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Procura por casas arrendadas aumentou a partir de 2011

Portugal, com 73%, está entre os países da UE com mais proprietários.
Autor: Redação

Portugal é predominantemente um País de proprietários, mas este cenário parece estar a mudar, havendo maior interesse por parte das pessoas em apostar no mercado de arrendamento. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), a predominância de casa própria em vez do arrendamento foi evidente entre 2001 e 2011, uma tendência que está a perder força.

Tendo por base os dados revelados no seminário “O Parque Habitacional e a Sua Reabilitação: Retrato e Prospetiva”, que se realizou terça-feira (dia 12) em Lisboa, três em cada quatro casas são ocupadas pelos proprietários. Para Bárbara Veloso, do INE, que apresentou o tema “Casa Própria ou Arrendamento: Perfil da ocupação residencial em Portugal”, verifica-se uma tendência para a diminuição de créditos à habitação e para o aumento dos incumprimentos. Por outro lado, o arrendamento é ideal tendo em conta a mobilidade das pessoas, sobretudo a nível profissional.

Segundo o Público, que se apoia nos dados revelados no evento, as regiões de Lisboa e do Porto tinham uma maior proporção de ocupação por arrendatários, mas foi a região dos Açores que registou a taxa de crescimento mais elevada do número de alojamentos arrendados.

Ao todo, a proporção de alojamentos arrendados situava-se nos 19,9%, tendo havido um aumento de 7,3% entre 2001 e 2011. Desta forma, Portugal, com 73%, está entre os países com maior proporção de alojamentos ocupados por proprietários na União Europeia, que tinha uma média de 70%. A maioria dos alojamentos arrendados era, em 2011, propriedade de particulares ou de empresas privadas.