As mudanças positivas que a crise do coronavírus deixará no mercado imobiliário
A rede imobiliária ibérica ComprarCasa identificou algumas 'marcas' que a passagem do coronavírus vai deixar no imobiliário. A começar desde já pela explosão de ferramentas tecnológicas, o empoderamento do comprador, as baixas taxas de juros e a crescente profissionalização do setor.
Lisboa quer ter mais casas para arrendar a preços acessíveis
Alargar a bolsa de casas para arrendamento a preços acessíveis, mobilizando imóveis de entidades públicas, como por exemplo quartéis, cuja conversão em habitação seja “de fácil e célere execução”. Este é o objetivo da Câmara Municipal de Lisboa (CML), que viu a proposta para “reforçar o Pilar Público do Programa Renda Acessível (PRA)” ser aprovada em reunião privada do executivo camarário, que se realizou por videoconferência dia 9 de abril de 2020.
Promotoras imobiliárias não atiram a toalha ao chão e contam como estão a combater o Covid-19
O novo coronavírus chegou de repente, propagou-se rapidamente e está a deixar grandes marcas na economia. Em Portugal e no mundo. O setor imobiliário é um dos que está a “apanhar por tabela”, mas os promotores que estão a desenvolver projetos a nível nacional - à semelhança das agências imobiliárias - prometem não atirar a toalha ao chão. Pelo contrário, mostram-se confiantes e otimistas quanto ao futuro, e consideram que os investidores que têm apostado em Portugal vão continuar a fazê-lo, mesmo que atualmente estejam menos ativos, por força das circunstâncias. O idealista/news foi perceber como o setor da promoção imobiliária está a reagir ao Covid-19 e o que está a fazer para manter vivo o negócio.
MAP inicia construção do Metropolis em Matosinhos - NOS será a inquilina
A MAP Engenharia está a iniciar a construção do primeiro edifício do empreendimento Metropolis, promovido pelo The Edge Group em parceria com investidores nacionais, e localizada na Senhora da Hora, Matosinhos (Grande Porto). José Rui Meneses e Castro, administrador da MAP Engenharia, confirmou ao idealista/news o arranque das obras da primeira fase do empreendimento - é uma obra de conservação do primeiro edifício do projeto -, com uma área de três mil metros quadrados (m2) destinados a escritórios, e que tem já garantido o arrendamento por parte da empresa de comunicações NOS.
Do luxo à classe média: Louvre transforma-se em Bondstone para investir em novos segmentos
Começou, em 2016, como promotora imobiliária vocacionada para o residencial de luxo e, ao longo dos últimos quatros anos, investiu 100 milhões de euros em nove projetos entre Lisboa, Porto e Cascais.
“Produtos destinados à classe média já começam a ser um objetivo dos promotores”
Estarão os promotores imobiliários cada vez mais apostados em trazer ao mercado oferta para a classe média portuguesa? Para Paulo Silva, Head of Country da Savills Portugal, a resposta a esta pergunta é sim. “Mantêm-se os desequilíbrios entre a oferta e a procura, já existindo evidência de que irão sofrer ajustamentos nos próximos anos, por aumento da oferta. Os produtos destinados à classe média já começam a ser um objetivo dos promotores, facto que representa uma boa notícia para este segmento de mercado”, referiu, em comunicado.
Atraso nos licenciamentos é o principal obstáculo à promoção imobiliária – e trava aumento de oferta
Os atrasos nos processos de licenciamento de obras (de reabilitação urbana e de construção nova) e os elevados custos de construção, que aumentaram nos últimos tempos, há muito que são apontados pelos promotores imobiliários como um entrave ao investimento. Um cenário que tem consequências, nomeadamente porque atrasa a chegada ao mercado de novos projetos residenciais.
Avenue vai investir mais 150 milhões em Portugal: “60% a 80% dos imóveis são vendidos em planta”
A Avenue “aterrou” em Portugal em 2015. Desde então investiu 225 milhões de euros em nove projetos no país: oito residenciais de luxo – seis em Lisboa e dois no Porto – e um de escritórios, também na capital. A joia da coroa é o 266 Liberdade, o emblemátido edifício do Diário de Notícias.
Portugal está a construir poucas casas novas: é o mercado europeu com a menor oferta
A oferta de habitação nova em Portugal está a crescer a um ritmo (muito) lento. O país está a conseguir construir e acabar uma média inferior a 1,5 habitações novas por mil habitantes, sendo atualmente o mercado europeu com o “plafond” mais reduzido. A média dos 19 países analisados pelo estudo do instituto de investigação económica da Alemanha, Ifo, está em quase quatro habitações.
