Covid-19 faz mossa mas investiram-se 1.670 milhões em imobiliário comercial até junho, um recorde
O mercado imobiliário português sentiu o impacto da pandemia da Covid-19 nos primeiros seis meses do ano, tendo havido uma “suspensão generalizada dos processos de tomada de decisão” no segundo trimestre. Mas nem tudo são más notícias, já que foram investidos em imobiliário comercial 1.670 milhões de euros entre janeiro e junho de 2020, um novo máximo histórico semestral. Em causa estão dados que constam no último “Market Update” da Cushman & Wakefield (C&W).
Mais de 1,6 mil milhões investidos em imobiliário comercial no primeiro semestre
Foram investidos mais de 1,6 mil milhões de euros em imobiliário comercial em Portugal no primeiro semestre do ano, resultado de 20 operações, segundo dados da Worx que constam no seu WMarket 2020. Trata-se de um “valor alavancado por operações realizadas maioritariamente no primeiro trimestre”, revela a consultora imobiliária.
Banca aperta concessão de crédito ao imobiliário e construção devido à pandemia
A atual pandemia Covid-19 está a ter "um impacto de elevada magnitude na atividade económica", ainda que o impacto não tenha sido homogéneo entre os vários setores.
Investidores com perfil especulativo posicionam-se para adquirir imóveis e carteiras de hotelaria
Apesar da chegada da pandemia da Covid-19, o primeiro trimestre de 2020 bateu todos os recordes de investimento totalizando 1.45 mil milhões de euros e ficou marcado pela venda de 50% da posição da Sonae, nalguns dos seus centros comerciais, impulsionando o setor do retalho para uma quota de mercado
Sociedade francesa à procura de imóveis comerciais em Portugal para investir
A Corum, sociedade francesa que tem vindo a realizar vários investimentos em Portugal, mantêm-se ativa no mercado nacional.
Alterações legislativas podem levar shoppings à falência e destruir milhares de empregos - diz APCC
A criação de um regime excepcional para que, até março de 2021, os lojistas dos centros comerciais paguem apenas a componente variável das rendas, tal como consta da Proposta de Aditamento ao Orçamento Suplementar para 2020 feita pelo PCP, coloca em causa a viabilidade dos centros comerciais e pode conduzir alguns deles à falência, defende a APCC – Associação Portuguesa de Centros Comerciais.
ACAI contra interferência do Estado na relação contratual entre lojistas e proprietários
A Associação de Empresas de Consultoria e Avaliação Imobiliária (ACAI) considera que a iniciativa legislativa apresentada pelo PCP, que prevê a intromissão do Estado na relação contratual entre lojistas e proprietários de centros comerciais, pode pôr em risco a reputação de Portugal como país seguro para investir. A ACAI defende que a medida “criaria um precedente gravíssimo”.
Imobiliário português a despertar interesse dos investidores: 7 mil milhões de euros para comprar
Os investidores continuam de olhos postos em Portugal e revelam ter disponíveis cerca de sete mil milhões de euros para comprar imobiliário comercial no país, segundo um inquérito realizado pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W). As conclusões mostram que o “apetite
Nexity enfrenta pandemia e aposta em Portugal: vai investir em casas para todos
Está há dois anos a estudar o mercado português e decidiu dar o “pontapé de saída” no país em plena pandemia. A promotora imobiliária de origem francesa, Nexity, apresentou oficalmente o seu plano estratégico para Portugal, que irá passar, entre outras coisas, por criar oferta para as famílias portuguesas de classe média. Vai começar, para já, por investir cerca de 68 milhões de euros em três projetos de imobiliário residencial, localizados no Porto e Lisboa.
"O imobiliário irá continuar a ser um refúgio, dado ser um ativo real e produzir rendimento"
"Não entrar em pânico, não tomar decisões precipitadas e, sobretudo, manter o sangue frio e disciplina”.
Imobiliário comercial registou segundo melhor trimestre de sempre no arranque deste ano
Os números são relativos ao primeiro trimeste do ano e permitem concluir que Portugal continuava, antes do início da pandemia do novo coronavírus, na mira dos investidores imobiliários. Entre janeiro e março, registaram-se no país 17 operações que no seu conjunto integraram 42 imóveis, com um volume transacionado de 1.500 milhões de euros, o segundo mais elevado de sempre, sendo apenas superado pelo valor alcançado no último trimestre do ano passado: 1.700 milhões de euros.
