Pandemia custou mais de 2,5 mil milhões de euros ao Estado até agosto
A pandemia da Covid-19 custou 2.521,7 milhões de euros ao Estado até final de agosto, devido a quebras de receita de 578,6 milhões de euros e aumentos de despesa de 1.943,1 milhões, divulgou sexta-feira (25 de setembro de 2020) a Direção-Geral do Orçamento (DGO).
Governo investe 1.250 milhões para dar habitação condigna a 26 mil famílias até 2024
O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que o Governo vai entregar em Bruxelas em meados de outubro - enquadra-se no Plano de Recuperação Europeu, que pretende mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19 - prevê que uma larga fatia de apoios seja canalizada para habitação. Com as verbas que irão chegar da União Europeia (UE), o Governo pretende investir cerca de 1.250 milhões em casas condignas para cerca de 26 mil famílias sinalizadas.
Covid-19: quem está em casa em isolamento profilático e não pode teletrabalhar é pago a 100%?
A pandemia da Covid-19 deixou – e continua a deixar – marcas em Portugal e no mundo em todos os setores de atividade. Muitas pessoas entraram em lay-off, outras ficaram desempregadas e outras foram forçadas a trabalhar a partir de casa. Mas nem todas as profissões permitem o teletrabalho. O que acontece, então, no caso de quem fica em isolamento profilático em casa e não pode trabalhar? Continua a receber o ordenado a 100% ou terá cortes no salário?
Teletrabalho: três dicas infalíveis para melhorar a produtividade em casa
Apesar do regresso gradual aos espaços físicos de trabalho já estar em marcha, ainda há quem continue a desempenhar tarefas a partir de casa, por causa da pandemia da Covid-19. O teletrabalho já não é, por isso, uma novidade, mas muitas pessoas continuam a ter dificuldades em equilibrar os dois mundos que agora se juntam em casa: o pessoal e o profissional.
Portugueses “piscam o olho” ao luxuoso Ombria Resort: pedidos de informação aumentam 312%
As obras da primeira fase do luxuoso Ombria Resort, um empreendimento com 153 hectares localizado perto de Loulé, no Algarve, arrancaram no final de 2019, bem como o lançamento das vendas das Viceroy Residences – são 65 apartamentos. Numa fase inicial foram sobretudo os estrangeiros, nomeadamente franceses, holandeses, belgas, britânicos e suíços, que mostraram interesse e compraram imóveis, mas os portugueses têm manifestado um crescente interesse desde o início do verão, tendo-se verificado um aumento do número de pedidos de informação de 312% entre julho e setembro, revela o Ombria Resort.
Moratórias de crédito prolongadas por mais seis meses - até setembro de 2021
O Governo aprovou o prolongamento por mais seis meses, até 30 de setembro de 2021, da moratória que permite suspender o pagamento das prestações dos empréstimos bancários, seja para empresas ou para particulares, nomeadamente do crédito à habitação. A decisão foi tomada em Conselho de Ministros e anunciada esta quinta-feira (24 de setembro) pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.
Défice do segundo trimestre (10,5%) é o maior desde a resolução do BES, em 2014
No primeiro semestre de 2020, o défice ficou nos 5,4% do PIB, mas esta é uma “média” – entre janeiro e junho – com dois períodos muito diferentes: no primeiro trimestre, que foi parcialmente afetado pela pandemia da Covid-19, o défice foi de 1,1% enquanto no segundo trimestre, completamente afetado pela crise, o défice foi de 10,5% do PIB, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se do maior défice num trimestre desde a resolução do BES, no terceiro trimestre de 2014, a qual levou o saldo orçamental para os -16%.
Reabilitação urbana: IFRRU 2020 atinge 704 milhões de euros – já financiou 248 projetos
O Instrumento Financeiro de Reabilitação e Revitalização Urbana (IFRRU) 2020 conseguiu aumentar a sua execução nos últimos meses, marcados pela pandemia da Covid-19, tendo chegado aos 248 contratos assinados, num investimento de 704 milhões de euros em reabilitação integral de edifícios e melhoria do seu desempenho energético, anunciou esta quinta-feira (24 de setembro de 2020) o Ministério das Infraestruturas e Habitação.
Novo Banco quer vender 1.200 milhões de euros de crédito malparado até final do ano
O Novo Banco quer vender 1.200 milhões de euros em crédito malparado até ao final do ano, disse o presidente executivo do banco, António Ramalho, à agência de informação financeira Bloomberg. A maior parte destes créditos problemáticos fazem parte da carteira de ativos designada Nata III, que estava a ser preparada antes da crise desencadeada pela pandemia da Covid-19, tendo as vendas sido ajustadas.
Rendas das casas travam a fundo no 2º trimestre por causa da pandemia – só subiram 0,2%
No primeiro trimestre de 2020, o valor mediano das rendas dos novos contratos de arrendamento em Portugal subiu 10% face ao período homólogo. Mas com a chegada da pandemia, o ritmo de crescimento travou a fundo, e acabou quase “congelado” no segundo trimestre. De abril a junho, e apesar da variação ser positiva, o valor mediano das rendas fixou-se nos 5,41 euros por metro quadrado (m2), um aumento marginal de apenas 0,2% face ao mesmo trimestre do ano passado.
