“Cultura de ser proprietário vai manter-se em Portugal, mas vai haver uma correção”
A Century 21 Portugal realizou 2.539 operações de arrendamento em 2019, mais 408 que no ano anterior. Uma subida homóloga de 19% que Ricardo Sousa, CEO da mediadora, vê com bons olhos, apesar de considerar que ainda há um longo caminho a percorrer no mercado de arrendamento em Portugal. “A tendência será aumentar a quota do mercado. A cultura de ser proprietário vai manter-se, mas acreditamos que vai haver uma correção”, diz ao idealista/news.
O que esperar do imobiliário em 2020
O imobiliário voltou a dar que falar em 2019 e tudo aponta para que 2020 seja outro ano quente para o setor.
Governo prepara plano para atrair investidores a construir e promover casas a preços acessíveis
Aumentar o número de casas disponíveis no mercado a preços acessíveis. Este é o grande objetivo da secretária de Estado da Habitação e é, para alcançar este desígnio, que diz orientar todos os esforços e estratégias. Ana Pinho considera que, em Portugal, a solução para a crise habitacional não passa por limitar os preços do arrendamento por via administrativa - como se quer fazer na vizinha Espanha, por exemplo - sob o risco de se "perderem ainda mais casas".
Quetzal, a nova comercializadora que promete colocar fim à exclusividade
Chegou uma nova comercializadora ao panorama imobiliário português. A Quetzal Properties, assim se chama, foi lançada pela Quântico-Albatross (Q-A) e promete um “modelo inovador” assente na colaboração diferenciada com várias mediadoras do mercado. Trata-se de uma nova plataforma de grandes investimentos em construção nova destinada à classe média portuguesa.
“Ainda não é desta (em 2020) que o mercado imobiliário vai abrandar”
O setor imobiliário em Portugal está bom e recomenda-se. Em 2019, o país manteve-se no radar dos investidores imobiliários, uma tendência que deve seguir este ano, antevê Francisco Horta e Costa, diretor geral da CBRE em Portugal: “Tudo indica que o imobiliário vai manter uma dinâmica bastante positiva em 2020 e que ainda não é desta que o mercado vai abrandar”.
Crescimento da construção abranda para 5,5% em 2020, mas ciclo de recuperação vai continuar
A produção no setor da construção deverá crescer 5,5% em 2020. Trata-se de um ligeiro abrandamento face ao ritmo de crescimento de 2019 (6%), segundo as previsões da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP).
2019 a pente fino: as notícias que marcaram o imobiliário
O setor imobiliário voltou a dar muito que falar em 2019. Os preços das casas continuam a subir, embora agora a um ritmo mais lento, e os bancos parecem estar a ajudar “à festa”, através do negócio do crédito à habitação. O mercado de arrendamento esteve também (mais uma vez) no centro das atenções, à semelhança do sempre polémico Alojamento Local. Em “alta” está ainda a construção nova e o investimento imobiliário, nomeadamente estrangeiro.
Comprar casa continua a ser (muito) caro mas preços estão a desacelerar. Será mesmo assim?
Quando a história se repete: venderam-se mais casas (e preços dispararam) em 2018. Este foi o título do resumo anual de 2018 sobre o tema “preço das casas”. O que mudou passado um ano, em 2019? De forma resumida, comprar casa continua a ser (muito) caro, apesar dos preços estarem a desacelerar nos últimos tempos, ou seja, estão a subir, mas menos.
Portugal (sempre) no radar dos investidores estrangeiros – e SIGI já são uma realidade
2019 fica marcado pela entrada em vigor da versão lusa dos REIT (Real Estate Investment Trusts). As alterações ao regime das Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI) foram promolugadas pelo Presidente da República em agosto e em setembro foram publicadas em Diário da República (DR). Uma solução que pode trazer para Portugal ainda mais investidores imobiliários, que continuam a manter o país no radar.
2019, o ano da construção nova
As promotoras imobiliárias estão cada vez mais a apostar na construção nova. Um cenário que já se verificava no ano passado, conforme escrevemos, e que ganhou ainda mais força este ano. Esta é, de resto, uma das soluções apontadas por vários intervenientes do setor para colmatar o “problema habitacional” do país, aumentando a oferta e contribuindo para ajustar os preços das casas, que dispararam nos últimos anos, apesar de agora haver sinais de algum abrandamento. Uma coisa é certa, faltam casas no país, nomeadamente na capital.