Rendas congeladas em Berlim? "É uma 'jogada' perigosa" e não vai aumentar oferta de casas novas
Oito em cada 10 pessoas que vivem em Berlim, na Alemanha, são inquilinos, ou seja, há na capital alemã 80% de arrendatários e 20% de proprietários, diz ao idealista/news Christian Ammann, CEO da Century 21 Alemanha. Um cenário muito diferente – praticamente inverso –, portanto, daquele que se vive em Lisboa. Sobre a recente decisão de se avançar com o congelamento das rendas durante cinco anos em Berlim, Ammann mostra-se cauteloso e diz que é preciso “esperar para ver” os resultados, mas considera que a nova lei não contribuirá para o aumento de oferta de apartamentos novos - o grande problema da cidade.
Custo de construir casas novas abrandou em 2019
Os custos de construção de habitação nova em Portugal registaram um aumento de médio de 2,1% em 2019, valor inferior em 0,2 pontos percentuais (p.p.) ao registado em 2018, segundo dado divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Habitação nova em Gaia com preços médios superiores a dois mil euros/m2
A maioria dos empreendimentos de habitação em comercialização no concelho de Gaia (Grande Porto) concentra-se, por um lado, na união de freguesias de Santa Marinha e São Pedro da Afurada e, por outro, na união de freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, como se pode comprovar no conjunto de p
Zona do GaiaShopping - alternativa ao Porto para viver?
O GaiaShopping é agora mais do que um bem-sucedido centro comercial do concelho de Vila Nova de Gaia, no Grande Porto. É nas suas imediações que está, agora, concentrada grande parte da oferta de habitação nova, a maioria dela em fase de construção e de comercialização.
“Cultura de ser proprietário vai manter-se em Portugal, mas vai haver uma correção”
A Century 21 Portugal realizou 2.539 operações de arrendamento em 2019, mais 408 que no ano anterior. Uma subida homóloga de 19% que Ricardo Sousa, CEO da mediadora, vê com bons olhos, apesar de considerar que ainda há um longo caminho a percorrer no mercado de arrendamento em Portugal. “A tendência será aumentar a quota do mercado. A cultura de ser proprietário vai manter-se, mas acreditamos que vai haver uma correção”, diz ao idealista/news.
O que esperar do imobiliário em 2020
O imobiliário voltou a dar que falar em 2019 e tudo aponta para que 2020 seja outro ano quente para o setor.
Governo prepara plano para atrair investidores a construir e promover casas a preços acessíveis
Aumentar o número de casas disponíveis no mercado a preços acessíveis. Este é o grande objetivo da secretária de Estado da Habitação e é, para alcançar este desígnio, que diz orientar todos os esforços e estratégias. Ana Pinho considera que, em Portugal, a solução para a crise habitacional não passa por limitar os preços do arrendamento por via administrativa - como se quer fazer na vizinha Espanha, por exemplo - sob o risco de se "perderem ainda mais casas".
Quetzal, a nova comercializadora que promete colocar fim à exclusividade
Chegou uma nova comercializadora ao panorama imobiliário português. A Quetzal Properties, assim se chama, foi lançada pela Quântico-Albatross (Q-A) e promete um “modelo inovador” assente na colaboração diferenciada com várias mediadoras do mercado. Trata-se de uma nova plataforma de grandes investimentos em construção nova destinada à classe média portuguesa.
“Ainda não é desta (em 2020) que o mercado imobiliário vai abrandar”
O setor imobiliário em Portugal está bom e recomenda-se. Em 2019, o país manteve-se no radar dos investidores imobiliários, uma tendência que deve seguir este ano, antevê Francisco Horta e Costa, diretor geral da CBRE em Portugal: “Tudo indica que o imobiliário vai manter uma dinâmica bastante positiva em 2020 e que ainda não é desta que o mercado vai abrandar”.
Crescimento da construção abranda para 5,5% em 2020, mas ciclo de recuperação vai continuar
A produção no setor da construção deverá crescer 5,5% em 2020. Trata-se de um ligeiro abrandamento face ao ritmo de crescimento de 2019 (6%), segundo as previsões da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP).
2019 a pente fino: as notícias que marcaram o imobiliário
O setor imobiliário voltou a dar muito que falar em 2019. Os preços das casas continuam a subir, embora agora a um ritmo mais lento, e os bancos parecem estar a ajudar “à festa”, através do negócio do crédito à habitação. O mercado de arrendamento esteve também (mais uma vez) no centro das atenções, à semelhança do sempre polémico Alojamento Local. Em “alta” está ainda a construção nova e o investimento imobiliário, nomeadamente estrangeiro.