Lay-off simplificado para travar pandemia já custou 822 milhões aos cofres públicos
A pandemia obrigou o país a parar: paralisou a atividade de inúmeras empresas e destruiu, consequentemente, vários postos de trabalho. E o impacto teria sido muito maior sem as medidas excecionais e temporárias de resposta à Covid-19, nomeadamente o lay-off simplificado e, depois, o apoio extraordinário à retoma progressiva da atividade. Até agora, estes mecanismos já custaram 822 milhões de euros aos cofres do Estado. O Banco de Portugal (BdP) veio dizer, de resto, que o regime de lay-off simplificado "teve um papel substancial na preservação do emprego".
Recibos verdes já podem (até final de setembro) pedir apoios de meses anteriores
Os trabalhadores independentes – recibos verdes – e os membros de órgãos estatutários que não conseguiram submeter o pedido de apoio relativamente a um determinado mês já podem voltar a fazê-lo, sendo que têm poucos dias para tal, até final de setembro – e com efeitos retroativos. Isto porque a Segurança Social (SS) abriu um período extraordinário para candidaturas aos apoios concedidos devido à pandemia da Covid-19.
Redução de alunos de Erasmus leva residências a descer preços e a fazer descontos
A pandemia da Covid-19 está a ter um forte impacto no funcionamento das universidades portuguesas, já que a maioria dos alunos de Erasmus decidiu cancelar ou adiar as suas experiências internacionais de ensino. Uma situação que tem consequências também na ocupação das milhares de camas disponíveis nas residências universitárias privadas, nomeadamente as lançadas nos últimos dois anos em Lisboa e Porto pelos operadores privados internacionais – protagonizaram alguns dos maiores investimentos imobiliários em 2019 – e que são vocacionadas sobretudo para responder a este tipo procura.
Taxa de poupança das famílias foi de 10,6% no 2º trimestre – o valor mais elevado desde 2013
No segundo trimestre de 2020, ou seja, em plena pandemia da Covid-19, a taxa de poupança em Portugal acelerou para um novo máximo, tendo aumentado para 10,6%, mais 3,1% que nos primeiros três meses do ano (7,5%). Em causa estão dados divulgados esta quarta-feira (23 de setembro de 2020) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta é, de resto, a taxa de poupança mais elevada desde o segundo trimestre de 2013 (10,8%).
Trabalhadores em lay-off tradicional duplicam em agosto
O número de empresas que recorreram ao lay-off tradicional, e que é distinto do regime simplificado criado como forma de mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19, aumentou para 215, depois de ter estabilizado nos 201 nos dois meses anteriores - os trabalhadores abrangidos ascenderam a 7.789, duplicando face a julho, de acordo com as estatísticas mensais da Segurança Social relativas a agosto, divulgadas esta terça-feira (22 de setembro de 2020).
Regime excecional que impede cortes da luz, gás ou água termina a 30 de setembro, alerta Deco
O regime excecional e temporário que proíbe os operadores de suspenderem o fornecimento de água, luz, gás e comunicações por falta de pagamento das faturas, em caso de situação de desemprego, de quebra de rendimentos do agregado familiar igual ou superior a 20%, ou de infeção por Covid-19, vai terminar a 30 de setembro. As medidas foram implementadas para dar resposta ao contexto difícil provocado pela pandemia, mas estão a chegar ao fim.
Imobiliário resiste a “investidores oportunistas” e pode fechar o ano com saldo positivo
O preço das casas continuou a subir mesmo em tempos de pandemia, revelam os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). E apesar das vendas terem caído a pique - muitas operações foram adiadas -, as previsões apontam para um balanço final de ano positivo, segundo as estimativas dos especialistas. A verdade é que o imobiliário não passou “impune” ao contexto provocado pela Covid-19, mas está a resistir e, para já, a fazer frente aos “investidores oportunistas” à espera de saldos.
“Nada fazia prever que o setor imobiliário registasse este comportamento em 2020”, diz Luís Lima
No segundo trimestre de 2020, venderam-se em Portugal 33.398 alojamentos familiares, menos 23,3% que no trimestre anterior e menos 21,6% que no período homólogo. Um decréscimo que já era esperado e que se deve à pandemia da Covid-19, refere Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), adiantando que “nada fazia prever que o setor imobiliário registasse este comportamento no decorrer de 2020”.
Ter o próprio negócio, sim ou não? Quase 40% dos portugueses gostava...
A generalidade dos portugueses “vê com bons olhos” a possibilidade de ter um negócio próprio. Quando questionados sobre de gostavam de um dia ter o seu próprio negócio, 3 milhões e 352 mil portugueses responderam de forma positiva (“Concordo”), um valor que representa 39,1% dos residentes no Continente com 15 e mais anos. Em causa está um estudo da Marktest com dados relativos ao mês de julho de 2020, já em plena pandemida da Covid-19.
Preço das casas ainda sobe em tempos de pandemia, mas menos – e venda de imóveis cai a pique
A Covid-19 deixou marcas em todos os setores de atividade, e o imobiliário não é exceção. Os preços das casas continuaram, no entanto, a subir em tempos de pandemia, tendo aumentado 7,8% no segundo trimestre de 2020. Trata-se, contudo, de um crescimento homólogo 2,5% inferior ao registado nos primeiros três meses do ano (10,3%). Os dados divulgados esta terça-feira (22 de setembro de 2020) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) permitem ainda concluir que foram transacionados, entre abril e junho, 33.398 alojamentos, com um valor total de 5,1 mil milhões de euros, menos 21,6% e 15,2%, respetivamente, que no mesmo período do ano passado.