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Crédito malparado na habitação em máximos históricos em novembro

Crédito malparado nos empréstimos à habitação bateu um novo recorde: 2.417 milhões de euros.
Autor: Redação

Crise, desemprego, austeridade. Problemas com os quais os portugueses têm de lidar e que têm repercussões nos respetivos rendimentos. Para muitas pessoas, as despesas com a casa, nomeadamente o pagamento da prestação ao banco, ficam por liquidar. Em novembro, o crédito malparado nos empréstimos à habitação atingiu um novo máximo histórico, totalizando 2.417 milhões de euros.

De acordo com o Diário Económico, que se apoia em dados do Banco de Portugal (BDP), este montante contrasta com a diminuição do volume global do malparado de particulares. No penúltimo mês do ano passado, o crédito malparado dos particulares no global caiu para 5.192 milhões de euros, quando era de 5.210 milhões em outubro.

Relativamente às empresas, o crédito de cobrança duvidosa também se voltou a agravar, passando dos 12.076 milhões de euros em outubro para 12.271 milhões em novembro, um novo recorde desde que o BDP publica estes dados (1997). Sublinhe-se, neste campo, o crédito malparado das empresas do setor da construção (4.265 milhões de euros) e das atividades imobiliárias (2.341 milhões de euros).