O que afasta os investidores? "Os preços dos ativos muito inflacionados"
De mão dada com "grandes investidores imobiliários globais, fundos e 'family offices', que procuram oportunidades de negócio interessantes em Portugal", a Quantico-Albatross (Q-A) está agora "fortemente ativa" no mercado imobiliário nacional.
Quantico-Albatross lança comercializadora de grandes investimentos de construção nova
Há uma nova comercializadora acabada de nascer no mercado imobiliário nacional, segundo apurou o idealista/news. Chama-se Quetzal Properties e foi lançada pela Quântico-Albatross (Q-A), joint–venture que investe em todas as áreas do negócio imobiliário, sendo gestora do Fundo de Reabilitação VESTA (com cerca de 100M de euros, totalmente investidos). A nova plataforma, que vai funcionar num modelo aberto em parceria com outras imobiliárias, está orientada para o segmento de grandes investimentos em terrenos para construção nova em Lisboa, Cascais e Porto, pensados para as famílias portuguesas de classe média.
CAFE e Azinor juntas em joint-venture: Forus aposta forte na construção nova na Grande Lisboa
Chama-se Forus Premium Projects e nasceu há cerca de três anos através da junção “de duas grandes empresas”. “O grupo CAFE, que tem mais de 30 anos de experiência na área residencial, e o grupo Azinor”, que no setor hoteleiro exerce atividade através da cadeia SANA Hotels, começa por dizer ao idealista/news Danny Venceslau, CEO da Prime Avenue, agência responsável pela comercialização em exclusivo dos empreendimentos do grupo Forus.
Novo empreendimento residencial a nascer no Funchal pela mão da Socicorreia
A construção nova está a florescer na Ilha da Madeira. O grupo Socicorreia tem em curso um investimento de 26 milhões de euros num empreendimento no Caminho da Fé, no concelho do Funchal, que contempla três blocos de habitação e espaços comerciais, num espaço de condomínio fechado. O primeiro edifício está concluído, o segundo em obras e o terceiro arranca em 2020.
2020 vai ser um ano de oportunidades imobiliárias no mercado de NPL em Portugal
O ano de 2020 promete continuar animado no setor imobiliário em Portugal, nomeadamente no que respeita a operações no mercado de NPL (sigla inglesa para Non Performing Loans).
Turismo e estrangeiros continuam a “alimentar” a sobrevalorização das casas
Dinâmica do turismo, elevada procura de estrangeiros e baixas taxas de juro. Está completo o trio que continua a alimentar a subida dos preços das casas em Portugal. Quem o diz é o Banco de Portugal (BdP), no Relatório de Estabilidade Financeira, que olha para a sobrevalorização das casas como uma potencial ameaça à estabilidade do país.
"Ainda há espaço no mercado para mais projetos de construção nova"
Depois de uma "retração devastadora que fez parar a construção de novas casas em Portugal", o imobiliário floresceu. A oferta de casas não conseguiu acompanhar a euforia da procura, algo que é, para João Pedro Pereira, Membro da Comissão Executiva da ERA, “perfeitamente natural”. Garante ao idealista/news que ainda há espaço para mais projetos de construção nova, e aponta a mira de oportunidades às periferias dos grandes centros urbanos, mas também ao Algarve e cidades do interior.
Cascais e Oeiras são alternativas à capital para viver? Sim, mas a oferta é escassa e os preços estão a subir
A crescente procura e expansão do mercado imobiliário em Lisboa estão a provocar o êxodo de habitantes para os arredores. Cascais, Oeiras e Sintra são alternativas à capital, mas é preciso mais oferta e preços mais acessíveis para o segmento médio.
"O desafio agora é oferecer habitações de qualidade não entrando em loucuras de preços"
A aposta na construção nova e em projetos para as famílias portuguesas de classe média está no ADN da JPS Group. A garantia é dada por João Sousa, CEO da empresa, ao idealista/news. "Temos de perceber a conjuntura de quem está a procurar casa e quanto pode pagar. Temos essa preocupação: ter produtos acessíveis que a classe média consiga pagar”, refere.
Obras de ampliação, alteração ou reconstrução de edifícios com novas regras anti-sísmicas
O reforço da resistência sísmica é um tema fulcral para os especialistas quando se fala em reabilitação urbana e nova construção em Portugal. E depois de muitos anos a "lutar" para que a lei seja mais exigente a este nível, há agora mudanças a ter em conta na hora de fazer obras nos edifícios.