas a 787.807 contratos de crédito, tendo sido aplicada esta medida a 726.996 contratos – a maioria dos empréstimos abrangidos pelas moratórias (42,9%) são relativos a financiamentos para habitação própria permanente e outros créditos hipotecários. Números que fazem com que os bancos nacionais sejam, à escala europeia, os que têm a maior proporção de moratórias em relação ao crédito total: representam perto de 22% do crédito, mostra o relatório da DBRS.
Termina hoje o prazo para aceder à moratória do crédito à habitação – regime em vigor mais um ano

Termina hoje o prazo para aceder à moratória do crédito à habitação – regime em vigor mais um ano

Termina esta quarta-feira (30 de setembro de 2020) o prazo para aderir às moratórias bancárias, que permitem suspender o pagamento das prestações dos empréstimos, nomeadamente do crédito à habitação. Recorde-se que recentemente o Governo decidiu prolongar por mais seis meses – até 30 de setembro de 2021 – as moratórias, uma decisão que a Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor vê com bons olhos. Lamenta, no entanto, que a data-limite para aderir não tivesse sido adiada pelo Executivo, mantendo-se, “para já”, até ao final do dia de hoje.
Moratórias de crédito à habitação: muitas privadas serão revistas e transferidas para o regime público

Moratórias de crédito à habitação: muitas privadas serão revistas e transferidas para o regime público

O prolongamento, até 31 de março de 2021, da moratória que permite suspender o pagamento das prestações dos empréstimos bancários, nomeadamente do crédito à habitação, é uma espécie de balão de oxigénio para as famílias, em tempos de pandemia da Covid-19. Muitas serão, no entanto, chamadas a rever as moratórias que já lhes foram atribuídas, em concreto aqueles agregados que tinham moratórias privadas e que passam agora a estar abrangidos pelas moratórias públicas.
Empréstimos para rendas: IHRU vai ser menos tolerante na gestão dos pedidos

Empréstimos para rendas: IHRU vai ser menos tolerante na gestão dos pedidos

O Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) já recebeu 1.896 pedidos de empréstimos para apoio no pagamento das rendas, tendo sido recusados 16 por falta de elementos. A entidade avisou, de resto, que vai começar a ser menos tolerante nos processos que não reúnam a documentação necessária, e que serão, por isso, mais facilmente chumbados.  
Moratórias de crédito prolongadas até março de 2021 para combater a Covid-19

Moratórias de crédito prolongadas até março de 2021 para combater a Covid-19

Agora é oficial. O Governo aprovou o prolongamento por mais seis meses, até 31 de março de 2021, da moratória que permite suspender o pagamento das prestações dos empréstimos bancários, nomeadamente do crédito à habitação. A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro, António Costa, esta quinta-feira (4 de junho de 2020), no final do Conselho de Ministros que aprovou o Programa de Estabilização Económica e Social (PEES), que vai vigorar até ao final do ano e que contempla as medidas de resposta à crise causada pela pandemia do novo coronavírus.
Crédito malparado nos empréstimos para a compra de casa desce em abril

Crédito malparado nos empréstimos para a compra de casa desce em abril

O crédito malparado nos empréstimos aos particulares para compra de casa e às empresas desceu em abril – em plena crise causada pela pandemia do novo coronavírus –, face ao período homólogo. No caso dos particulares, o valor em dívida aos bancos representava 2,05% do crédito total concedido, menos que em março (2,06%) e que em abril do ano passado (2,69%). No crédito à habitação o malparado era ainda menor, de 0,74%, abaixo dos 0,77% do mês anterior e dos 1,4% do mesmo mês do ano passado.
Bancos antecipam “uma forte redução” na procura de crédito à habitação devido à Covid-19

Bancos antecipam “uma forte redução” na procura de crédito à habitação devido à Covid-19

O impacto da pandemia do novo coronavírus está a deixar marcas em todos os setores de atividade, nomeadamente no sistema bancário. Segundo dados do último inquérito do Banco de Portugal (BdP) aos bancos sobre o mercado de crédito, a procura por crédito tende a aumentar por parte das empresas e a recuar por parte dos particulares, nomeadamente no que diz respeito ao crédito à habitação.
Moratórias no crédito da casa: bancos têm 5 dias para dar uma resposta

Moratórias no crédito da casa: bancos têm 5 dias para dar uma resposta

Os bancos têm o prazo máximo de cinco dias úteis após o pedido do cliente para aplicar as moratórias impostas pelo Governo, segundo o decreto-lei já publicado, que estabelece medidas excecionais de proteção dos créditos das famílias, empresas, instituições particulares de solidariedade social e demais entidades da economia social, bem como um regime especial de garantias pessoais do Estado, no âmbito da pandemia da doença Covid-19.
Portugueses pediram 14.680 milhões ao banco este ano – desde 2010 que não se endividavam tanto

Portugueses pediram 14.680 milhões ao banco este ano – desde 2010 que não se endividavam tanto

Os números são claros: entre janeiro e outubro de 2019, as famílias pediram emprestado ao banco para habitação, consumo e outros fins 14.680 milhões de euros, o que dá uma média de cerca de dois milhões de euros por hora. São mais 1.197 milhões de euros que no mesmo período do ano passado, sendo preciso recuar até 2010 para encontrar um valor superior (14.987 milhões de euros).