“Panorama atual no investimento imobiliário não é
dramático”
“O panorama atual no investimento imobiliário não é dramático”, sendo que os investidores não estão a tomar “decisões porque estão a avaliar o impacto nos seus portfolios”, encontrando-se “o investimento em novos projetos em ‘stand-by’”. A garantia é dada por Pedro Valente, do departamento de Capital Markets da Worx, que considera, no entanto, que “continua a existir um grande interesse pelo mercado nacional bem como uma enorme liquidez”.
Preparar o futuro do imobiliário: 10 grandes tendências e desafios para o setor
“O mercado de trabalho até 2030 será mais fluído, em alternativa ao ‘local fixo’, desbloqueando a produtividade, crescimento e criatividade”, esta é uma das conclusões do estudo “Global Outlook 2030 - The Age of Responsive Real Estate”, realizado pela consultora imobiliária CBRE, que analisa as 10 grandes tendências e desafios do setor para a próxima década. Um tema interessante nos dias que correm, tendo em conta que muitos portugueses estão em teletrabalho, devido à pandemia do novo coronavírus.
"Há ainda uma grande escassez de habitação e escritórios face à enorme procura"
Fundada em 1999 e adquirida em 2018 pelo Grupo Arrow Global, a Norfin é um dos principais 'players' na área da gestão e consultoria de investimentos imobiliários em Portugal, operando sobretudo com investidores institucionais internacionais.
Grupo Endutex compra edifício Minerva no centro do Porto
O edifício Minerva, em pleno centro do Porto, acaba de mudar de mãos, tendo sido comprado pela portuguesa Endutex, por valor desconhecido. O imóvel adquirido pela empresa de revestimentos têxteis era propriedade de um fundo de investimento da Profile S.G.F.I.I, somando uma área bruta locável de 6.800 metros quadrados (m2), entre espaços de retalho e de escritórios.
O que esperar do imobiliário em 2020
O imobiliário voltou a dar que falar em 2019 e tudo aponta para que 2020 seja outro ano quente para o setor.
Investimento em imobiliário comercial ao rubro: Porto e Algarve são nova aposta
O investimento em imobiliário comercial continua em alta, alavancado pela segurança, rentabilidade e elevada liquidez dos investidores. Só no ano passado foram transacionados no mercado português cerca de 3.200 milhões de euros, através de 74 operações de investimento, segundo a consultora Worx. Os alicerces estão sólidos e a procura mantém-se ativa, um cenário que deverá continuar a alimentar o setor em 2020.
“2019 foi transversalmente um ano excelente para o imobiliário nacional”
“2019 foi transversalmente um ano excelente para o imobiliário nacional: no mercado de investimento imobiliário comercial estima-se que terão sido transacionados 3.000 milhões de euros enquanto que o mercado ocupacional revela uma procura ativa e limitada pela escassez de oferta de produto de qualidade”. A garantia é dada por Eric van Leuven, diretor-geral da Cushman & Wakefield (C&W) em Portugal, que diz estar otimista para 2020.
2019 foi “mais um ano excecional” e para este ano "as expetativas são excelentes"
Em 2019, foram investidos 2,8 mil milhões de euros em imobiliário comercial – a maioria (92%) via capital estrangeiro –, um volume que representa 21% do capital transacionado ao longo da última década (13,6 mil milhões euros) e que só é superado pelos 25% registados em 2018 (3,3 mil milhões de euros). Em causa estão dados revelados pela consultora imobiliária JLL, que destaca que 2019 foi “mais um ano excecional para o mercado português”.
Falta de escritórios tradicionais impulsiona coworking em Portugal
O conceito de coworking está a crescer em Portugal, e já há vários operadores em expansão ou a inaugurar os seus primeiros projetos no país. Estima-se que este modelo de trabalho agregue uma oferta total de 130.000 metros quadrados (m2), 60% dos quais concentrados em Lisboa e 13% no Porto.